O
MESMO
DESPRENDIMENTO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Tende
em
vós
o
mesmo
sentimento
que
houve
também
em
Cristo
Jesus.
(ARA).
Seja
a
atitude
de
vocês
a
mesma
de
Cristo
Jesus.
(NVI).
Tenham
entre
vocês
o
mesmo
modo
de
agir
que
Cristo
Jesus
tinha.
(BLH).
Vocês
precisam
ter
o
mesmo
desprendimento
que
caracterizou
a
decisão
de
Cristo
Jesus.
(Paráfrase)
Filipenses
2:5.
O
apóstolo Paulo movido pelo Espírito Santo enfoca o verdadeiro
sentido da experiência cristã autêntica. É preciso ter a mesma
disposição mental que houve em Cristo, quando decidiu encarnar-se.
A vida cristã legítima é uma trilha de esvaziamento. Ninguém pode
ser exaltado sem primeiro ser rebaixado. O engrandecimento vem depois
do aviltamento. No Reino de Deus, primeiro se desce, para depois
subir.
Na
ação do pecado houve um descomedimento. O ser humano quis ser como
Deus, e este abuso inchou o pensamento de tal monta, que o homem
ficou alucinado por qualquer sentimento de importância e grandeza. A
raça de Adão ficou viciada em distinção, prerrogativa ou mérito.
Há um desejo trepidante pelo reconhecimento e uma ansiedade maluca
por ser honrado. O pecado contaminou seriamente a humanidade com a
cobiça superior em favor da relevância. Todos nós queremos, de uma
forma ou de outra, ser notados e reconhecidos com algum grau de
deferência. A grandeza faz parte de qualquer projeto, e o primeiro
lugar é a motivação de toda competição. Somos uma geração
alpinista que não se cansa em escalar os lugares elevados e
privilegiados. As alturas da fama para o ambicioso é como a água do
mar para o sedento, quanto mais bebe, mais anseia; por isso, muito
torna-se pouco, quando
desejamos um pouco mais.
Se o
pecado enfatiza a escala de elevação e se preocupa com a rampa de
subida, a salvação projetada por Deus salienta o tobogã que
desliza até o nível rente do chão. Paulo chama a atenção dos
crentes de Filipos para o modelo de Cristo Jesus, que sendo Deus e
estando na mais elevada posição, não se apegou à sua condição
de Deus. Cristo não agarrou-se ao mais alto posto, nem fez finca-pé
por uma atitude superior a que tinha direito, antes,
a si mesmo
se esvaziou,
assumindo a
forma de
servo, tornando-se
em semelhança
de homens; e,
reconhecido em
figura humana,
a si mesmo
se humilhou,
tornando-se obediente
até à morte
e morte de
cruz. Filipenses
2:7-8. Aqui temos o esquema que o apóstolo
considera apropriado para a verdadeira vida cristã. Se Cristo sendo
Deus se humilhou contraindo a humanidade sujeita à morte de cruz,
porque nós como homens ambicionamos tanto ser Deus? Ora, se Cristo
sendo o Senhor do Universo se faz servo das criaturas, porque nós
como servos apetecemos o senhorio? Ele como Deus absoluto e infinito
não precisava se aniquilar até o patamar da finitude humana. Mas
Ele o fez. E este ponto foi sublinhado como o molde do cristianismo
autêntico. Tenham entre
vocês o
mesmo modo de
agir que
Cristo Jesus
tinha.
Não
é possível ser cristão sem o extermínio da ostentação. Ter a
mesma disposição mental de desconsideração à grandeza que houve
em Cristo é a cartilha de qualquer pessoa que pretenda renunciar-se
a si mesma. Ninguém pode entrar no Reino de Deus se não for
convertido. Ninguém pode ser convertido se não negar-se a si mesmo.
Ninguém pode negar-se a si mesmo se não esvaziar-se de suas
prerrogativas de elevação ou dignidade. Cristo sendo Deus se
humilhou até os limites humanos, e sendo homem se anulou nos termos
da morte. Deus se fez homem sujeito à morte, a fim de levar os
homens à experiência de morrer para o ego. Cristo desceu ao nível
mais baixo para nos libertar das aspirações superiores de
importância. Os mortos não têm regalias.
Tende
em vós o
mesmo sentimento
que houve em
Cristo Jesus.
Cristo se esvaziou para chegar em nosso nível e morreu para nos
alcançar no pecado. Ele se humilhou em pura honestidade para nos
revelar o seu amor inconquistável. Aquele que
quer ser um cavaleiro
armado precisa ajoelhar-se
para tanto. Se a soberba transformou anjos
em demônios, certamente a humildade converte homens em filhos de
Deus. Cristo Jesus se humilhou até à morte de cruz e nós
necessitamos nos humilhar, crendo em nossa morte na cruz com Cristo.
Ninguém pode ser mais humilde do que um morto. É
melhor ser um verme
humilde do que um
anjo orgulhoso. Jesus se rebaixou à
condição de morto. O autor da vida se tornou prisioneiro da morte.
Mas Ele morreu para nos levar a morrer juntamente com Ele e deste
modo nos vivificar com a sua vida na mesma ressurreição. Quem
estiver identificado na morte com Cristo goza do mesmo desprendimento
de Cristo. Se você quer usufruir a plenitude da vida precisa
primeiro descer ao vale da morte. Deus jamais encheu uma pessoa com a
vida abundante sem antes esvaziá-la de sua vida medíocre. O trono
de Deus só é alcançado quando chegamos no fundo da sepultura. Não
há ressurreição com a nova vida sem que haja primeiro a morte da
vida velha.
Seja
a
atitude
de
vocês
a
mesma
de
Cristo
Jesus.
Jesus
sendo
Deus
e
Senhor
se
esvaziou
em
servo.
Sendo
servo
se
humilhou
até
ser
homem.
Sendo
homem
se
deixou
morrer.
Sua
atitude
é
inversa
à
do
pecado.
O
homem
ao
pecar
quer
se
tornar
o
Deus
imortal.
Mas
Cristo
sendo
Deus
se
fez
um
homem
sujeito
à
morte.
O
sentimento
do
pecado
visa
a
ascendência
do
ser
humano
até
que
tenha
assento
no
trono
de
Deus.
O
gesto
soberano
da
salvação
desce
Cristo
pelo
funil
da
encarnação
indo
até
o
buraco
do
túmulo.
Se
alguém
quer
subir
no
altar
de
Deus
precisa
inicialmente
apear
do
seu
pedestal
e
descer
nas
profundezas
da
cova
fúnebre,
crendo
em
sua
morte
juntamente
com
Cristo.
Nos
princípios
do
Evangelho
residem
as
normas
do
esvaziamento:
É
humilhando-se
que
se
é
exaltado,
e
é
morrendo
que
se
renasce
para
a
vida
eterna.
Deus
não
está
interessado
em
ferir
nosso
orgulho,
mas
sim
em
matá-lo.
Somente
aqueles
que
pela
fé
aceitam
a
morte
do
seu
orgulhoso
ego
juntamente
com
Cristo,
não
tendo
reputação
a
proteger
nem
direitos
a
reclamar,
podem
de
fato
experimentar
o
mesmo
sentimento
de
Cristo
Jesus.
Vocês precisam ter o mesmo desprendimento que caracterizou a decisão de Cristo Jesus. De fato, Jesus foi realmente humilde. Ele tinha todos os direitos garantidos, mas não reivindicou qualquer privilégio. Ele não tinha nenhuma obrigação em salvar o pecador, mas humilhou-se a si mesmo descendo até a mais baixa posição, a fim de nos alcançar com o seu amor, em nosso pecado. Por isso o seu convite tem a sua marca: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11:28-30.(NVI). O descanso gracioso de Cristo é para os seus santos, que sendo os santos mais santos, são sempre os mais humildes, e por serem os mais humildes, não sabem que são humildes. Os santos humildes de Cristo são os melhores amigos de Deus, cheios da humildade de Cristo, expressão do mesmo sentimento. Neste mundo onde Cristo se humilhou, nenhum homem tem razão para se exaltar. Tende em vós o mes-mo sentimento que houve em Cristo Jesus.
Vocês precisam ter o mesmo desprendimento que caracterizou a decisão de Cristo Jesus. De fato, Jesus foi realmente humilde. Ele tinha todos os direitos garantidos, mas não reivindicou qualquer privilégio. Ele não tinha nenhuma obrigação em salvar o pecador, mas humilhou-se a si mesmo descendo até a mais baixa posição, a fim de nos alcançar com o seu amor, em nosso pecado. Por isso o seu convite tem a sua marca: Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e Eu lhes darei descanso. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11:28-30.(NVI). O descanso gracioso de Cristo é para os seus santos, que sendo os santos mais santos, são sempre os mais humildes, e por serem os mais humildes, não sabem que são humildes. Os santos humildes de Cristo são os melhores amigos de Deus, cheios da humildade de Cristo, expressão do mesmo sentimento. Neste mundo onde Cristo se humilhou, nenhum homem tem razão para se exaltar. Tende em vós o mes-mo sentimento que houve em Cristo Jesus.
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