NÓS
NOS VEMOS COMO VEMOS
OS OUTROS
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Brennan Manning
escreveu no seu livro Evangelho Maltrapilho: "conta a história
que uma jovem e dinâmica mulher de negócios mostrava sinais de
fadiga e estresse. O médico receitou tranqüilizantes e pediu que
ela voltasse para uma consulta duas semanas
depois. Quando ela voltou, ele perguntou se ela sentia-se diferente.
depois. Quando ela voltou, ele perguntou se ela sentia-se diferente.
– Não. Mas tenho
observado que as outras pessoas parecem estar
bem mais relaxadas".
bem mais relaxadas".
Ele insiste que
"normalmente vemos os outros não como são, mas como nós
somos". O nosso julgamento sobre os outros comumente reflete a
nossa identidade. Paulo também pensava do mesmo modo. Portanto,
és indesculpável, ó
homem, quando julgas, quem
quer que sejas; porque,
no que julgas a
outro, a ti mesmo
te condenas; pois praticas
as próprias coisas que
condenas. Romanos 2:1.
O meu veredicto tem o
reflexo de um espelho. A mulher medicada via os outros bem mais
calmos, pois o seu estado emocional tranqüilo permitia enxergar as
pessoas com as lentes de sua alma. A ótica do coração sempre
aceita ou rejeita os indivíduos de acordo com o grau de visão
pessoal de si mesmo. Eu nunca entendo os diferentes sem a percepção
dos meus óculos.
Brennan diz que "o
modo como vemos os outros é normalmente o modo como vemos a nós
mesmos". Os nossos olhos avistam a realidade estando sujeitos às
suas deficiências ou virtudes. Quem é míope vê as coisas muito de
perto. Quem é estrábico vê o mundo meio torto. Quem é daltônico
vê com um espectro de cores mais compacto. E assim o meu olhar tem a
caricatura da minha alma.
Jesus que entende muito
bem desse assunto da visão humana foi extremamente claro quando
disse que: São os teus olhos
a lâmpada do teu
corpo; se os teus
olhos forem bons, todo
o teu corpo será
luminoso; mas, se forem
maus, o teu corpo
ficará em trevas. Lucas
11:34. Para ele o julgamento depende da condição dos
olhos.
Sendo assim, ninguém pode ver além de sua capacidade pessoal de discernir os fatos. O nosso julgamento sempre estará afetado pela nossa perspectiva de visão. Se tivermos
olhos bons veremos os outros com bons olhos. Se tivermos olhos maus veremos os outros com a feiúra da nossa identidade. Na verdade, todas as vezes que eu julgo alguém, negativamente, eu me condeno, pois sempre julgo com as evidências do meu caráter.
Sendo assim, ninguém pode ver além de sua capacidade pessoal de discernir os fatos. O nosso julgamento sempre estará afetado pela nossa perspectiva de visão. Se tivermos
olhos bons veremos os outros com bons olhos. Se tivermos olhos maus veremos os outros com a feiúra da nossa identidade. Na verdade, todas as vezes que eu julgo alguém, negativamente, eu me condeno, pois sempre julgo com as evidências do meu caráter.
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