sexta-feira, 25 de maio de 2012

A FUNDAMENTAÇÃO DA PRIORIDADE


A FUNDAMENTAÇÃO DA PRIORIDADE
Por:
Glenio Fonseca Paranaguá
Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas. Mateus 6:33.(NVI)
A principal atividade de um homem inteligente é conhecer a escala de valores que norteia adequadamente a vida humana. Há muita gente que vive pautada por uma estimativa ao avesso. Invertem os valores e investem de cabeça para baixo. Preferências erradas constituem freqüentemente em conseqüências desastrosas. A predileção por esta vida física e a escolha do esquema material em detrimento do espiritual é uma tragédia de proporções eternas. Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, dentre todos os homens somos os mais dignos de compaixão. 1 Coríntios 15:19.
O projeto de vida que consta apenas dos limites da sepultura é muito pequeno e apertado demais para uma existência com significado. Quem vive só para este mundo, vive muito pouco. A prioridade certa representa uma qualidade de vida excelente. Jesus mostrou a bula da graduação eficaz na estimação, com a primazia do Reino de Deus. Antes de qualquer coisa, o Reino e a justiça de Deus, e as demais coisas fazem parte de uma adição. Esta é uma regra fundamental. Quando o Reino de Deus ocupa a precedência na agenda, os acontecimentos assumem a direção certa no cotidiano. A preeminência da vontade de Deus significa resultados positivos. O profeta Elias desafiou uma viúva pobre, com a preferência de sua palavra. Diante da desculpa apresentada pela senhora de que o azeite e a farinha só davam para um bolo suficiente para ela e seu filho, e depois esperariam a morte, o profeta toma a dianteira de levá-la a crer da maneira de Deus. Elias lhe disse: Não temas; vai e faze o que disseste; mas primeiro faze dele para mim um bolo pequeno e traze-mo aqui fora; depois, farás para ti mesma e para teu filho. Porque assim diz o Senhor , Deus de Israel: A farinha da tua panela não se acabará, e o azeite da tua botija não faltará, até ao dia em que o Senhor fizer chover sobre a terra. 1Reis 17:13-14. Como vamos saber que a regra é assim mesmo? Quem nos garante que vai sobrar? A fé é antes de tudo experimental. A o invisível, acredita no inacreditável e recebe o impossível. No âmbito da fé, Deus não trabalha com as sobras. Ele requer as primícias e nos faz gozar de sua abundância. Quando se confia na Palavra de Deus, acaba-se ganhando um aliado poderoso para concretizar a nossa fé. O próprio Deus assume o comando da realização, pois a sua Palavra tem o seu aval. Foi ela e fez segundo a palavra de Elias; assim, comeram ele, ela e a sua casa muitos dias. Da panela a farinha não se acabou, e da botija o azeite não faltou, segundo a palavra do Senhor, por meio de Elias. 1Reis 17:15-16. Você nunca entenderá por que Deus faz o que faz; basta crer nele, e isso é tudo o que é necessário. Aprendemos a confiar nele como Ele é, e aceitar a sua Palavra como Ele diz. Um homem que está no fim de sua compreensão, pode estar iniciando o caminho de sua vida de fé, se estiver baseado na Palavra de Deus. Assim, a fé que não privilegia o que Deus diz, não pode receber o que Deus garante. A oferta legítima é uma expressão de um prelúdio estribado na sua própria Palavra. Dar-lhe-ás as primícias do teu cereal, do teu vinho e do teu azeite e as primícias da tosquia das tuas ovelhas. Deuteronômio 18:4. Para quem é o Primeiro, só as primícias podem representar uma doação original. Jamais um verdadeiro adorador oferecerá o resto ao Senhor. A mordomia cristã não é uma gorjeta pelos serviços prestados por Deus, mas o reconhecimento profundo da soberania de Deus em nossas vidas. Honra ao Senhor com os teus bens e com as primícias de toda a tua renda. Provérbios 3:9.
A prioridade da vida cristã é fundamentar-se na hegemonia da Palavra de Deus. Se cremos em Deus, como sua Palavra nos mostra, temos um desempenho que o prefere a tudo que existe neste mundo. Os Evangelhos contam os fatos de um homem que recebeu um convite e de outro que se insinuou: Siga-me. Mas o homem respondeu: Senhor, deixa-me primeiro ir sepultar o meu pai. Jesus lhe disse: Deixa que os mortos sepultem os seus próprios mortos; você, porém, e proclame o Reino de Deus. Ainda outro disse: Vou seguir-te, Senhor, mas deixa-me primeiro voltar e despedir da minha família. Jesus respondeu: Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus. Lucas 9:59-62. O problema destes dois homens está na prioridade. Quando Deus não é a principal ênfase da vida, Ele não se constitui em nada para nós. Todo o problema aqui se baseia no predomínio que os outros interesses assumiam na vida destas pessoas. A questão principal do Reino de Deus é a preponderância divina. Se damos o primeiro lugar ao Senhor é porque Ele ocupa o lugar de excelência em nossas vidas. Nos limites do Reino, há uma lei de tudo ou nada. Se Jesus não obtiver uma posição primordial de regalia em nossas vidas, Ele nada significa para nós.
O enfoque de Marta e Maria é uma questão de valores. Marta propunha servir ao Senhor com os seus talentos, enquanto Maria queria estar com o Senhor. Marta dava mais importância à sua missão, entretanto, Maria ressaltava a sua comunhão com Jesus. Não é suficiente ter comunhão com a verdade, pois esta é impessoal. Precisamos ter comunhão com o Deus da verdade. A questão ainda é a mesma: Nós amamos a Jesus ao ponto de buscarmos a sua comunhão acima de qualquer coisa? O amor é a resposta para a verdadeira obediência. Quanto mais amamos a Cristo, mais temos prazer em estar a sós com Ele. Os que se amam gostam de estar a sós um com o outro. E quando amamos, temos desejo de realizar os desejos do nosso amado. Persistir na busca da comunhão é a principal tarefa de um cristão genuíno, e o único caminho da obediência sincera. Respondeu o Senhor: Marta! Marta! Você está preocupada e inquieta com muitas coisas, todavia apenas uma coisa é necessária. Maria escolheu a boa parte, e esta não lhe será tirada. Lucas 10:41-42.
A ênfase essencial da fé cristã se fundamenta na maior importância que damos à comunhão com Jesus. O fundamental de nossa experiência com Cristo não é propriamente uma moralidade imaculada, mas uma comunhão preferencial e aprofundada com Ele. Fiel é Deus, o qual os chamou à comunhão com seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. 1 Coríntios 1:9. Neste relacionamento íntimo aprendemos a obedecer de coração os ensinamentos do Senhor e a realizar com alegria as suas determinações. A predileção pelo Senhor implica na escolha voluntária de suas propostas. Aquilo que agrada ao Senhor, agrada o coração dos que o reconhecem como entronizado em seus corações. Agrada-me fazer a tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a tua lei. Salmo 40:8. Alguém já disse que as ovelhas de Cristo são mar-cadas na orelha e na pata; elas ouvem sua voz e o seguem. É impossível deixar de cumprir a vontade divina, quando se ama realmente a Deus. Buscar em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça é a máxima basilar do Evangelho. Agora, vem a garantia para quem o busca preferencialmente: Todas as demais coisas lhes se-rão acrescentadas. A verdadeira prosperidade sempre decorre da verdadeira prioridade. A contabilidade de Deus está pronta a registrar o aumento de nosso patri-mônio, na medida relevante de nossa preferência. Quando o Reino de Deus obtém o primeiro lugar em nossas vidas, a adição celestial começa a fun-cionar ricamente; mas, se o homem construir seu ninho em lugar baixo, Deus colocará um espinho nele; se isso não for suficiente, ele porá fogo, insistia John Newton. Toda repreensão que o Espírito tem contra a Igreja de Éfeso se resume nesta declaração importantíssima: Contra você, porém, tenho isto: Você abandonou o seu primeiro amor. Apocalipse 2:4. Se nossa prioridade estiver correta, a nossa história terá sempre um progresso com as marcas do acrescentamento de Deus. Com certeza as melhores riquezas vêem dos cofres celestiais, pois os homens mais ricos são aqueles que se contentam com menos, em razão da suficiência exuberante da presença de Deus.

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