VIVENDO SEM
PESO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
A
vida
cristã
legitima
é
leve.
No
cristianismo
de
Cristo
não
há
cargas
nem
coação.
O
evangelho
da
graça
se
caracteriza
pelos
afazeres
da
Trindade
e
a
lide
do
cristão
é
um
artigo
agenciado
pela
suficiência
do
Senhor.
Porque
desde
a
antiguidade
não
se
ouviu,
nem
com
ouvidos
se
percebeu,
nem
com
os
olhos
se
viu
Deus
além
de
ti,
que
trabalha
para
aquele
que
nele
espera.
Isaías
64:4.
No
âmbito
do
evangelho
não
é
o
homem
que
trabalha
para
Deus,
mas
é
o
Deus
todo-poderoso
quem
trabalha
para
aquele
que
nele
espera.
Isso
é
um
grande
absurdo
para
a
mente
natural,
entretanto
é
uma
declaração
perfeita
do
que
significa
a
graça.
A
vida
autêntica
do
cristianismo,
sem
mistura,
é
uma
conseqüência
da
graça.
Ora,
se
a
definição
de
graça
é
Deus
dando
e
fazendo
tudo
a
quem
nada
merece,
logo
estamos
diante
de
algo
ainda
mais
incompreensível.
Vemos
aqui
o
Deus
da
graça,
o
soberano
Senhor
do
universo,
sendo
servo
dos
homens
dominados
pelo
pecado.
Um
grande
disparate,
na
observação
do
evangelho,
é
ver
um
pecador
indigno,
que
mediante
a
operação
da
graça
plena,
acaba
se
tornando
num
verdadeiro
patrão
de
Deus,
quando
espera
totalmente
na
sua
graça.
Se
Deus
trabalha
para
aquele
que
nele
espera,
fica
parecendo
que
a
pessoa
que
nele
espera,
se
torna
chefe
de
Deus.
Na
verdade
a
obra
da
graça
é
um
espanto
inconcebível
para
a
mente
operária.
Os
religiosos
não
gostam
da
graça.
A
mente
de
estivador
não
suporta
a
vida
sem
peso.
Por
isso,
os
líderes
religiosos
no
tempo
de
Jesus
viviam
sobrecarregando
as
pobres
almas
com
cargas
pesadas.
Atam
fardos
pesados
e
difíceis
de
carregar
e
os
põem
sobre
os
ombros
dos
homens;
entretanto,
eles
mesmos
nem
com
o
dedo
querem
movê-los.
Mateus
23:4.
O
prazer
dessa
gente
é
jogar
peso
nos
ombros
dos
outros.
Parece
que,
quanto
mais
pesada
for
a
caminhada
cristã,
mais
merece
o
reconhecimento
dessa
turma
desvairada
pela
prática
do
halterofilismo
religioso.
Jesus,
porém,
mostra
uma
alternativa
diferente.
Como
vemos
no
texto
do
salmo
que
serve
da
base
para
essa
meditação,
o
Senhor
se
propõe
a
levar
o
nosso
fardo,
dia
a
dia,
e
posteriormente
nos
oferece
o
seu
fardo,
que
é
leve.
Tomai
sobre
vós
o
meu
jugo
e
aprendei
de
mim,
porque
sou
manso
e
humilde
de
coração;
e
achareis
descanso
para
a
vossa
alma.
Porque
o
meu
jugo
é
suave,
e
o
meu
fardo
é
leve.
Mateus
11:29-30.
O
Senhor
se
apresenta
para
levar
o
nosso
fardo,
que
é
pesado,
e
nos
oferece
o
seu
fardo,
que
é
leve.
Ele
remove
a
carga
pesada
e
nos
capacita
a
levar
o
seu
fardo
que
é
verdadeiramente
leve.
A
carga
pesada
que
ele
carregou
sobre
o
seu
corpo
é
constituída
de
todos
os
nossos
pecados.
Carregando
ele
mesmo
em
seu
corpo,
sobre
o
madeiro,
os
nossos
pecados,
para
que
nós,
mortos
para
os
pecados,
vivamos
para
a
justiça;
por
suas
chagas,
fostes
sarados.
1
Pedro
2:24.
Ele,
que
não
tinha
pecado,
carregou
os
pecados
de
todos
os
eleitos
de
Deus,
e
isso
era
muito
duro.
O
fardo
leve
que
ele
nos
oferece
é
a
cruz
dia
a
dia,
como
expressão
de
nossa
renúncia
pessoal.
Dizia
a
todos:
Se
alguém
quer
vir
após
mim,
a
si
mesmo
se
negue,
dia
a
dia
tome
a
sua
cruz
e
siga-me.
Lucas
9:23.
A
nossa
cruz
é
de
fato
aquela
em
que
nos
fez
morrer
juntamente
com
ele.
A
dor,
ele
a
suportou
por
nós,
e
agora,
nós
podemos
experimentar
os
efeitos
da
cruz,
mediante
a
fé
na
sua
palavra.
O
pecador
tem
uma
forte
luta
no
sentido
da
negação
de
si
mesmo,
mas
uma
vez
efetivada
essa
negação,
não
há
mais
peso
na
consciência,
pois
a
obra
da
cruz
é
uma
redenção
consumada
e
eterna.
A
vida
cristã
apresenta-se
sob
um
campo
de
batalha.
O
cristão
peleja
com
tenacidade
o
combate
da
fé.
Mas
o
fardo
da
fé
não
é
de
chumbo.
Ainda
que
as
tribulações
nesse
mundo
sejam
fortes,
a
carga
não
é
mais
pesada,
e
o
apóstolo
Paulo
denomina
essas
tribulações,
aqui e
agora,
leves
e
passageiras.
Porque
a
nossa
leve
e
momentânea
tribulação
produz
para
nós
eterno
peso
de
glória,
acima
de
toda
comparação.
2
Coríntios
4:17.
Muita
gente
na
igreja
vive
sob
o
peso
constante
de
uma
expectativa
de
êxito.
Segundo
Larry
Crabb,
no
seu
livro
Chega
de
Regras
esse
é
o
velho
caminho
em
que
B
pressupõe
A.
Se
você
for
obediente
às
leis
de
Deus,
vai
receber
os
resultados
dessa
conduta.
É
verdade
que
há
um
princípio
de
reciprocidade
no
universo,
mas
no
reino
de
Deus
essa
norma
não
é
mecânica.
A
lei
da
causa
e
efeito
tem
efetivamente
grande
precisão
em
muitos
aspectos,
mas
não
é
assim
tão
exata,
quanto
se
imagina,
pois
a
graça
se
manifestou
para
superabundar,
onde
o
pecado
abundou.
Como
expõe
Crabb,
o
velho
estilo
da
linearidade
pretende
mostrar
que
tudo
na
vida
cristã
é
uma
questão
de
sintonia
com
a
lei
da
semeadura,
levando
as
pessoas
a
se
empenharem
nos
resultados.
Sendo
assim,
quando
há
sucesso,
o
sujeito
da
ação
fica
orgulhoso
com
sua
participação,
e
quando
há
fracasso,
ele
fica
deprimido
pela
sua
falta
de
fé,
ocasionando
em
ambos
os
casos,
uma
carga
pesada
para
o
cristão.
A
existência
pautada
pela
via
da
linearidade
passa
por
grande
pressão,
uma
vez
que
"a
pessoa
decidiu
que
aquilo
que
mais
deseja
na
vida
está
ao
seu
alcance
e
se
empenha
em
fazer
o
que
acredita
ser
necessário
para
obtê-lo".
Por
outro
lado,
enquanto
caminha
na
lei
da
liberdade
"a
pessoa
compreendeu
que
aquilo
que
mais
deseja
está
além
do
seu
alcance
e
vai
confiar
em
Deus
para
a
satisfação
que
almeja.
Ela
quer
Deus.
Nada
menos
– nem
sequer
a
sua
bênção
– irá
buscar".
Todos
aqueles
que
insistem
em
uma
jornada
espiritual
pautada
pela
lei
de
causa
e
efeito
acabam
cansados
sob
o
peso
intolerável
dessa
religião
dos
escravos
do
êxito.
Mas
aqueles
que
andam
com
o
Senhor
diariamente
vêem
seus
fardos
em
braços
poderosos.
A
ênfase
da
fé
cristã
é
basicamente
relacional.
Não
somos
executivos
procurando
um
melhor
desempenho,
mas
filhos
desenvolvendo
um
relacionamento
mais
íntimo.
Como
Moises,
nós
precisamos
mesmo
é
da
presença
de
Deus,
para
gozarmos
o
repouso
da
fé.
Respondeu-lhe:
A
minha
presença
irá
contigo,
e
eu
te
darei
descanso.
Êxodo
33:14.
O
lazer
espiritual
dos
filhos
de
Deus
é
fruto
da
intimidade
com
o
Pai,
e
a
grande
luta
travada
no
coração
é
contra
a
comunhão.
Quando
o
Espírito
da
graça
convence
o
cristão
que
o
seu
alívio
é
o
próprio
Deus,
então
uma
nova
vida
relacional
assume
o
sentido
da
existência.
A
Bíblia
mostra
que
Deus
mesmo
é
a
nossa
salvação.
Não
somos
salvos
por
uma
doutrina
nem
pelos
nossos
esforços.
A
extraordinária
mensagem
do
evangelho
da
graça
revela
Deus
carregando
os
nossos
fardos
e
se
manifestando
como
a
salvação
completa
e
eterna.
Eis
que
Deus
é
a
minha
salvação;
confiarei
e
não
temerei,
porque
o
SENHOR
Deus
é
a
minha
força
e
o
meu
cântico;
ele
se
tornou
a
minha
salvação.
Isaías
12:2.
O
cristão
tem
muitas
lutas
nesse
mundo,
mas
ele
tem
garantia
divina
e
seguro
eterno.
Ele
sofre
tribulações,
mas
tem
descanso
interno.
O
Senhor
Jesus
Cristo
é
a
sua
salvação
e
é
também
o
transportador
dos
seus
fardos,
por
isso
a
sua
jornada
é
sem
peso
e
sem
pesar,
apesar
de
suas
muitas
dificuldades.
Ele
me
faz
repousar
em
pastos
verdejantes.
Leva-me
para
junto
das
águas
de
descanso.
Salmos
23:2.
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