OS
IMPOSSÍVEIS SÃO POSSÍVEIS
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Mas
Jesus respondeu: Os impossíveis dos homens são possíveis para
Deus. Lucas 18:27.
O
ser humano aspira ao poder e à grandeza, mas trabalha com os seus
próprios limites. O pecado fez do homem um alpinista, que busca
escalar os picos da notoriedade querendo o reconhecimento, mas
esbarra na finitude da vida. Os grandes do mundo são escravos de sua
grandeza e insatisfeitos com a falta de plena realização dos seus
intentos aparentemente absolutos. Por mais impetuosas que sejam as
aspirações do coração humano, há coisas que são impossíveis, e
isto torna insuportável o governo da vida.
O
homem deseja ser o senhor de sua existência, mas isto é impossível.
Ninguém pode dirigir a sua vida plenamente. Não somos senhores da
vida, somos meros reféns da morte. Todo homem
nasce com a sina
da morte, porque a
sua vida física tem
um limite, além do
qual não passará. Nascemos
sob o signo da morte: não nascemos para viver, apenas vivemos para
morrer. A régua que nivela a humanidade mede os limites da
existência com um ponto final. A morte exclui a diferença entre o
aristocrata e o plebeu, entre a criança e o ancião, entre o douto e
o ignorante, entre o sadio e o doente. Quando ela desce determinada
sobre alguém, não há quem possa fazer nada. Se ela vem disfarçada,
às vezes conseguimos empurrá-la por mais um tempo. A ciência tem
ganho algum terreno
em
adiar a hora da morte. Muitas vezes a medicina alcança vantagens e
impede por mais um tempo seu espetáculo. Porém, se ela vier sem
máscara, não há remédio que possa afugentá-la. Tantos
quantos são os poros
da pele, tantos são
as janelas pelas quais
a morte pode entrar.
A sua estatística é fatal: de cada pessoa
que nasce, uma morre,
por isso, é impossível ao homem vencer a tirania imperiosa da
morte.
Porém,
os impossíveis dos
homens são
possíveis para
Deus. A grande mensagem do cristianismo parte
da boca de uma sepultura. Quando as mulheres foram ao túmulo de
Jesus, na madrugada do primeiro dia da semana, encontraram o sepulcro
aberto e dois varões, com vestes resplandecentes, anunciando, em
primeira mão: Por que
buscais entre
os mortos ao
que vive? Ele
não está
aqui, mas
ressuscitou. Lucas
24: 5b-6a. No reino
de Deus não há mensagem de coveiro. O cristianismo de Jesus não
deixa débito com as funerárias da religião, pois a fé do
Evangelho não se envolve em mortalha. As melhores
notícias que o mundo
já ouviu vieram de
um túmulo. O berço da Igreja é a tumba de
Cristo, vazia. A vítima da cruz triunfa livremente sobre os domínios
da morte. O cemitério tornou-se o palco do regozijo universal. Em
vez de lágrimas de tristeza, vivas de júbilo. As sombras da
Sexta-feira foram dissipadas belo brilho radiante da manhã de
Domingo. A história do homem Jesus não termina com um funeral, mas
sim com a celebração do festejo radiante da ressurreição. O
túmulo do Senhor da Vida escancara a esperança para uma humanidade
oprimida pela morte. Agora já não há mais carcereiro na prisão da
morte, pois o Senhor da vida tem o chaveiro que destrancou a
fechadura do inferno e da morte. Não temas;
Eu sou o
primeiro e o
último e
aquele que
vive; estive
morto, mas
eis que estou
vivo pelos
séculos dos
séculos e
tenho as
chaves da
morte e do
inferno. Apocalipse
1:17b-18. O cristianismo é essencialmente a
mensagem vitoriosa da ressurreição. C. S. Lewis bradou com
confiança:
Jesus
abriu à força a
porta que estava fechada
desde a morte do
primeiro homem. Ele
encontrou, enfrentou e
derrotou o rei da
Morte. Tudo é diferente
porque Ele fez isso.
Visto, pois, que
os filhos têm
participação comum
de carne e
sangue, destes
também Ele,
igualmente, participou,
para que, por
sua morte,
destruísse aquele
que tem o
poder da
morte, a
saber, o
diabo, e
livrasse todos
que, pelo
pavor da
morte, estavam
sujeitos à
escravidão por
toda a vida.
Hebreus 2:14-15.
Aquele que vive com a esperança da vida eterna, nunca mais temerá a
morte, pois a fé radiante, estribada na realidade da ressurreição,
se expressa através de um coração pleno de alegria.
Tudo
aquilo que é impossível ao homem é possível a Deus. Não é
possível ao homem vencer a morte, mas foi possível a Cristo
triunfar sobre a morte. Não é possível ao homem se salvar do
pecado, mas graças a Deus que Jesus Cristo já realizou uma salvação
capaz de nos libertar da condenação do pecado e nos tornar
vencedores sobre o poder do pecado. Nenhum homem pode se salvar, mas
qualquer homem pode ser salvo pela graça de Deus, em Cristo Jesus.
Não há esforço humano que seja apto para conquistar os favores de
Deus. A nossa salvação é uma dádiva inteiramente gratuita de
Deus, que não pressupõe outros requisitos, senão o pecado. A
única coisa com a
qual o homem pode
contribuir para a sua
própria redenção é o
pecado do qual ele
precisa ser redimido. Alguém
já disse que a graça está especialmente associada com os homens em
seus pecados e a misericórdia está geralmente associada com os
homens em sua miséria. Nenhum pecador
jamais foi salvo por
ter dado o coração
a Jesus. Não somos
salvos por termos dado,
mas sim pelo que
Deus deu, afirma, categoricamente, A. W.
Pink. Quando, porém,
se manifestou
a benignidade
de Deus,
nosso Salvador,
e o seu
amor para com
todos, não
por obras de
justiça praticadas
por nós, mas
segundo sua
misericórdia, Ele
nos salvou
mediante o
lavar regenerador
e renovador
do Espírito
Santo, que
ele derramou
sobre nós
ricamente, por
meio de Jesus
Cristo, nosso
Salvador, a
fim de que,
justificados por
graça, nos
tornemos seus
herdeiros, segundo
a esperança
da vida
eterna. Tito
3:4-7. A salvação é um dom da graça de Deus
que não pode ser obtida pelos méritos das obras humanas. Nenhuma
criatura que mereça
redenção precisa ser
redimida.
A
graça de Deus não encontra ninguém habilitado para a salvação,
mas habilita a todos os que são salvos a recebê-la. Nenhum homem
pode se salvar, mas qualquer homem pode ser salvo pela graça de
Deus. Watchman Nee disse, no contexto de que nenhum homem pode se
salvar, que, para uma pessoa
ser salva, ela precisa
primeiramente confessar que
não é capaz de
salvar a si mesma.
E, nós só confessamos realmente quando, pela graça de Deus,
chegamos ao fim de nós mesmos. Quando fizemos tudo o que era
possível e fracassamos. Só quando reconhecemos totalmente a nossa
inteira incapacidade para a nossa salvação e nossa completa
incompetência para alcançar vitória na vida espiritual é que
podemos nos render de fato à absoluta dependência da graça de
Deus. "Senhor, desisto de tentar, porque sou incapaz de fazer
qualquer coisa que resulte em salvação ou vitória." Esta é a
oração de abandono diante da soberana graça de Deus. Quando
chegamos ao fim da linha e renunciamos todas as tentativas de
aceitação e todos os mecanismos de negociação, então acaba a
luta e nos rendemos à suprema vontade de Deus. A salvação e a
vitória de Deus são dádivas ofertadas aos arruinados que fizeram o
melhor que podiam e falharam redondamente, e, estando frustrados em
seus intentos, desistiram por completo de tentar conquistar qualquer
favor, rendendo-se inteiramente. "Ó Deus, nunca poderei ser
bom. De agora em diante não vou mais tentar fazer o bem para ser
aceito. Desisto e abandono toda tentativa de recompensa ou aprovação.
A partir de hoje não é mais problema meu a minha salvação ou
vitória sobre o pecado. Desisto de meus esforços e deixo tudo em
tuas mãos. Amém." Os impossíveis
dos homens
são possíveis
para Deus. O reino
de Deus é habitado por aqueles que desistiram de tentar qualquer
coisa para sua salvação, abandonando-se por completo à suficiência
de Cristo crucificado e ressurreto dentre os mortos, como expressão
de sua morte e ressurreição com Cristo.
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