NATAL,
UMA
INVERSÃO
DE
VALORES
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Mas
o
anjo
lhes
disse:
Não
tenham
medo.
Estou
lhes
trazendo
boas
novas
de
grande
alegria,
que
são
para
todo
o
povo:
Hoje,
na
cidade
de
Davi,
lhes
nasceu
o
Salvador
que
é
o
Cristo,
o
Senhor.
Isto
lhes
servirá
de
sinal:
encontrarão
o
bebê
envolto
em
panos
e
deitado
numa
manjedoura.
Lucas
2:10-12(NVI).
O
Natal é uma inversão completa de valores: Enquanto no pecado o
homem ambicionou ser Deus, na salvação dos homens, Deus se tornou
homem. O orgulho é a base do pecado, mas a humildade é o fundamento
da salvação.
No
Jardim do Éden, Adão foi invadido por uma teomania clássica. Ele
queria ser Deus e passou este gene para toda a humanidade. O ser
humano ficou contagiado de um sentimento elevado de importância, e
briga e sofre por ser reconhecido. As guerras e conflitos que marcam
a nossa espécie são frutos deste estado egoísta de onipotência
reprimida. Queremos ser donos absolutos do nariz. O orgulho, no
sentido espiritual, é a atitude de autonomia, de autodeterminação,
de independência de Deus.
Mas
em Belém, no cocho, entre os animais, vemos Deus como uma criancinha
indefesa enrolada em cueiros. Como podemos entender o Senhor do
Universo dependendo do ser humano? Não há extravagância maior do
que o Criador amamentado pela criatura. O Deus Todo-Poderoso
subordinado aos cuidados de servos tão frágeis é algo que desafia
nossa compreensão.
O
Natal é a comemoração de um paradoxo. Se o homem quer ser Deus, o
disparate é Deus se tornar homem. Se o homem cobiça a grandeza,
Deus se esvazia de sua absoluta divindade e assume a posição de
servo. Se o homem quer ser notabilizado, Deus se humilha até a
morte, sem perder nada de sua essência.
Eis
a grande lição do Natal para a humanidade: Pois
todo o que
se exalta
será humilhado
e o que
se humilha
será exaltado.
Lucas 14:11(NVI).
Cristo é a encarnação da humilhação de Deus, a fim de
receber sobre si a exaltação do orgulho humano. Ele veio à terra
em humildade e se humilhou até à morte de cruz, para nos alcançar
em nossa soberba. Ele se fez carne e assumiu a nossa causa. Morreu em
nosso benefício e incluindo-nos em sua morte, nos fez parceiros da
mesma, a fim de ganharmos a nossa morte para esta arrogância
insuportável que nos motiva tantos males.
Enquanto os homens se queimam de febre pela grandeza, Deus se aniquila na insignificância, para nos fazer saber o que realmente tem significado. A humildade do Natal comparada com a humilhação da cruz pode ser uma boa reflexão para meros mortais que supõem ostentar a nobreza da divindade.
Enquanto os homens se queimam de febre pela grandeza, Deus se aniquila na insignificância, para nos fazer saber o que realmente tem significado. A humildade do Natal comparada com a humilhação da cruz pode ser uma boa reflexão para meros mortais que supõem ostentar a nobreza da divindade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário