segunda-feira, 28 de maio de 2012

HOMOLOGANDO A NOSSA EXPERIÊNCIA


HOMOLOGANDO A NOSSA EXPERIÊNCIA
Por:
Glenio Fonseca Paranaguá


Por isso, santos irmãos, que participais da vocação celestial, considerai atentamente o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão, Jesus. Hebreus 3:1.
Os sacerdotes foram divinamente ordenados como medianeiros entre Deus e a nação hebraica pelo ministério dos sacrifícios de animais. Entre eles era escolhido um que tinha o encargo de representar o povo, diante de Deus, no Santo dos Santos. Ele entrava no lugar Santíssimo do Templo, uma vez por ano, levando o sangue de um animal, para fazer a propiciação pelos pecados do povo. A propiciação, bem entendida, significa a remoção da ira mediante a oferta de um presente. O Sumo Sacerdote era o intermediário entre Deus e a nação, a fim de promover a expiação dos pecados. Ele advogava a causa do povo por meio do sangue de um cordeiro imolado. Sua missão principal era a de ponte entre Deus e o pecador, por isso a palavra latina correspondente a sacerdote é pontifex, que significa edificador de pontes. Mas o Sumo Sacerdote não podia intermediar sem o sangue de um animal: No entanto, somente o Sumo Sacerdote entrava no segundo tabernáculo, apenas uma vez por ano, e nunca sem sangue, o qual ele oferecia por si mesmo e pelos pecados que o povo havia cometido por ignorância. Hebreus 9:7. (NVI).
Os sacerdotes eram responsáveis pelos sacrifícios dos animais que serviam como objeto da propiciação. Ironicamente foram os sacerdotes que idealizaram a crucifixão de Cristo. De manhã cedo, todos os chefes dos sacerdotes e anciãos do povo tomaram a decisão de condenar Jesus à morte. Mas os chefes dos sacerdotes e os anciãos convenceram a multidão a que pedisse Barrabás e fizesse executar a Jesus. Mateus 27:1 e 20. (NVI). Jesus foi a vítima do sacrifício universal. Foi crucificado por determinação de Deus, mas executado por iniciativa dos sacerdotes. Pilatos, o governador romano, quis livrá-lo da morte, mas Jesus era o Cordeiro de Deus, que tinha como objetivo tirar o pecado do mundo e por essa vontade fomos santificados, por meio do sacrifício do corpo de Jesus Cristo, oferecido uma vez por todas. Hebreus 10:10. (NVI).
Jesus era de fato o Cordeiro de Deus que satisfez plenamente as exigências da lei, realizando uma completa salvação. Ele morreu em nosso benefício, com o propósito de nos incluir juntamente com Ele, a fim de realizar uma eterna redenção. No caso particular de Jesus, Ele era o Cordeiro de Deus e o Sumo Sacerdote. Ele morreu em nosso lugar como o cordeiro substituto, mas também nos incluiu como o Sumo Sacerdote no seu sacrifício para nos fazer integrantes de sua morte. Quando Cristo veio como Sumo Sacerdote das coisas boas, agora presentes, Ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação; não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, e obteve eterna redenção. Hebreus 9:11-12. (NVI).
Jesus nos substituiu na cruz morrendo em nosso favor, contudo, pela sua graça, Ele nos incluiu na mesma morte, fazendo-nos passar por uma morte compartilhada. Ele morreu a nossa morte e ressuscitou para nos dar a vida eterna. Eis aqui a grande mensagem do Evangelho. Pois Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Deus tornou pecado por nós aquele que não tinha pecado, para que nele nos tornássemos justiça de Deus. Ele mesmo levou em seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro, a fim de que morrêssemos para os pecados e vivêssemos para a justiça; por suas feridas vocês foram curados. Pois o amor de Cristo nos constrange, porque estamos convencidos de que um morreu por todos; logo, todos morreram. João 3:16 - 2Coríntios 5:21 - 1Pedro 2:24 - 2Coríntios 5:14. (NVI).
Jesus é o Cordeiro de Deus imolado que derramou o seu sangue para a nossa perfeita justificação e o Sumo Pontifex da nossa confissão. É aqui que entra o elemento da experiência no Cristianismo. Na antiga aliança o pecador penitente trazia ao sacerdote um cordeiro para ser sacrificado em seu benefício. No novo pacto do sangue de Jesus o pecador homologa com os seus lábios perante o Sumo Sacerdote aquilo que Cristo fez. Homologar significa confessar. Sendo assim o contrito de coração se apresenta diante do Sumo Sacerdote com a sua confissão, que corresponde perfeitamente à verdade da Palavra de Deus. Homologar ou confessar ao Sumo Sacerdote é confirmar integralmente a literalidade que a Bíblia nos revela sobre a obra de Cristo em nosso favor.
Quando nos prostramos perante o trono da graça, o fazemos com uma confissão que nos identifica com a obra vicária do Filho de Deus. Esta confissão expressa a convicção de nossa ante a realidade consumada do sacrifício completo de Jesus. Nós nos apresentamos diante do Sumo Sacerdote com a confissão de que o Cordeiro de Deus satisfez totalmente todas as exigências da lei e todas as condições do pecador. Nossa confissão é a matéria que substitui o animal do Velho Testamento que apontava para o Cordeiro que havia de vir. Não temos mais necessidade de oferecer animais para expiação dos nossos pecados uma vez que Cristo cumpriu perfeitamente este ministério, mas temos que oferecer perante Ele a nossa confissão permanente. Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande Sumo Sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Hebreus 4:14.
Confessar ou homologar é fundamentalmente diferente de monologar e de professar. O monólogo é uma afirmação solitária de mim para mim mesmo. É a oração do fariseu referida por Jesus em Lucas 18:11orava de si para si mesmo. Professar é proclamar aos outros a sua fé. É declarar às outras pessoas os fundamentos de sua crença. Mas homologar ou confessar se refere ao apoio que temos na Palavra de Deus, diante do próprio Deus. A confissão é basicamente a confirmação da Palavra de Deus perante o Senhor da Palavra. Nós não confessamos aos homens, mas ao Sumo Sacerdote da nossa confissão, o que a sua Palavra é para a nossa experiência. Homologamos a Palavra de Deus diante de Deus. Confessamos que a Palavra de Deus é a nossa experiência. Se a Palavra de Deus diz que um morreu por todos e que todos morreram, eu confesso mediante a Palavra e diante de Deus que a morte de Cristo foi a minha morte. Guardemos firme a confissão da esperança, sem vacilar, pois quem fez a promessa é fiel. Hebreus 10:23. Deus não pode mentir e se Ele falou alguma coisa ao meu respeito em sua Palavra, aquilo que Ele falou é a minha experiência, que eu confesso diante dele. A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da que pregamos. Se, com a tua boca, confessares Jesus como Senhor e, em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça e com a boca se confessa a respeito da salvação. Romanos 10:8-10. Confessamos com a nossa boca a Palavra de Deus ao Sumo Sacerdote de nossa confissão, crendo com o nosso coração que aquela Palavra é o testemunho de nossa experiência. Todos os dias e durante o dia todo eu confesso ao Senhor que a sua morte foi a minha morte e que a sua vida é a minha nova vida. Enquanto nós vamos homologando a sua Palavra diariamente, vamos levando sempre e por todo o lugar no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo. Porque nós, que vivemos, somos sempre entregues à morte por causa de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal. 2Coríntios 4:10-11. Quando confesso com os meus lábios diante do trono de Deus o que a sua Palavra diz, vou homologando a minha experiência de manifesta no meu coração. Assim, a confissão da Palavra de Deus se constitui a expressão de nossa experiência de fé, visto que a justiça de Deus se revela no Evangelho de em fé, como está escrito: O justo viverá da fé. Romanos 1:17.

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