A
FUNDAMENTAÇÃO
DA
PRIORIDADE
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Busquem,
pois,
em
primeiro
lugar
o
Reino
de
Deus
e
a
sua
justiça,
e
todas
estas
coisas
lhes
serão
acrescentadas.
Mateus
6:33.(NVI)
A principal atividade
de um homem inteligente é conhecer a escala de valores que norteia
adequadamente a vida humana. Há muita gente que vive pautada por uma
estimativa ao avesso. Invertem os valores e investem de cabeça para
baixo. Preferências erradas constituem freqüentemente em
conseqüências desastrosas. A predileção por esta vida física e a
escolha do esquema material em detrimento do espiritual é uma
tragédia de proporções eternas. Se é
somente para
esta vida que
temos esperança
em Cristo,
dentre todos
os homens
somos os mais
dignos de
compaixão. 1
Coríntios 15:19.
O projeto de vida que
consta apenas dos limites da sepultura é muito pequeno e apertado
demais para uma existência com significado. Quem vive só para este
mundo, vive muito pouco. A prioridade certa representa uma qualidade
de vida excelente. Jesus mostrou a bula da graduação eficaz na
estimação, com a primazia do Reino de Deus. Antes de qualquer
coisa, o Reino e a justiça de Deus, e as demais coisas fazem parte
de uma adição. Esta é uma regra fundamental. Quando o Reino de
Deus ocupa a precedência na agenda, os acontecimentos assumem a
direção certa no cotidiano. A preeminência da vontade de Deus
significa resultados positivos. O profeta Elias desafiou uma viúva
pobre, com a preferência de sua palavra. Diante da desculpa
apresentada pela senhora de que o azeite e a farinha só davam para
um bolo suficiente para ela e seu filho, e depois esperariam a morte,
o profeta toma a dianteira de levá-la a crer da maneira de Deus.
Elias lhe disse:
Não temas;
vai e faze
o que
disseste; mas
primeiro faze
dele para mim
um bolo
pequeno e
traze-mo aqui
fora; depois,
farás para
ti mesma e
para teu
filho. Porque
assim diz o
Senhor , Deus
de Israel: A
farinha da
tua panela
não se
acabará, e o
azeite da tua
botija não
faltará, até
ao dia em
que o Senhor
fizer chover
sobre a
terra. 1Reis
17:13-14. Como vamos saber que a regra é assim
mesmo? Quem nos garante que vai sobrar? A fé é antes de tudo
experimental. A fé vê o
invisível, acredita no
inacreditável e recebe o
impossível. No âmbito da fé, Deus não trabalha com as
sobras. Ele requer as primícias e nos faz gozar de sua abundância.
Quando se confia na Palavra de Deus, acaba-se ganhando um aliado
poderoso para concretizar a nossa fé. O próprio Deus assume o
comando da realização, pois a sua Palavra tem o seu aval. Foi
ela e fez
segundo a
palavra de
Elias; assim,
comeram ele,
ela e a
sua casa
muitos dias.
Da panela a
farinha não
se acabou, e
da botija o
azeite não
faltou, segundo
a palavra do
Senhor, por
meio de
Elias. 1Reis
17:15-16. Você nunca
entenderá por que Deus
faz o que faz;
basta crer nele, e
isso é tudo o
que é necessário.
Aprendemos a confiar nele
como Ele é, e
aceitar a sua Palavra
como Ele diz. Um homem que
está no fim de sua compreensão, pode estar iniciando o caminho de
sua vida de fé, se estiver baseado na Palavra de Deus. Assim, a fé
que não privilegia o que Deus diz, não pode receber o que Deus
garante. A oferta legítima é uma expressão de um prelúdio
estribado na sua própria Palavra. Dar-lhe-ás as
primícias do
teu cereal,
do teu vinho
e do teu
azeite e as
primícias da
tosquia das
tuas ovelhas.
Deuteronômio 18:4.
Para quem é o Primeiro, só as primícias podem representar uma
doação original. Jamais um verdadeiro adorador oferecerá o resto
ao Senhor. A mordomia cristã não é uma gorjeta pelos serviços
prestados por Deus, mas o reconhecimento profundo da soberania de
Deus em nossas vidas. Honra ao
Senhor com os
teus bens e
com as
primícias de
toda a tua
renda. Provérbios
3:9.
A prioridade da vida
cristã é fundamentar-se na hegemonia da Palavra de Deus. Se cremos
em Deus, como sua Palavra nos mostra, temos um desempenho que o
prefere a tudo que existe neste mundo. Os Evangelhos contam os fatos
de um homem que recebeu um convite e de outro que se insinuou:
Siga-me. Mas o
homem respondeu:
Senhor, deixa-me
primeiro ir
sepultar o
meu pai.
Jesus lhe
disse: Deixa
que os mortos
sepultem os
seus próprios
mortos; você,
porém, vá e
proclame o
Reino de
Deus. Ainda
outro disse:
Vou seguir-te,
Senhor, mas
deixa-me primeiro
voltar e
despedir da
minha família.
Jesus respondeu:
Ninguém que
põe a mão
no arado e
olha para
trás é apto
para o Reino
de Deus.
Lucas 9:59-62. O
problema destes dois homens está na prioridade. Quando Deus não é
a principal ênfase da vida, Ele não se constitui em nada para nós.
Todo o problema aqui se baseia no predomínio que os outros
interesses assumiam na vida destas pessoas. A questão principal do
Reino de Deus é a preponderância divina. Se damos o primeiro lugar
ao Senhor é porque Ele ocupa o lugar de excelência em nossas vidas.
Nos limites do Reino, há uma lei de tudo ou nada. Se Jesus não
obtiver uma posição primordial de regalia em nossas vidas, Ele nada
significa para nós.
O enfoque de Marta e
Maria é uma questão de valores. Marta propunha servir ao Senhor com
os seus talentos, enquanto Maria queria estar com o Senhor. Marta
dava mais importância à sua missão, entretanto, Maria ressaltava a
sua comunhão com Jesus. Não é suficiente
ter comunhão com a
verdade, pois esta é
impessoal. Precisamos ter
comunhão com o Deus
da verdade. A questão ainda é a mesma: Nós
amamos a Jesus ao ponto de buscarmos a sua comunhão acima de
qualquer coisa? O amor é a resposta para a verdadeira obediência.
Quanto mais amamos a
Cristo, mais temos prazer
em estar a sós
com Ele. Os que
se amam gostam de
estar a sós um
com o outro. E quando amamos,
temos desejo de realizar os desejos do nosso amado. Persistir na
busca da comunhão é a principal tarefa de um cristão genuíno, e o
único caminho da obediência sincera. Respondeu
o Senhor:
Marta! Marta!
Você está
preocupada e
inquieta com
muitas coisas,
todavia apenas
uma coisa é
necessária. Maria
escolheu a
boa parte, e
esta não lhe
será tirada.
Lucas 10:41-42.
A ênfase essencial da
fé cristã se fundamenta na maior importância que damos à comunhão
com Jesus. O fundamental de nossa experiência com Cristo não é
propriamente uma moralidade imaculada, mas uma comunhão preferencial
e aprofundada com Ele. Fiel é
Deus, o qual
os chamou à
comunhão com
seu Filho
Jesus Cristo,
nosso Senhor.
1 Coríntios
1:9. Neste relacionamento íntimo aprendemos a
obedecer de coração os ensinamentos do Senhor e a realizar com
alegria as suas determinações. A predileção pelo Senhor implica
na escolha voluntária de suas propostas. Aquilo que agrada ao
Senhor, agrada o coração dos que o reconhecem como entronizado em
seus corações. Agrada-me fazer
a tua
vontade, ó
Deus meu;
dentro do meu
coração, está
a tua lei.
Salmo 40:8. Alguém
já disse que as ovelhas de
Cristo são mar-cadas na
orelha e na pata;
elas ouvem sua voz
e o seguem. É impossível
deixar de cumprir a vontade divina, quando se ama realmente a Deus.
Buscar em
primeiro lugar
o Reino de
Deus e a
sua justiça é a
máxima basilar do Evangelho. Agora, vem a garantia para quem o busca
preferencialmente: Todas as
demais coisas
lhes se-rão
acrescentadas. A verdadeira prosperidade sempre
decorre da verdadeira prioridade. A contabilidade de Deus está
pronta a registrar o aumento de nosso patri-mônio, na medida
relevante de nossa preferência. Quando o Reino de Deus obtém o
primeiro lugar em nossas vidas, a adição celestial começa a
fun-cionar ricamente; mas, se o homem
construir seu ninho em
lugar baixo, Deus colocará
um espinho nele; se
isso não for suficiente,
ele porá fogo, insistia John
Newton. Toda repreensão que o Espírito tem contra a Igreja de Éfeso
se resume nesta declaração importantíssima: Contra
você, porém,
tenho isto:
Você abandonou
o seu
primeiro amor.
Apocalipse 2:4. Se
nossa prioridade estiver correta, a nossa história terá sempre um
progresso com as marcas do acrescentamento de Deus. Com certeza as
melhores riquezas vêem dos cofres celestiais, pois os homens mais
ricos são aqueles que se contentam com menos, em razão da
suficiência exuberante da presença de Deus.
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