VIVO
PARA
MORRER.
MORTO
PARA
VIVER
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Fiel
é
está
palavra:
se
já
morremos
com
ele,
também
viveremos
com
ele.
2
Timóteo
2:11.
Deus
criou o homem, com a vida, para viver. O homem não tinha vida
eterna, mas tinha a vida sem a contaminação da morte. A vida de
Adão, antes do pecado, era vida soprada por Deus, era uma vida
criada sem a morte, mas não era a vida eterna. Adão tinha a opção
pela vida eterna. No Jardim do Éden havia duas fontes de decisão. A
liberdade pressupõe escolha, e esta requer opção. As duas árvores
do Jardim de Deus apontavam para uma questão de preferência. A
árvore da vida eterna e a árvore que causaria a morte estavam em
jogo. A vida eterna e a morte ficaram como matéria de decisão do
homem. O homem era uma alma vivente capaz de decidir entre a vida
eterna e a morte. Resolve, e serás livre. Por livre vontade, ainda
que tentado, o ser humano preferiu a árvore que originava a morte. A
tentação podia ser da serpente, mas a decisão era do homem.
No
momento do pecado, as algemas da morte aprisionaram o tronco da raça
humana. Adão se tornou instantaneamente um morto, vivendo para
morrer. Ele era um morto espiritual. Morte significa separação.
A morte não é
extinção em qualquer
acepção dessa palavra. É
sempre separação. O pecado separou o homem
de Deus. Mas, o homem ainda tinha vida. A vida biológica poluída
pela morte. A vida de Adão não era mais vida para viver, mas a vida
contaminada pela morte que esperava o tempo para morrer. O homem no
pecado é uma alma vivente que vive apenas para morrer. Assim, o
gênero humano encontra-se dominado pelo princípio da morte, de modo
que não nascemos para viver, mas nascemos com a vida que certamente
vai morrer. Portanto, assim
como por um
só homem
entrou o
pecado no
mundo, e pelo
pecado, a
morte, assim
também a
morte passou
a todos os
homens, porque
todos pecaram.
Romanos 5:12.
Somos
uma raça sentenciada. Nosso fim já foi decretado no dia em que
fomos gerados. Se nascemos, com certeza haveremos de morrer. Todos os
que estão vivos encontram-se na fila para morrer. A vida que rege a
nossa existência tem um ultimato. Somos uma geração condenada,
pois, de cada um que nasce, todos morrem. Correr da
morte é tão impossível
como correr de nós
mesmos. O fim de nossa existência é demarcado pela
morte. Vivo, mas vivo para
morrer. Que tragédia é a história do pecado! Não há
esperança sob o manto escuro da morte. A vida que termina numa
sepultura acaba sem qualquer significado. Se a
nossa esperança
em Cristo se
limita apenas
a esta vida,
somos os mais
infelizes de
todos os
homens. 1
Coríntios 15:19.
Se a morte é, de fato, o fim da vida, esta vida encontra-se
destituída de qualquer valor. Mas, graças a Deus, que a Bíblia
apresenta uma outra alternativa. Se a morte é o fim da vida, Jesus
Cristo é o princípio de uma nova vida. O Senhor Jesus Cristo veio
ao mundo, governado pelo pecado e pela morte, para introduzir uma
nova realidade. Ele veio para estabelecer o reino da vida. Deus
não é Deus
de mortos e
sim de vivos.
Mateus 22:32b. O
Deus da vida não pode ficar prisioneiro da morte. A criação de
Deus não pode ficar refém numa sepultura. No Reino de Deus, o poder
da vida é infinitamente maior do que o poder da morte. Jesus veio
inaugurar um novo começo. Ele foi categórico: O
ladrão vem
somente para
roubar, matar
e destruir;
Eu vim para
que tenham
vida e a
tenham em
abundância. João
10:10. Esta é a vida que ultrapassa as
dimensões da cova. Temos mais certeza
de que nos levantaremos
de nosso túmulo do
que de nosso leito,
instava Thomas Watson. O Evangelho tem uma mensagem vitoriosa da
vida. A história da cruz não termina com um funeral, mas com uma
celebração. Não há dia de finados no calendário da ressurreição.
A proclamação do Novo Testamento é de um Cristo que esteve morto
mas está vivo e não um Cristo que esteve vivo e está morto.
Jesus
veio com o propósito de estabelecer o Reino da vida no império da
morte. Por isso, antes de dar a vida, Ele precisava vencer a morte. O
médico tem que derrotar a doença antes de promover a saúde. Só
depois de debelar as causas da infecção é que se asseguram os
meios da robustez. É matando o princípio da morte que se pode
constituir o início da vida. Cristo assumiu o nosso pecado, porque
este era a causa de nossa morte. Ele não tinha pecado. Ele não
precisava morrer. Mas, Ele morreu. E morreu para nos dar vitória
sobre a morte e acesso à verdadeira vida. Ele morreu porque tomou os
nossos pecados. Tomando o lugar
do pecador na cruz,
Jesus tornou-se tão
inteiramente responsável pelo
pecado como se fosse
totalmente culpado. A morte de Cristo foi o
golpe certeiro desferido contra o senhor da morte. Visto,
pois, que os
filhos têm
participação comum
de carne e
sangue, destes
também Ele,
igualmente, participou,
para que, por
sua morte,
destruísse aquele
que tem o
poder da
morte, a
saber, o
diabo, e
livrasse todos
que, pelo
pavor da
morte, estavam
sujeitos à
escravidão por
toda a vida.
Hebreus 2:14-15.
Como disse William Romaine, A morte feriu
a si própria, causando
sua própria morte, quando
feriu a Cristo.
Por
outro lado, Jesus, como nosso Salvador, teve que morrer, porque nós
é que deveríamos morrer. Ele morreu para nos levar a morrer com
Ele. Só a sua morte vicária poderia englobar a nossa morte
compartilhada. Ele deveria morrer, porque nós precisávamos morrer
para o pecado. Sem a morte do pecador não pode haver justificação.
A justiça de Deus exige a pena de morte para o culpado. A
conseqüência do pecado é a morte, e só a morte do réu pode
garantir a sua justificação. Porquanto quem
morreu está
justificado do
pecado. Romanos
6:7. Isto é: aqueles que morreram em Cristo.
Não pode haver perdão sem o cumprimento da justiça. A lei requer
que o culpado seja executado. Não é somente a morte do Salvador que
satisfaz a justiça da lei, mas a morte do pecador juntamente com
Cristo. Jesus só morreu por nós, porque nós tínhamos que morrer
com Ele; caso contrário, ainda estaríamos sacrificando os
cordeiros, como no Antigo Testamento.
Todos
nós nascemos neste mundo para morrer, mas precisamos morrer em
Cristo, a fim de renascer para poder viver. Em Adão, nós nascemos
para morrer, porém, em Cristo, nós morremos para viver. Quem nasce
de Adão, nasce na carne: morto no espírito e mortal no corpo. Quem
renasce em Cristo, nasce vivo no espírito mas ainda tem um corpo
sujeito aos efeitos da morte física. É bem verdade que esta morte
do corpo é provisória. É um sono, enquanto aguarda as providências
da economia divina. Deus regenera o nosso espírito aqui na terra,
para possuir um corpo glorioso, depois da ressurreição, lá no seu
Reino. A Bíblia mostra que todos os mortos fisicamente, que tenham
morrido em Cristo para o pecado, ressuscitarão com corpos
glorificados, para uma vida que não tem fim. Se a morte pudesse
deter algum pedaço do homem, a salvação de Cristo não seria
completa. Graças a Deus que a salvação é sem retoques. A
causa de Deus nunca
corre perigo; o que
Ele começou na alma
ou no mundo, levará
até o fim. Nada pode impedir
ou estorvar os decretos e determinações de Deus. Ora, se já
morremos com Cristo, certamente viveremos por meio da vida de Cristo.
Esta é a essência do Evangelho: estou morto para viver.
Estou crucificado
com Cristo;
logo, já não
sou eu quem
vive, mas
Cristo vive
em mim; e
esse viver
que, agora,
tenho na
carne, vivo
pela fé no
Filho de
Deus, que me
amou e a
si mesmo se
entregou por
mim. Gálatas
2:19b-20
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