ARREPENDIMENTO,
DÁDIVA
OU
DECISÃO?
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Ora,
é
necessário
que
o
servo
do
Senhor
não
viva
a
contender
e
sim
deve
ser
brando
para
com
todos,
apto
para
instruir,
paciente;
disciplinando
com
mansidão
os
que
se
opõem,
na
expectativa
de
que
Deus
lhes
conceda
não
só
o
arrependimento
para
conhecerem
plenamente
a
verdade,
mas
também
o
retorno
à
sensatez,
livrando-se
eles
dos
laços
do
diabo,
tendo
sido
feitos
cativos
por
ele,
para
cumprirem
a
sua
vontade.
Ora,
não
levou
Deus
em
conta
os
tempos
da
ignorância;
agora,
porém,
notifica
aos
homens
que
todos,
em
toda
parte,
se
arrependam;
porquanto
estabeleceu
um
dia
em
que
há
de
julgar
o
mundo
com
justiça,
por
meio
de
um
varão
que
destinou
e
acreditou
diante
de
todos,
ressuscitando-o
dentre
os
mortos.
2
Timóteo
2:24-26
e
Atos
17:30-31.
A
Bíblia considera o arrependimento como condição imprescindível na
salvação. Não se pode falar da obra da conversão sem tratar da
realidade profunda do arrependimento. Na conversão há dois
requisitos indispensáveis: o arrependimento que esboça o aspecto
negativo, o ato de abandonar o pecado, e a fé em seu aspecto
positivo, apossando-se das promessas e dos benefícios da obra de
Cristo. A vida cristã, por sua própria natureza e definição,
representa algo totalmente diferente da vida que tínhamos
anteriormente. A vida natural é basicamente rebelde e pecaminosa. Do
ponto de vista bíblico, todos nós nascemos neste mundo contaminados
pela perversão egoísta do pecado e espiritualmente mortos. A vida
emocional da alma não expressa qualquer centelha de vida espiritual.
Não há vida de Deus no interior do homem natural. Isto,
portanto, digo
e no Senhor
testifico que
não mais
andeis como
também andam
os gentios,
na vaidade
dos seus
próprios pensamentos,
obscurecidos de
entendimento, alheios
à vida de
Deus por
causa da
ignorância em
que vivem,
pela dureza
do seu
coração. Efésios
4:17-18. Os gentios, ou não convertidos, estão
separados da vida de Deus. Há vida física e psicológica, mas não
há vida espiritual. O homem natural encontra-se espiritualmente
morto. Ele vos deu
vida, estando
vós mortos
nos vossos
delitos e
pecados. Efésios
2:1.
A
questão que levantamos inicialmente aqui, é: um morto espiritual
pode se arrepender e crer genuinamente? O arrependimento e a fé são
pré-requisitos para a regeneração ou são conseqüências oriundas
da vivificação? Nós nos convertemos para sermos regenerados, ou
porque somos regenerados nos convertemos? Será que o arrependimento,
como condição da conversão, é uma dádiva de Deus ou decisão
humana? Estas questões têm sido alvo de debates constantes na
história da igreja. Há daqueles que sustentam a conversão como
exigência para a regeneração, enquanto outros vêem a conversão
como resultado da regeneração.
Ora,
se o homem realmente está separado da vida de Deus e
conseqüentemente morto em seu espírito, não há qualquer condição
para que ele se arrependa e creia do ponto de vista espiritual. Ele
primeiro tem que ser vivificado, mediante a Palavra de Deus, a fim de
responder em seu espírito com o arrependimento e a fé.
O
programa de Deus para a salvação do ser humano começa pela
pregação da Palavra. Deus criou o mundo pelo poder de sua Palavra e
salva as pessoas pela pregação da sua Palavra. Visto
como, na
sabedoria de
Deus, o mundo
não o
conheceu por
sua própria
sabedoria, aprouve
a Deus salvar
os que crêem
pela loucura
da pregação.
1Coríntios 1:21. A
pregação de Cristo crucificado é a munição eficiente e eficaz
para toda arma de calibre que visa atingir o coração dos homens e
não a sua pele. Se pretendemos alcançar os corações, devemos
falar a Palavra de Deus enfocada na pessoa sublime de Jesus Cristo
morto e ressuscitado. Esta é a mensagem que salva. Pois,
segundo o seu
querer, Ele
nos gerou
pela Palavra
da verdade,
para que
fôssemos como
que primícias
das suas
criaturas. Tiago
1:18. Pregando a Palavra da verdade do
Evangelho, por meio da unção da graça, podemos tocar fundo no
íntimo das pessoas, gerando a vida de Deus. Certamente a
graça de Deus pode
fazer qualquer coisa sem
a pregação dos ministros,
mas a pregação dos
ministros não pode fazer
nada sem a graça
de Deus, insistia Matthew Henry. É
ministrando a Palavra graciosa de Cristo crucificado e ressurreto, na
unção do Espírito, que se pode gerar vida de Deus no coração
morto pelo pecado.
A
vivificação começa através da operação viva da Palavra. Pois
fostes regenerados
não de
semente corruptível,
mas de
incorruptível, mediante
a Palavra de
Deus, a qual
vive e é
permanente. 1Pedro
1:23. A Palavra viva do Deus vivo gera vida nos
corações mortos pelo pecado. Vivificados pelo poder do avivamento
da Palavra, somos capacitados a reagir espiritualmente com as
atitudes de arrependimento e fé. Cremos que Deus nos vivifica
primeiro para que possamos nos arrepender e crer de todo o nosso
coração. Um morto espiritual não possui qualquer estímulo
espiritual. Como ensinava Augusto Strong, o homem
arrepende-se de verdade
somente quando aprende que
o pecado o tornou
incapaz de arrepender-se
sem a ajuda da
graça renovadora de Deus.
Primeiro Deus nos dá vida de arrependimento e fé mediante a
pregação da Palavra, para que nós, arrependidos de nossa antiga
maneira de viver, alcancemos a condição permanente de
arrependimento e fé. No enfoque da graça, arrependimento e fé são
inicialmente dádivas que recebemos e não cláusulas a serem
preenchidas.
Entretanto,
o arrependimento e a fé são também uma resposta. Sempre que Deus
nos vivifica com sua Palavra Ele nos dá arrependimento e fé que nos
capacitam sinceramente a nos arrepender e crer de modo decisivo. Não
se trata de uma dádiva passiva. Deus nos dá, pela graça, o
arrependimento para que nós nos arrependamos profundamente. Ou
desprezas a
riqueza da
sua bondade,
e tolerância,
e longanimidade,
ignorando que
a bondade de
Deus é que
te conduz ao
arrependimento? Jesus
foi para a
Galiléia, pregando
o Evangelho
de Deus,
dizendo: O
tempo está
cumprido, e o
reino de Deus
está próximo;
arrependei-vos e
crede no
Evangelho. Arrependei-vos,
pois, e
convertei-vos para
serem cancelados
os vossos
pecados. Romanos
2:4 - Marcos
1:14-15 -
Atos 3:19. A graça
nos dá a atitude de arrependimento, para que nós tenhamos a
oportunidade de exercer a decisão verdadeira de um profundo ato de
arrependimento.
O arrependimento autêntico consiste na operação subjetiva de quebrantamento do coração, concedida por Deus em sua graça, e na ação objetiva de repudiar o pecado em razão dos propósitos de uma decisão pessoal. O arrependimento legítimo é dádiva de Deus e decisão humana. Não é correto atribuir neutralidade moral no processo do arrependimento. Somos responsáveis pelos nossos atos e não podemos deixar de responder ativamente com nossa aversão e nojo pelo pecado. O verdadeiro arrependimento consiste em ficar o coração quebrantado por causa do pecado e, em face desta compunção, romper definitivamente com a prática do pecado. Não voltar a fazer uma determinada coisa errada é a essência do mais verdadeiro arrependimento. Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido. Ezequiel 20:43. O pecado deve ser ocasião de grande tristeza, quando não há tristeza em pecar. A pura e autêntica água benta não é aquela que os sacerdotes costumam borrifar sobre as pessoas conferindo graças, mas aquela que escorre dos olhos arrependidos, diante de Deus, confessando a desgraça do seu pecado. O Senhor Deus sempre nos concede o arrependimento para que nós vivamos intimamente arrependidos.
O arrependimento autêntico consiste na operação subjetiva de quebrantamento do coração, concedida por Deus em sua graça, e na ação objetiva de repudiar o pecado em razão dos propósitos de uma decisão pessoal. O arrependimento legítimo é dádiva de Deus e decisão humana. Não é correto atribuir neutralidade moral no processo do arrependimento. Somos responsáveis pelos nossos atos e não podemos deixar de responder ativamente com nossa aversão e nojo pelo pecado. O verdadeiro arrependimento consiste em ficar o coração quebrantado por causa do pecado e, em face desta compunção, romper definitivamente com a prática do pecado. Não voltar a fazer uma determinada coisa errada é a essência do mais verdadeiro arrependimento. Ali, vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniqüidades que tendes cometido. Ezequiel 20:43. O pecado deve ser ocasião de grande tristeza, quando não há tristeza em pecar. A pura e autêntica água benta não é aquela que os sacerdotes costumam borrifar sobre as pessoas conferindo graças, mas aquela que escorre dos olhos arrependidos, diante de Deus, confessando a desgraça do seu pecado. O Senhor Deus sempre nos concede o arrependimento para que nós vivamos intimamente arrependidos.
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