APRENDENDO
A DISCENIR
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
A
meu povo
ensinarão a
distinguir entre
o santo e
o profano e
o farão
discernir entre
o imundo e
o limpo.
Ezequiel 44:23.
Uma
das coisas desconcertantes na vida povo de Deus é a incapacidade de
enxergar a diferença entre o válido e o inventivo. Há muita gente
na história da aldeia de Deus que não sabe reconhecer a disparidade
que existe entre o sagrado e o profano, entre o sórdido e o
excelente, do ponto de vista das coisas do espírito.
A
falta de discernimento espiritual é a causa de muita confusão no
âmbito da igreja. Por exemplo, a hipocrisia sempre consegue
esconder, com o seu artifício, a corrupção, com uma feição de
virtude. A aparência tem sido a aliada importante nesse conflito.
Não é fácil distinguir um discurso ortodoxo da verdadeira crença.
Satanás
é
especialista
na
arte
da
camuflagem.
Ele
comumente
vem
travestido
de
mensageiro
da
luz
e
a
sua
gangue
se
apresenta
com
ar
insuspeito.
Veja
como
o
apóstolo
Paulo
expõe
a
estratégia.
E
não
é
de
admirar,
porque
o
próprio
Satanás
se
transforma
em
anjo
de
luz.
Não
é
muito,
pois,
que
os
seus
próprios
ministros
se
transformem
em
ministros
de
justiça;
e
o
fim
deles
será
conforme
as
suas
obras.
2
Coríntios
11:14-15.
O
profeta
Ezequiel
fala
de
uma
pedagogia
que
deve
instruir
o
povo
de
Deus
a
apontar
a
dessemelhança
entre
o
verdadeiro
e
o
falso,
pois
se
não
soubermos
assinalar
bem
essa
desigualdade
estamos
correndo
sérios
riscos
servindo
ao
ídolo,
em
lugar
de
Deus.
Quando
disserem:
Por
que
nos
fez
o
SENHOR,
nosso
Deus,
todas
estas
coisas?
Então,
lhes
responderás:
Como
vós
me
deixastes
e
servistes
a
deuses
estranhos
na
vossa
terra,
assim
servireis
a
estrangeiros,
em
terra
que
não
é
vossa.
Jeremias
5:19.
O
povo
de
Israel
havia
perdido
o
Senhor
de
vista
e
confundido
o
real
com
o
apócrifo.
Hoje
também
nós
estamos
em
perigo,
pois
não
sabemos
discernir
o
evangelho
de
Cristo
da
religião.
Deveras,
o
meu
povo
está
louco,
já
não
me
conhece;
são
filhos
néscios
e
não
inteligentes;
são
sábios
para
o
mal
e
não
sabem
fazer
o
bem.
Jeremias
4:22.
Paulo
fala
da
sua
percepção
do
mistério
de
Cristo
como
fundamental
para
o
equilíbrio
sadio
da
fé.
Ele
é
enfático
quando
diz:
pelo
que,
quando
ledes,
podeis
compreender
o
meu
discernimento
do
mistério
de
Cristo,
o
qual
em
outras
gerações
não
foi
dado
a
conhecer
aos
filhos
dos
homens,
como
agora
foi
revelado
aos
seus
santos
apóstolos
e
profetas,
no
Espírito.
Efésios
3:4-5.
O
mistério
do
sacrifício
de
Cristo
foi
conservado
em
segredo
para
outras
gerações,
mas
foi
desvendado
aos
crentes
a
partir
de
sua
encarnação.
Ora,
àquele
que
é
poderoso
para
vos
confirmar
segundo
o
meu
evangelho
e
a
pregação
de
Jesus
Cristo,
conforme
a
revelação
do
mistério
guardado
em
silêncio
nos
tempos
eternos,
e
que,
agora,
se
tornou
manifesto
e
foi
dado
a
conhecer
por
meio
das
Escrituras
proféticas,
segundo
o
mandamento
do
Deus
eterno,
para
a
obediência
por
fé,
entre
todas
as
nações.
Romanos
16:25-26.
Tudo
o
que
foi
dito
antes
de
Cristo
era
sombra
da
realidade.
O
Antigo
Pacto
apontava
para
o
fato
mais
significativo
da
teologia,
a
suficiência
de
Cristo.
Havendo
Deus,
outrora,
falado,
muitas
vezes
e
de
muitas
maneiras,
aos
pais,
pelos
profetas,
nestes
últimos
dias,
nos
falou
pelo
Filho,
a
quem
constituiu
herdeiro
de
todas
as
coisas,
pelo
qual
também
fez
o
universo.
Ele,
que
é
o
resplendor
da
glória
e
a
expressão
exata
do
seu
Ser,
sustentando
todas
as
coisas
pela
palavra
do
seu
poder,
depois
de
ter
feito
a
purificação
dos
pecados,
assentou-se
à
direita
da
Majestade,
nas
alturas,
Hebreus
1:1-3.
O mistério de Deus é Cristo. Ele é a plenitude de toda ciência divina. A grande luta que Paulo travava em favor dos crentes era para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. Colossenses 2:2-3.
O mistério de Deus é Cristo. Ele é a plenitude de toda ciência divina. A grande luta que Paulo travava em favor dos crentes era para que o coração deles seja confortado e vinculado juntamente em amor, e eles tenham toda a riqueza da forte convicção do entendimento, para compreenderem plenamente o mistério de Deus, Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos. Colossenses 2:2-3.
O
mistério de Cristo é a pregação do evangelho. Suplicai,
ao mesmo
tempo, também
por nós,
para que Deus
nos abra
porta à
palavra, a
fim de
falarmos do
mistério de
Cristo, pelo
qual também
estou algemado;
para que eu
o manifeste,
como devo
fazer. Colossenses
4:3-4.
O
mistério do evangelho é a proclamação da cruz. Porque
não me
enviou Cristo
para batizar,
mas para
pregar o
evangelho; não
com sabedoria
de palavra,
para que se
não anule a
cruz de
Cristo. 1
Coríntios 1:17.
Cristo
é o mistério de Deus. O evangelho é o mistério de Cristo. A cruz
é o mistério do evangelho. E Paulo pedia oração para os crentes
de Éfeso, dizendo, e também
por mim; para
que me seja
dada, no
abrir da
minha boca, a
palavra, para,
com intrepidez,
fazer conhecido
o mistério
do evangelho,
pelo qual sou
embaixador em
cadeias, para
que, em
Cristo, eu
seja ousado
para falar,
como me
cumpre fazê-lo.
Efésios 6:19-20.
O
propósito de Deus Pai é manifestar o seu mistério em nosso
interior. O mistério
que estivera
oculto dos
séculos e
das gerações;
agora, todavia,
se manifestou
aos seus
santos; aos
quais Deus
quis dar a
conhecer qual
seja a
riqueza da
glória deste
mistério entre
os gentios,
isto é,
Cristo em
vós, a
esperança da
glória. Colossenses
1:26-27.
O
supremo
propósito
de
Deus,
desvendando-nos
o
mistério
da
sua
vontade,
segundo
o
seu
beneplácito
que
propusera
em
Cristo,
de
fazer
convergir
nele,
na
dispensação
da
plenitude
dos
tempos,
todas
as
coisas,
tanto
as
do
céu,
como
as
da
terra;
Efésios
1:10,
era
nos
incluir
em
Cristo,
quando
ele
fosse
crucificado.
A
grande mensagem do evangelho aponta para a nossa atração no corpo
de Cristo, a fim de nós morrermos juntamente com ele. Observe como
Jesus trata esse ponto: E eu,
quando for
levantado da
terra, atrairei
todos a mim
mesmo. Isto
dizia, significando
de que gênero
de morte
estava para
morrer. João
12:32-33.
A
questão básica para a nossa avaliação é a legitimidade da
experiência cristã. Jesus disse: Nem todo
o que me
diz: Senhor,
Senhor! entrará
no reino dos
céus, mas
aquele que
faz a vontade
de meu Pai,
que está nos
céus. Mateus
7:21.
O
apóstolo João chama a atenção para não dar credibilidade a
qualquer pessoa. Amados, não
deis crédito
a qualquer
espírito; antes,
provai os
espíritos se
procedem de
Deus, porque
muitos falsos
profetas têm
saído pelo
mundo fora. 1
João 4:1.
O
apóstolo Paulo adverte com respeito à certa irmandade fraudulenta.
E isto por
causa dos
falsos irmãos
que se
entremeteram com
o fim de
espreitar a
nossa liberdade
que temos em
Cristo Jesus
e reduzir-nos
à escravidão.
Gálatas 2:4.
Como
saber distinguir o fidedigno do fingido? Segundo Jesus o autêntico
está envolvido em fazer a vontade do Pai. João questiona se a
pessoa procede de Deus e mostra que o falsificado sai pelo mundo em
busca da aprovação do mundo. E Paulo diz que os irmãos fajutos
gostam de se meter com a vida dos outros para espionar a liberdade e
promover legalismo que escraviza.
Nem tudo que parece é o que parece. O mimetismo tem sido uma tática de sucesso no mundo animal, mas é uma ameaça ao reino espiritual. O disfarce bem feito causa ganhos aos predadores ou regalias às presas, mas é uma tragédia no Reino de Deus. Fazer a vontade de Deus com prazer é o termômetro de uma devoção original. Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. Salmos 40:8.
Nem tudo que parece é o que parece. O mimetismo tem sido uma tática de sucesso no mundo animal, mas é uma ameaça ao reino espiritual. O disfarce bem feito causa ganhos aos predadores ou regalias às presas, mas é uma tragédia no Reino de Deus. Fazer a vontade de Deus com prazer é o termômetro de uma devoção original. Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. Salmos 40:8.
Jesus
indica na oração do Pai Nosso que fazer a vontade do Pai é
fundamental no relacionamento entre o filho e o Pai. A vontade do Pai
é o deleite do filho amigo: venha o
teu reino;
faça-se a
tua vontade,
assim na
terra como no
céu. Mateus
6:10.
Se
a vontade de Deus é o alvo da vida espiritual inconteste, o desapego
ao mundo é o seu aval. A opinião do mundo escraviza a alma e uma
pessoa que vive pelos seus padrões não consegue ser um cristão
adequado. Não ameis
o mundo nem
as coisas que
há no mundo.
Se alguém
amar o mundo,
o amor do
Pai não está
nele. 1 João
2:15.
O
apóstolo João percebe que o foco do mundo é o palco do falso
profeta. Enquanto o discipulado de Cristo se absorve com a proposta
da vontade de Deus, aquele que é simulado se preocupa com a
avaliação das multidões. O interesse do espúrio é a salvação
do seu sucesso e nunca o sucesso da salvação dos pecadores. O seu
empenho é a solução dos seus problemas e não a salvação dos
problemáticos.
A
mensagem do fraudulento é uma meia-verdade que tem sempre segundas
intenções. O perigo das meias-verdades é mais sério do que uma
mentira descarada. Quanto mais próximo da verdade, mais crítico é
o engano. O humanismo pode até passar por amor cristão, mas o
orgulho do êxito e a decepção no fracasso não deixam dúvidas.
Como
desvendar aquilo que é santo do profano, ou o imundo do puro? Além
desses dois itens, já mencionados, temos ainda a tese de Paulo: o
falso irmão é um bisbilhoteiro. Não há nada mais avesso ao
cristianismo seleto do que a interferência na vida dos outros, por
gente que gosta de controlar e reprimir. Os tais
são murmuradores,
são descontentes,
andando segundo
as suas
paixões. A
sua boca vive
propalando grandes
arrogâncias; são
aduladores dos
outros, por
motivos interesseiros.
Judas 1:16.
O
falso irmão sabidamente invade a privacidade das outras pessoas,
aparentando boas intenções e às vezes, propondo soluções
excelentes, mas a sua tática é manter as vítimas sob o domínio do
seu legalismo. Como é complicado esse jogo político que usa as
benesses para manter reféns aqueles que são mais carentes. Alguns
indivíduos que
desceram da
Judéia ensinavam
aos irmãos:
Se não vos
circuncidardes segundo
o costume de
Moisés, não
podeis ser
salvos. Atos
15:1.
Precisamos
aprender a discernir aquilo que é profano daquilo que é professo
pela legítima fé cristã. Nem tudo que é cultivado na igreja
pertence ao estilo do evangelho. As influências pagãs e humanistas
são mais comuns na igreja do que gostaríamos de admitir.
Há muitos ídolos tendo influência e assumindo o controle na vida espiritual dos crentes atuais. "Um ídolo é qualquer coisa em que confiamos para nos proteger e promover nossas necessidades à parte de Deus". A grande necessidade dos cristãos contemporâneos é a firmeza na singularidade e suficiência de Cristo. Precisamos aprender a discernir claramente aquilo que é essencial para a experiência cristã, daquilo que é completamente dispensável.
Há muitos ídolos tendo influência e assumindo o controle na vida espiritual dos crentes atuais. "Um ídolo é qualquer coisa em que confiamos para nos proteger e promover nossas necessidades à parte de Deus". A grande necessidade dos cristãos contemporâneos é a firmeza na singularidade e suficiência de Cristo. Precisamos aprender a discernir claramente aquilo que é essencial para a experiência cristã, daquilo que é completamente dispensável.
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