terça-feira, 15 de maio de 2012

NÓS NOS VEMOS COMO VEMOS OS OUTROS


NÓS NOS VEMOS COMO VEMOS OS OUTROS
Por: Glenio Fonseca Paranaguá

Brennan Manning escreveu no seu livro Evangelho Maltrapilho: "conta a história que uma jovem e dinâmica mulher de negócios mostrava sinais de fadiga e estresse. O médico receitou tranqüilizantes e pediu que ela voltasse para uma consulta duas semanas
depois. Quando ela voltou, ele perguntou se ela sentia-se diferente.
Não. Mas tenho observado que as outras pessoas parecem estar
bem mais relaxadas".
Ele insiste que "normalmente vemos os outros não como são, mas como nós somos". O nosso julgamento sobre os outros comumente reflete a nossa identidade. Paulo também pensava do mesmo modo. Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas. Romanos 2:1.
O meu veredicto tem o reflexo de um espelho. A mulher medicada via os outros bem mais calmos, pois o seu estado emocional tranqüilo permitia enxergar as pessoas com as lentes de sua alma. A ótica do coração sempre aceita ou rejeita os indivíduos de acordo com o grau de visão pessoal de si mesmo. Eu nunca entendo os diferentes sem a percepção dos meus óculos.
Brennan diz que "o modo como vemos os outros é normalmente o modo como vemos a nós mesmos". Os nossos olhos avistam a realidade estando sujeitos às suas deficiências ou virtudes. Quem é míope vê as coisas muito de perto. Quem é estrábico vê o mundo meio torto. Quem é daltônico vê com um espectro de cores mais compacto. E assim o meu olhar tem a caricatura da minha alma.
Jesus que entende muito bem desse assunto da visão humana foi extremamente claro quando disse que: São os teus olhos a lâmpada do teu corpo; se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso; mas, se forem maus, o teu corpo ficará em trevas. Lucas 11:34. Para ele o julgamento depende da condição dos olhos.

Sendo assim, ninguém pode ver além de sua capacidade pessoal de discernir os fatos. O nosso julgamento sempre estará afetado pela nossa perspectiva de visão. Se tivermos
olhos bons veremos os outros com bons olhos. Se tivermos olhos maus veremos os outros com a feiúra da nossa identidade. Na verdade, todas as vezes que eu julgo alguém, negativamente, eu me condeno, pois sempre julgo com as evidências do meu caráter.

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