ACEITAÇÃO
PELO SACRIFÍCIO
DO
CORDEIRO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Se
procederes
bem,
não
é
certo
que
serás
aceito?
Se,
todavia,
procederes
mal,
eis
que
o
pecado
jaz
à
porta;
o
seu
desejo
será
contra
ti,
mas
a
ti
cumpre
dominá-lo.
Gênesis
4:7.
Deus nunca muda os seus métodos. Adão e Eva foram reconduzidos à comunhão com Deus por meio de um sacrifício. Eles haviam costurado suas tangas de folhas de figueira na tentativa de se apresentarem bem na passarela. Mas o traje não era apropriado para a consagração. O casal não se encontrava adequado diante do Criador, o que exigiu a mudança no guarda-roupa.
O primeiro sacrifício foi feito pelo próprio Deus e uma nova vestimenta confeccionada. O Criador não aceitou a indumentária murcha, uma vez que sem derramamento de sangue não há perdão de pecados. Essa é uma tarifa inegociável. Deus nunca vai admitir um preço mais baixo pela arrogância do pecado. O princípio do perdão é a liquidação do débito. A anistia só pode ser decretada mediante a liberação do pagamento. O preço estipulado pela transgressão foi a morte do pecador e só a morte de um substituto sem pecado pode abonar a dívida. Assim, um animal sem culpa ficou sendo o avalista provisório desta conta. Nossos primeiros pais pecaram e não podiam ser aceitos sem a morte de animais imaculados pelo o pecado. Deus cumpriu o papel redentor imolando, provavelmente, dois cordeiros para a justificação do par de insurgentes. Aquela morte ficou como o padrão que apontava para o sacrifício de um animal correspondente ao Cordeiro de Deus que havia de vir na plenitude dos tempos. Deus aceitou Adão e Eva mediante a morte dos animais, e eles foram vestidos com as peles tipificando a justiça do Cordeiro em favor dos réus. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Gênesis 3:21.
Deus nunca muda os seus métodos. Adão e Eva foram reconduzidos à comunhão com Deus por meio de um sacrifício. Eles haviam costurado suas tangas de folhas de figueira na tentativa de se apresentarem bem na passarela. Mas o traje não era apropriado para a consagração. O casal não se encontrava adequado diante do Criador, o que exigiu a mudança no guarda-roupa.
O primeiro sacrifício foi feito pelo próprio Deus e uma nova vestimenta confeccionada. O Criador não aceitou a indumentária murcha, uma vez que sem derramamento de sangue não há perdão de pecados. Essa é uma tarifa inegociável. Deus nunca vai admitir um preço mais baixo pela arrogância do pecado. O princípio do perdão é a liquidação do débito. A anistia só pode ser decretada mediante a liberação do pagamento. O preço estipulado pela transgressão foi a morte do pecador e só a morte de um substituto sem pecado pode abonar a dívida. Assim, um animal sem culpa ficou sendo o avalista provisório desta conta. Nossos primeiros pais pecaram e não podiam ser aceitos sem a morte de animais imaculados pelo o pecado. Deus cumpriu o papel redentor imolando, provavelmente, dois cordeiros para a justificação do par de insurgentes. Aquela morte ficou como o padrão que apontava para o sacrifício de um animal correspondente ao Cordeiro de Deus que havia de vir na plenitude dos tempos. Deus aceitou Adão e Eva mediante a morte dos animais, e eles foram vestidos com as peles tipificando a justiça do Cordeiro em favor dos réus. Fez o SENHOR Deus vestimenta de peles para Adão e sua mulher e os vestiu. Gênesis 3:21.
A
aceitação do pecador diante de Deus é sempre praticada por meio do
substituto que assume o pecado do infrator. Esse suplente tem que ser
rigorosamente sem defeito e sem culpa, a fim de assumir a iniqüidade
do implicado. O defensor não pode ser transgressor, uma vez que
seria acusado como co-réu, porém, ao ser sacrificado ele incorpora
a culpa do culpado, tornando-se um com o pecador. Este estado de
substituto o leva a condição de pecado. Ele não é o pecador, mas
chama para si a condição do pecado do violador. A ovelha que morre
em favor do pecador é denominada de pecado, uma vez que toma sobre
si o pecado do pecador. A questão da aceitação de Caim é
basicamente a ênfase no sacrifício. Ele trouxe ao Senhor uma oferta
sem sangue e que cheirava suor. Era uma doação da sua cultura
agrária e do seu esforço agressivo. A transpiração representa o
trabalho, que implica em méritos pessoais. Tudo aquilo que nós
oferecemos a Deus com os odores da axila, sempre representa o valor
pessoal do ofertante. Deus rejeitou a oferta por causa do ofertante.
Caim era muito auto-suficiente. Ele queria ser aceito pelos seus
méritos e não pelo sacrifício do Cordeiro. A questão da religião
é exatamente esta: a aceitação do pecador pelos seus próprios
merecimentos. Todas as vezes que nós tentamos entrar na presença de
Deus levando as nossas obras para sermos aceitos, saímos sem
qualquer contato pessoal com ele mesmo.
Deus
não nos aceita porque somos aceitáveis. Ele nos aceita por causa da
sua justiça que foi plenamente satisfeita no sacrifício do
Cordeiro. A conversa do Senhor com Caim foi muito clara: Se
procederes bem, não é certo que serás aceito? Oba! Então eu já
estou aceito, pois tenho procedido muito bem. Mas o assunto tem
outras implicações, pois o Senhor diz: Se, todavia, procederes mal,
eis que o pecado jaz à porta. O quê? O Senhor está me dizendo que
se eu não agir correto, o pecado vai me dominar?
Como
é que uma pessoa será aceita diante de Deus? É quando ela se
comporta impecavelmente ou quando acolhe corretamente o modelo de
aceitação divina? Deus não disse a Caim para ele ser
bem-comportado, a fim de ser aceito, mas para seguir o padrão que
foi dado aos seus pais. Se ele seguisse o mesmo molde do seu irmão,
estaria procedendo conforme o esquema de Deus, e seria aceito. Se
não, ainda havia chance, pois a ovelha do pecado encontrava-se
deitada à porta de sua tenda. O pecado jaz à porta não é uma
declaração sobre a aproximação de algum pecado, pois ele é
intrínseco à natureza humana. Nenhum pecador vive com o pecado do
lado de fora, como se fosse um porco no pátio da fazenda, mas com
ele residindo no interior, tal qual um parasita nas entranhas. Veja
como o apóstolo Paulo percebia este assunto. Neste caso, quem faz
isto já não sou eu, mas o pecado que habita em mim. Romanos 7:17.
O
que o Senhor está indicando a Caim, é que ainda poderia ser
perdoado se pegasse a ovelha do pecado que jazia à porta de sua
tenda e a oferecesse em sacrifico sobre o altar. Caim tinha toda a
condição de voltar atrás se quisesse, porém se não quisesse, o
Senhor foi claro quando disse: o seu desejo será contra ti, mas a ti
cumpre dominá-lo. A cobiça do pecado sustenta a nossa arrogância.
No fundo da rebeldia encontra-se um poder teomânico que nos torna
independentes do Pai. Não há nada mais soberbo do que uma vontade
dominada pela ousadia do pecado. A pergunta é: o desejo de quem será
contra ti? Do pecado com traços típicos, isto é, como pessoa
representada na figura da serpente? O pecado como um estado de
insurreição, visto por Paulo como um inquilino permanente, o pecado
que habita em mim? Ou o pecado como o regra-três, que é o único
que eu posso dominar?
Eu
posso resistir ao diabo, mas não posso dominá-lo. Posso expulsá-lo
em nome de Jesus, sabendo, entretanto, que é a autoridade do Senhor
que realiza esse feito. No caso do pecado que habita em mim, também
não posso dominá-lo. Aqui, igualmente, só o Senhor Jesus pode
sobrepujá-lo através de sua obra na cruz. Mas o cordeiro expiatório
Caim podia imobilizá-lo sobre o altar, oferecendo-o como sacrifício
para sua justificação. A única maneira de alguém ser justificado
pelo Senhor é através de um sacrifício aceito pelo Senhor. E porá
a mão sobre a cabeça do holocausto, para que seja aceito a favor
dele, para a sua expiação. Levítico 1:4. Deus só nos aceita
quando o sacrifício é aceito por ele. Nenhuma oferta fora do seu
padrão pode servir para a nossa aceitação. Só um sacrifício
aceito pelo Senhor pode avalizar a aceitação do pecador. Caim não
foi aceito, porque não se submeteu ao critério concebido por Deus.
O modelo de Deus nunca mudou, ainda que tenha evoluído a sua
revelação. Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem
defeito; à porta da tenda da congregação o trará, para que o
homem seja aceito perante o SENHOR. Levítico 1:3.
No
Antigo Testamento vemos sempre um animal sendo colocado como
intermediário entre o infrator e o Juiz. No Novo Testamento, o
Cordeiro Deus se manifesta na pessoa de Jesus Cristo para realizar
essa tarefa. Todos os sacrifícios anteriores apontavam para esse que
é a realidade suprema. Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre,
um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus,
Hebreus 10:12.
A
aceitação de qualquer pecador está condicionada ao sacrifício de
Jesus. Nós somos aceitos como filhos de Deus porque o Pai nos
aceitou por meio da obra de seu Filho Cristo Jesus. Ninguém pode se
rejeitar desde que foi aceito por meio do amor incondicional
demonstrado na pessoa de Cristo. Esta é a certeza da nossa salvação.
Segundo o apóstolo Paulo nós fomos aceitos e nos tornamos
agradáveis ao Pai única e exclusivamente em Cristo, que nos
escolheu para louvor e glória da sua graça, pela qual nos fez
agradáveis a si no Amado, Efésios 1:6. É triste ver muitos que
dizem ter aceito a Cristo, vivendo em busca da aceitação de Cristo.
Nada pode ser mais falso, pois no evangelho não é o pecador que
aceita o Salvador, mas é este quem aceita aquele. A identidade do
cristão é sua aceitação incondicional na pessoa de Cristo. A
nossa aceitação por Cristo não depende de nossas qualidades nem do
nosso desempenho. O Pai nos aceita plenamente por causa da obra
consumada por Jesus no Calvário. Ele nos inclui em seu Filho, e
mediante a sua obra somos totalmente aceitos. O Pai aceita o
sacrifício do seu Filho e uma vez que estamos no seu Filho, somos
aceitos no Amado. Nós, hoje, como filhos de Deus, somos agradáveis
ao Pai não porque fizemos algo que lhe fosse aprazível, mas por
causa da obra perfeita que o seu Filho Jesus Cristo realizou em nosso
benefício. Tendo sido acoplados a Cristo na cruz, fomos aceitos pelo
Pai tão somente em Cristo. A nossa identificação com Cristo
crucificado nos garante uma aceitação integral em seu sacrifício.
Caim não foi aceito porque resolveu seguir uma via particular de
aceitação através das suas obras meritórias. Muita gente hoje
também corre pela mesma ruela apertada, esforçando-se ao máximo
para se fazer digna. Contudo, no evangelho, nossa dignidade é
assegurada pela suficiência da pessoa de Cristo mediante a sua obra.
Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de
vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie.
Efésios 2:8-9.
Você
e eu só temos uma alternativa para a construção de uma identidade
segura: receber a suficiência de Cristo como a garantia de nossa
aceitação. Aquele que crê na obra perfeita de Cristo na cruz e
descansa no seu amor irrestrito, jamais poderá se perder nos
labirintos da rejeição, pois toda aceitação divina se baseia no
sacrifício do Cordeiro. Bendito seja o Cordeiro de Deus que nos
aceitou plenamente em seu sacrifício. Feliz é aquele que recebe a
suficiência do Cordeiro como a segurança de sua aprovação eterna.
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