terça-feira, 15 de maio de 2012

O ALVO DE QUEM FOI ALVO DO ALVO ABSOLUTO


O ALVO DE QUEM FOI ALVO DO ALVO ABSOLUTO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá

Irmãos, quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus. Filipenses 3:13-14.
Paulo era um homem muito adequado. Ele não se tinha em alta conta, como se já houvesse obtido o troféu. Para ele a salvação não era o fim em si mesmo, uma vez que seus olhos estavam postos em alguém maior do que a própria salvação. Paulo não se gabava de ter sido salvo nem se sentia inchado com os dons espirituais que lhes foram doados. É muito difícil alguém não se vangloriar de ser alvo de destaque.
Como é complicado não ponderar nas conquistas já alcançadas. Mas esse velho apóstolo fazia questão de se deslembrar das coisas que ficaram para trás. Ele não apreciava as aquisições conseguidas nem se prendia ao passado. Paulo não tinha mentalidade de arquivista de museu nem de colecionador de condecorações.
O passado tem sua importância, mas o que importa agora é a lição aprendida. Ninguém consegue dirigir um carro com desenvoltura olhando apenas no retrovisor. A vida exige progresso que só o olhar adiante pode determinar. Por isso, prosseguir sempre é a lei majoritária do adiantamento. O alvo de Paulo era absoluto e o seu progresso consecutivo. Essa é a característica de todos aqueles que foram alcançados pela graça de Deus.
O primeiro passo para a marcha da evolução é a superação das coisas transcorridas, é o blecaute daquilo que é arcaico. Antes de qualquer avanço é preciso suprimir o peso das lembranças, tanto positivas como negativas. Ninguém consegue evoluir levando uma carga pesada no calcanhar. Olvidar os velhos modelos é o estilo sadio do progresso.
Mas não basta esquecer, é preciso fixar-se no alvo certo. A fé cristã se baseia em relacionamento e essa comunhão é com Cristo. O cristianismo não é um rol de regras a serem cumpridas, mas uma sagra de intimidade. Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados à comunhão de seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor. 1 Coríntios 1:9.
O alvo da vida cristã é o convívio particular do crente com Cristo. Essa convivência deve ser informal e descontraída. Tudo aquilo que é protocolar acaba distanciando os amigos, por isso, na família de Deus a amizade não dá lugar ao ritualismo cerimonial, pois o que conta é a simplicidade da celebração doméstica. Paulo tinha um objetivo em mira: a sua proximidade familiar, cada vez mais íntimo, com Cristo.

Nenhum comentário:

Postar um comentário