A
MEDALHA DE BRONZE
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
"Nada
façais
por
partidarismo
ou
vanglória,
mas
por
humildade,
considerando
cada
um
os
outros
superiores
a
si
mesmo."
Filipenses
2:3.
Os
seres
humanos,
violentados
no
jardim
do
Éden
por
um
sentimento
de
grandeza,
ficaram
intoxicados
por
um
profundo
anseio
de
projeção.
A
raça
adâmica,
daí
em
diante,
tornou-se
fascinada
por
um
lugar
de
destaque
no
pódio.
Somos
uma
espécie
caçadora
de
troféus,
que
não
se
contenta
com
o
segundo
lugar.
O gênero do pecado é um modelo de excelência à cata de notoriedade. Na medicina pode-se perceber a virulência de uma enfermidade pela temperatura do corpo. Quanto mais alta for a febre, mais aguda é a infecção. Do mesmo modo, a grande excitação emocional em busca de reconhecimento próprio revela a gravidade espiritual de qualquer sujeito. Se você quiser diagnosticar a seriedade do pecado em sua vida ou de outra pessoa qualquer, observe o nível de rebeldia e a nota de destaque que fervilha no seu íntimo ou dessa outra pessoa.
Sei que, do ponto de vista do pecado, ninguém é mais pecador do que outro, assim como nenhum cadáver é mais morto do que qualquer outro defunto. Contudo, um cadáver em putrefação é bem mais repugnante do que um corpo ainda quente.
O agravamento do pecado pode ser mais percebido nos rompantes da auto-estima. Quanto mais necessidade de consideração alguém exibe, mais se pode considerar grave o quadro da teomania. Toda pessoa que necessita de lambidela ou requer alguma forma de palanque para ostentar seus méritos está profundamente inchada de si mesmo.
A carência emocional sempre se volta para as táticas de manipulação. Muitas vezes os lobos se convertem em cordeiros e os sujeitos mais arrogantes se transformam em vultos aparentemente humildes. Não é raro encontrar um povo avarento disfarçado em trajes de mendigo e gente soberba com cara de piedosa.
Mas a questão é mais profunda. Todos nós precisamos, à luz da palavra de Deus, analisar as verdadeiras intenções do nosso coração. Há muitos atos corretos movidos por atitudes suspeitas. Sendo assim, precisamos urgentemente da graça de Deus para examinar o nosso interior. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 1 Coríntios 11:31. Sei que muita coisa espiritual tem na sua base um carnegão hediondo, que só o Espírito Santo pode revelar e remover.Veja o ponto que o apóstolo Paulo está martelando no texto que serve de alicerce para o nosso estudo. Qual é a motivação do meu e do seu desempenho? O que está por trás da minha e da sua conduta? Qual é a verdadeira intenção do meu e do seu papel na edificação da igreja?
Ele usa duas palavras: partidarismo e vanglória. Aqui vemos a marca de um câncer comunitário. A igreja de Jesus Cristo é um só corpo, e só a paz de Cristo pode arbitrar a unidade desse corpo. "Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos." Colossenses 3:15. Cristo não tem uma multidão de corpos. Ele tem apenas um corpo, a sua igreja. O partidarismo é o sinal de uma concorrência sintomática de criancice. Na intensidade da competição há sempre um desejo maior de preferência que denota a birra da imaturidade e da falta de visão do que é a unidade espiritual. Paulo mostra a presença desse jogo sujo no seio da igreja de Corinto, denunciando as contendas de um povo egocêntrico e deformado. "Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo." 1 Coríntios 1:12.
Esse sectarismo é visto pelo apóstolo como uma desfiguração do corpo de Cristo, e ele faz uma pergunta instigante: Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1:13.Todas as vezes que nos rebelamos contra o princípio do amor, caímos na via dolorosa do desconcerto. Não estamos falando de uniformidade nem de unanimidade, mas de coesão. Sto. Agostinho foi genial quando disse: Nas coisas essenciais – unidade; nas coisas não essenciais – liberdade; em todas as coisas – caridade, ou amor.
D L Moody afirmou certa ocasião: Há duas maneiras de união intrínseca da matéria: o congelamento e a fusão. Os cristãos, contudo, precisam ser unidos em amor fraternal. A prostituta, mãe da criança que foi levada a Salomão, para julgar sobre a maternidade, não permitiu que o bebê fosse despedaçado. O amor não favorece as desavenças e divisões mesquinhas que as mentes estreitas, lamentavelmente, promovem.
O facciosismo não é característica dos filhos de Deus. Tiago foi muito enfático quando sustentou: "Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca." Tiago 3:14-15.Está claro que o espírito contencioso é um estímulo do inferno. Por outro lado, a apreensão com a medalha de ouro é uma forte excitação à vanglória. Atrás do partidarismo encontra-se o vírus da proeminência e sob o pálio da supremacia vibra a vanglória.
A serpente envenenou a espécie humana com o desejo de ser o primeiro. Vivemos lutando com o instinto de privilégio, por isso a medalha de ouro exerce um fascínio para o raquitismo de nossa alma. Queremos o primeiro lugar. "Jesus reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:" Lucas 14:7. Temos uma obsessão pelos lugares de destaque e sofremos com a medalha de prata. Mas no Reino de Deus a medalha de ouro pertence apenas ao Senhor. Ele é o primeiro e o último. Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Isaías 44:6. Jesus Cristo é o único Senhor que ocupa o lugar de honra. Ele é o detentor da medalha de ouro, por isso, toda glória seja dada a ele.
A medalha de prata pertence aos outros. O apóstolo disse: considerando cada um os outros superiores a si mesmo. O cristianismo resumiu os mandamentos de Moisés a dois: amar a Deus, em primeiro lugar, acima de tudo e de todos e, o segundo ou novo mandamento, amar o outro como Jesus nos amou. O meu próximo é o detentor do segundo lugar, e, conseqüentemente, da medalha de prata. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." Romanos 12:10.
Então, o que sobra para nós é a medalha de bronze. Aqui estão as normas da premiação: primeiro, a glória de Deus. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31. Sabemos, através de Jesus, que o Reino de Deus é preferencial. "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33.Logo depois vem a honra aos outros. "Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei." 1 Pedro 2:17. O protocolo da diplomacia divina privilegia os outros com as deferências especiais do amor que edifica. Aquele que ama trata com distinta consideração todos os homens e principalmente os irmãos.
Em terceiro, surge a nossa alegria de poder viver glorificando ao nosso Senhor e servindo aqueles, por quem o Senhor morreu e que nós, por sua causa, também amamos. Na lista da estimação nós ocupamos a terceira colocação.
Nas Olimpíadas de Atenas do ano passado, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima deixou o mundo admirado, com o seu fair-play, diante do transtorno causado por um irlandês pirado, que conseguiu detê-lo por alguns instantes. Cordeiro, nome sugestivo, que vinha dominando a prova com vantagem, ficou na terceira posição, com a medalha de bronze, mas entrou no estádio como o vencedor. A sua modéstia foi ressaltada mundialmente como o grande troféu dos jogos olímpicos de 2004.
A gramática faz a flexão das pessoas do discurso em três categorias. A primeira pessoa é a que fala, representada pelo pronome pessoal eu, no singular, e nós, no plural. A pessoa, com quem se fala, tu ou vós, é a segunda pessoa ou o receptor; enquanto a terceira pessoa, de quem se fala, além do número exibe também o gênero, ele, ela, eles, elas.
A ordem gramatical aqui é muito autocentrada, já que o "eu" encabeça a lista e o individual vem antes do coletivo. Ainda mais, essa ordenação não é nada elegante, uma vez que "ele" vem na frente "dela".
Talvez devamos sugerir uma nova arrumação dos pronomes de acordo com a avaliação na estrutura celestial. Do ponto de vista da relação com Deus, me parece que Tu, apesar de ser a pessoa com quem se fala, é a primeira na composição. E por sua vez, também não tem plural. Mesmo sabendo que Deus é trino, sua trindade é triuna. Não há três deuses na revelação bíblica. Tu, pois, representa a medalha de ouro da unidade divina.
Os outros são o coletivo da segunda pessoa, nessa nova disposição. A igreja é formada de muitos membros e a unidade do corpo, produzida pelo Espírito Santo, é baseada na estima que nós temos uns pelos outros. Para Paulo há dois pontos importantes na manutenção da unidade. "Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição." Efésios 4:3 e Colossenses 3:14.Não há unidade sem paz e amor. Não há paz sem humildade e não há amor sem mansidão. Ninguém pode ser dono da verdade, mas todos podem, mediante a graça, se colocarem à disposição do Espírito para serem sempre parte da resposta dos problemas e nunca parte dos problemas.
O novo eu, isto é, a vida de Cristo dirigindo a minha existência é a terceira pessoa desse modelo descongestionado da arrogância sufocante. A medalha de bronze não é um prêmio de consolação, mas o maior galardão de uma vida crucificada.
O gênero do pecado é um modelo de excelência à cata de notoriedade. Na medicina pode-se perceber a virulência de uma enfermidade pela temperatura do corpo. Quanto mais alta for a febre, mais aguda é a infecção. Do mesmo modo, a grande excitação emocional em busca de reconhecimento próprio revela a gravidade espiritual de qualquer sujeito. Se você quiser diagnosticar a seriedade do pecado em sua vida ou de outra pessoa qualquer, observe o nível de rebeldia e a nota de destaque que fervilha no seu íntimo ou dessa outra pessoa.
Sei que, do ponto de vista do pecado, ninguém é mais pecador do que outro, assim como nenhum cadáver é mais morto do que qualquer outro defunto. Contudo, um cadáver em putrefação é bem mais repugnante do que um corpo ainda quente.
O agravamento do pecado pode ser mais percebido nos rompantes da auto-estima. Quanto mais necessidade de consideração alguém exibe, mais se pode considerar grave o quadro da teomania. Toda pessoa que necessita de lambidela ou requer alguma forma de palanque para ostentar seus méritos está profundamente inchada de si mesmo.
A carência emocional sempre se volta para as táticas de manipulação. Muitas vezes os lobos se convertem em cordeiros e os sujeitos mais arrogantes se transformam em vultos aparentemente humildes. Não é raro encontrar um povo avarento disfarçado em trajes de mendigo e gente soberba com cara de piedosa.
Mas a questão é mais profunda. Todos nós precisamos, à luz da palavra de Deus, analisar as verdadeiras intenções do nosso coração. Há muitos atos corretos movidos por atitudes suspeitas. Sendo assim, precisamos urgentemente da graça de Deus para examinar o nosso interior. Porque, se nos julgássemos a nós mesmos, não seríamos julgados. 1 Coríntios 11:31. Sei que muita coisa espiritual tem na sua base um carnegão hediondo, que só o Espírito Santo pode revelar e remover.Veja o ponto que o apóstolo Paulo está martelando no texto que serve de alicerce para o nosso estudo. Qual é a motivação do meu e do seu desempenho? O que está por trás da minha e da sua conduta? Qual é a verdadeira intenção do meu e do seu papel na edificação da igreja?
Ele usa duas palavras: partidarismo e vanglória. Aqui vemos a marca de um câncer comunitário. A igreja de Jesus Cristo é um só corpo, e só a paz de Cristo pode arbitrar a unidade desse corpo. "Seja a paz de Cristo o árbitro em vosso coração, à qual, também, fostes chamados em um só corpo; e sede agradecidos." Colossenses 3:15. Cristo não tem uma multidão de corpos. Ele tem apenas um corpo, a sua igreja. O partidarismo é o sinal de uma concorrência sintomática de criancice. Na intensidade da competição há sempre um desejo maior de preferência que denota a birra da imaturidade e da falta de visão do que é a unidade espiritual. Paulo mostra a presença desse jogo sujo no seio da igreja de Corinto, denunciando as contendas de um povo egocêntrico e deformado. "Refiro-me ao fato de cada um de vós dizer: Eu sou de Paulo, e eu, de Apolo, e eu, de Cefas, e eu, de Cristo." 1 Coríntios 1:12.
Esse sectarismo é visto pelo apóstolo como uma desfiguração do corpo de Cristo, e ele faz uma pergunta instigante: Acaso, Cristo está dividido? Foi Paulo crucificado em favor de vós ou fostes, porventura, batizados em nome de Paulo? 1 Coríntios 1:13.Todas as vezes que nos rebelamos contra o princípio do amor, caímos na via dolorosa do desconcerto. Não estamos falando de uniformidade nem de unanimidade, mas de coesão. Sto. Agostinho foi genial quando disse: Nas coisas essenciais – unidade; nas coisas não essenciais – liberdade; em todas as coisas – caridade, ou amor.
D L Moody afirmou certa ocasião: Há duas maneiras de união intrínseca da matéria: o congelamento e a fusão. Os cristãos, contudo, precisam ser unidos em amor fraternal. A prostituta, mãe da criança que foi levada a Salomão, para julgar sobre a maternidade, não permitiu que o bebê fosse despedaçado. O amor não favorece as desavenças e divisões mesquinhas que as mentes estreitas, lamentavelmente, promovem.
O facciosismo não é característica dos filhos de Deus. Tiago foi muito enfático quando sustentou: "Se, pelo contrário, tendes em vosso coração inveja amargurada e sentimento faccioso, nem vos glorieis disso, nem mintais contra a verdade. Esta não é a sabedoria que desce lá do alto; antes, é terrena, animal e demoníaca." Tiago 3:14-15.Está claro que o espírito contencioso é um estímulo do inferno. Por outro lado, a apreensão com a medalha de ouro é uma forte excitação à vanglória. Atrás do partidarismo encontra-se o vírus da proeminência e sob o pálio da supremacia vibra a vanglória.
A serpente envenenou a espécie humana com o desejo de ser o primeiro. Vivemos lutando com o instinto de privilégio, por isso a medalha de ouro exerce um fascínio para o raquitismo de nossa alma. Queremos o primeiro lugar. "Jesus reparando como os convidados escolhiam os primeiros lugares, propôs-lhes uma parábola:" Lucas 14:7. Temos uma obsessão pelos lugares de destaque e sofremos com a medalha de prata. Mas no Reino de Deus a medalha de ouro pertence apenas ao Senhor. Ele é o primeiro e o último. Assim diz o SENHOR, Rei de Israel, seu Redentor, o SENHOR dos Exércitos: Eu sou o primeiro e eu sou o último, e além de mim não há Deus. Isaías 44:6. Jesus Cristo é o único Senhor que ocupa o lugar de honra. Ele é o detentor da medalha de ouro, por isso, toda glória seja dada a ele.
A medalha de prata pertence aos outros. O apóstolo disse: considerando cada um os outros superiores a si mesmo. O cristianismo resumiu os mandamentos de Moisés a dois: amar a Deus, em primeiro lugar, acima de tudo e de todos e, o segundo ou novo mandamento, amar o outro como Jesus nos amou. O meu próximo é o detentor do segundo lugar, e, conseqüentemente, da medalha de prata. "Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros." Romanos 12:10.
Então, o que sobra para nós é a medalha de bronze. Aqui estão as normas da premiação: primeiro, a glória de Deus. "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31. Sabemos, através de Jesus, que o Reino de Deus é preferencial. "Buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Mateus 6:33.Logo depois vem a honra aos outros. "Tratai todos com honra, amai os irmãos, temei a Deus, honrai o rei." 1 Pedro 2:17. O protocolo da diplomacia divina privilegia os outros com as deferências especiais do amor que edifica. Aquele que ama trata com distinta consideração todos os homens e principalmente os irmãos.
Em terceiro, surge a nossa alegria de poder viver glorificando ao nosso Senhor e servindo aqueles, por quem o Senhor morreu e que nós, por sua causa, também amamos. Na lista da estimação nós ocupamos a terceira colocação.
Nas Olimpíadas de Atenas do ano passado, o maratonista Vanderlei Cordeiro de Lima deixou o mundo admirado, com o seu fair-play, diante do transtorno causado por um irlandês pirado, que conseguiu detê-lo por alguns instantes. Cordeiro, nome sugestivo, que vinha dominando a prova com vantagem, ficou na terceira posição, com a medalha de bronze, mas entrou no estádio como o vencedor. A sua modéstia foi ressaltada mundialmente como o grande troféu dos jogos olímpicos de 2004.
A gramática faz a flexão das pessoas do discurso em três categorias. A primeira pessoa é a que fala, representada pelo pronome pessoal eu, no singular, e nós, no plural. A pessoa, com quem se fala, tu ou vós, é a segunda pessoa ou o receptor; enquanto a terceira pessoa, de quem se fala, além do número exibe também o gênero, ele, ela, eles, elas.
A ordem gramatical aqui é muito autocentrada, já que o "eu" encabeça a lista e o individual vem antes do coletivo. Ainda mais, essa ordenação não é nada elegante, uma vez que "ele" vem na frente "dela".
Talvez devamos sugerir uma nova arrumação dos pronomes de acordo com a avaliação na estrutura celestial. Do ponto de vista da relação com Deus, me parece que Tu, apesar de ser a pessoa com quem se fala, é a primeira na composição. E por sua vez, também não tem plural. Mesmo sabendo que Deus é trino, sua trindade é triuna. Não há três deuses na revelação bíblica. Tu, pois, representa a medalha de ouro da unidade divina.
Os outros são o coletivo da segunda pessoa, nessa nova disposição. A igreja é formada de muitos membros e a unidade do corpo, produzida pelo Espírito Santo, é baseada na estima que nós temos uns pelos outros. Para Paulo há dois pontos importantes na manutenção da unidade. "Esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição." Efésios 4:3 e Colossenses 3:14.Não há unidade sem paz e amor. Não há paz sem humildade e não há amor sem mansidão. Ninguém pode ser dono da verdade, mas todos podem, mediante a graça, se colocarem à disposição do Espírito para serem sempre parte da resposta dos problemas e nunca parte dos problemas.
O novo eu, isto é, a vida de Cristo dirigindo a minha existência é a terceira pessoa desse modelo descongestionado da arrogância sufocante. A medalha de bronze não é um prêmio de consolação, mas o maior galardão de uma vida crucificada.
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