A
ETERNA
SEGURANÇA
NÃO
ASSEGURA
A
INÉRCIA
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
As
minhas
ovelhas
ouvem
a
minha
voz;
eu
as
conheço,
e
elas
me
seguem.
Eu
lhes
dou
a
vida
eterna;
jamais
perecerão
e
ninguém
as
arrebatará
da
minha
mão.
João 10:27-28.
João 10:27-28.
Embora
os cristão não estejam protegidos de cair, eles estão assegurados
eternamente de não se perderem. Não é possível sustentar
biblicamente a perda da salvação de modo coerente. Há certos
textos que deixam abertura para uma interpretação com este teor.
Mas, examinando-se com cuidado, percebe-se que a apostasia sempre
está ligada a uma pseudo experiência de salvação. A aparência
sempre traz muita confusão. Muita gente que está na igreja e que
tem vida piedosa pode ser apenas uma ilusão. Não se pode julgar uma
árvore pelas folhas. Jesus condenou a figueira porque dava aparência
de ter frutos quando só tinha folhas. A figueira quando está
enfolhada é porque é tempo de frutificação. O julgamento no
cristianismo é baseado nos frutos. Assim, pois,
pelos seus
frutos os
conhecereis. Mateus
7:20. Como dizia Samuel Rutherford: A
semente de Deus chegará
a sua co-lheita, e Spurgeon
acrescentava: As árvores do
Senhor são perenes.
Estou plenamente
certo de que
aquele que
começou boa
obra em vós
há de
completá-la até
ao Dia de
Cristo Jesus.
Filipenses 1:6.
A
salvação de Deus é eterna. Por definição, eterno não tem fim.
Se é eterna a salvação, logo não pode se perder aquele que é
salvo com a salvação de Deus. Deus promete ao seu povo uma salvação
garantida. Israel, porém,
será salvo
pelo Senhor
com salvação
eterna; não
sereis envergonhados,
nem confundidos
em toda a
eternidade. Isaías
45:17. Nenhum dos
soldados de Cristo se
perde, é esquecidos ou
deixado morto no campo
de batalha, afirmava J. C. Ryle. Pode ser
que num momento de disciplina, durante algum tempo, Deus se torne
distante de seus filhos, mas nunca deserta seus filhos. Por
breve momento
te deixei,
mas com
grandes misericórdias
torno a
acolher-te; num
ímpeto de
indignação, escondi
de ti a
minha face
por um
momento; mas
com misericórdia
eterna me
compadeço de
ti, diz o
Senhor, o teu
Redentor. Isaías
54:7-8. Alguém já disse que: Em
nosso primeiro paraíso, o
Éden, havia um caminho
de saída, mas não
havia forma de entrar
de novo. Entretanto, quanto
ao reino de Deus,
há um caminho de
entrada, mas não há
forma de sair de
novo. Uma pessoa verdadeiramente salva jamais poderá
desfazer a sua salvação. É impossível alguém que nasceu,
"desnascer." Do mesmo modo fica irrealizável o desmontar
da salvação. Uma vez nascido de novo é impraticável anular este
ato da soberana graça de Deus. Por outro lado, a
vocação de Deus é
fundamentada em seus
decretos, e seus decretos
são imutáveis. Não se pode rescindir a
operação do chamamento de Deus, porque os
dons e a
vocação de
Deus são
irrevogáveis. Romanos
11:29. Quem foi salvo por Deus é
verdadeiramente salvo, pois Deus nunca
se arrepende do seu
amor que nos escolheu,
nem da vida eterna que ele nos deu, e, nós jamais podemos abdicar
desta vida, que é eterna. E esta
é a promessa
que ele mesmo
nos fez, a
vida eterna.
1João 2:25. Se
pudéssemos perder a vida eterna, estaríamos numa eterna confusão.
Há uma observação que resume o seguinte: Se uma pessoa salva
pudesse perder a salvação, então todas poderiam, e assim, Cristo
se tornaria uma cabeça sem corpo. O Dr. Lewis Sperry Chafer afirma
que: De acordo com as
Escrituras, não há
debaixo da graça nenhuma
salvação proposta, oferecida
ou empreendida que não
seja infinitamente perfeita
e que não permaneça
para sempre. Deus não realiza uma salvação
que se desfaz ou que possa ser renunciada. Quem é salvo pela graça
é salvo para sempre.
Contudo,
a segurança da salvação eterna não nos assegura comodismo. Como
enfatizava Vance Havner a salvação é
um capacete, não uma
toca de dormir. Ninguém pode
usar a verdade da eterna salvação, para desculpar a sua ociosidade
espiritual. Nem um salvo de verdade se acomoda na segurança de sua
eterna salvação, para promover o seu estilo indolente.
Uma vida ociosa juntamente
com um coração santo
são uma contradição,
ensinava Thomas Brooks. A salvação eterna promove uma permanente
perseverança. Não é o acomodado que demonstra confiança, mas o
perseverante que busca o seu desenvolvimento. A salvação que não
progride não procede do trono da graça. Duas coisas que não
podemos esperar no terreno da salvação: Salvação sem a obra de
Cristo, e salvação estagnada, sem as obras da santificação.
Assim, pois, amados
meus, como
sempre obedecestes,
não só na
minha presença,
porém, muito
mais agora,
na minha
ausência, desenvolvei
a vossa
salvação com
temor e
tremor; porque
Deus é quem
efetua em vós
tanto o
querer como o
realizar, segundo
a sua boa
vontade. Filipenses
2:12-13. Este aparente paradoxo mostra que eu
devo desenvolver a salvação que Deus efetua no querer e realizar.
Nós fazemos as obras,
mas Deus opera em
nós a realização das
obras. Sabemos que é a graça de Deus quem realiza em nós
o tudo o que somos e tudo que precisamos fazer. A graça que me
alcançou é a mesma graça que me faz operante. Mas,
pela graça
de Deus, sou
o que sou;
e a sua
graça, que
me foi
concedida, não
se tornou vã;
antes, trabalhei
muito mais do
que todos
eles; todavia,
não eu, mas
a graça de
Deus comigo.
1Coríntios 15:10.
Nossa eficiência sem a
suficiência de Deus é
apenas deficiência. Porém, nenhum salvo
pode advogar sua inércia. No reino de Deus não há lugar para
aposentados ou reformados. Todo o contingente encontra-se na ativa.
Se alguém, em razão da doença ou da idade, não pode mais ficar no
campo de batalha, ainda pode ficar na sentinela da intercessão. Não
há desertores na adoração nem fugitivos da comunhão.
É
incompatível uma salvação inoperante. Segundo a Bíblia, ninguém
é salvo pelas obras, mas os salvos pela graça são agentes das boas
obras. Tiago demonstrou que a fé
sem obras é
morta, e João Calvino confirmou: É
só a fé que
justifica, mas a fé
que justifica não é
só. Se a graça produzir a fé que Paulo ensina,
certamente a graça mediante a fé produzirá as obras que Tiago
reclama. Porque pela
graça sois
salvos, mediante
a fé; e
isto não vem
de vós; é
dom de Deus;
não vem das
obras, para
que ninguém
se glorie.
Pois somos
feitura dele,
criados em
Cristo Jesus
para as boas
obras, as
quais Deus de
antemão preparou
para que
andássemos nelas.
Efésios 2:8-10.
Deus sempre qualifica aqueles que Ele chama. Pensar que
você não pode fazer
nada é quase tão
arrogante quanto pensar que
pode fazer tudo. Quando Deus
nos salvou por sua graça já providenciou os recursos para suprir em
nossa missão. Se a graça de Deus nos põe a trabalhar, o Deus da
graça garantirá o sustento e o êxito. Não podemos ficar
imobilizados com o pensamento da incompetência ou da
insignificância. Como o evangelista americano D. L. Moody temos um
desafio: Sou apenas um, mas
sou um. Não posso
fazer todas as coisas,
porém posso fazer alguma
coisa. E, o que
posso e devo fazer,
eu o faço pela
graça de Deus. Alguém já
disse que o fracasso não é a pior coisa do mundo. Fato mais grave é
nunca tentar. Poucas coisas são impossíveis aos homens confiantes
em Deus que se aplicam com diligência na perseverança do seu
objetivo. Spurgeon dizia que foi pela
perseverança que o caracol
atingiu a arca. Somente os que
confiam podem ser ousados e os que ousam devem fazer com
persistência, considerando os resultados e não as dificuldades. Se
estivermos em Cristo certamente que o poder de Cristo nos capacitará
para uma frutificação abundante. Eu sou
a videira,
vós, os
ramos. Quem
permanece em
mim, e eu
nele, esse dá
muito fruto;
porque sem
mim nada
podeis fazer.
João 15:5.
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