BOCA
DE SAPO, LÍNGUA DE
SERPENTE E ESTÔMAGO DE
URUBU
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
O
prato do dia em muitas mesas caseiras é a vida alheia. Alguém falou
descuidadamente que – com freqüência a sua família, quando está
reunida, almoça e janta sempre o mesmo cardápio: falar mal dos
outros, com um condimento a mais.
Como
é difícil não fuxicar das pessoas. Deve haver alguma atração
doentia para o assunto, pois vira e mexe alguém é jantado com molho
forte de pimenta e tudo. E como disse Walter Knight, "não há
maledicentes ociosos. Eles estão sempre ocupados".
Sujeitos
com uma boca de sapo, comumente apreciam o coaxar da suas intrigas. O
som desconexo de seu ruído berrante é a distração favorita na
realimentação da própria deformação moral. Quanto mais
degenerados forem os tais sujeitos, mais sujeitos ficarão ao zunido
zureta do seu diz-que-diz-que, diz-que-diz-que, diz-que-diz-que.
O
veneno da difamação é maligno e triplamente tóxico. Além de
desfigurar e matar as vítimas da picada, ao mesmo tempo aleijar o
próprio agente da toxina, bem como corrompe e mata o ouvinte. A
linguagem viperina tem sido responsável pela amargura e deformação
de muitos lares e pessoas inocentes. Muitos escapam dos destroços
letais da peçonha maldita, mas carregam pelo resto da vida as
seqüelas morais do envenenamento.
A
receita da fofoca é uma farofa venenosa de futricas que o inferno
inventa para manter os canalhas subservientes a serviço da imundícia
dos seus estômagos de urubu. Não há coisa mais nojenta do que
comer carniça na cocheira da calúnia. A podridão do pecado
servindo de alimento para um povo maníaco é um grude repugnante que
os nobres participantes do reino de Deus devem rejeitar
determinantemente.
Por
favor, não me convidem, nem me incluam no chiqueiro da maledicência,
já que tenho uma tendência natural bem aguçada para a corrupção.
Eu sei que a minha natureza humana gosta de tomar parte nesses
rega-bofes do achaque, por isso conto com a sua discrição me
poupando de participar da agenda nestes casos. Fico grato também, se
você deixar de fora outros irmãozinhos, como Daniel na Babilônia,
que preferem alimentar-se de uma comida frugal e saudável. Como é
bom comer comida sem agrotóxicos.
Quem
sabe se você também não poderia ficar de fora desse ajuntamento de
abutres ávidos por cadáveres em putrefação, para participar do
festival de Aleluia? Sou ainda um principiante nessa escola da graça,
mas tem sido magnífico poder aprender a louvar e bendizer. Estou
apenas sugerindo a você: matricule-se no discipulado de Jesus e
aprenda dele a falar a linguagem da elite dos eleitos que foram
libertados pela obra da cruz. Espero por você no hall de entrada na
Universidade da Alegria e do Louvor. Seja bem-vindo!
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