O
TEMPO
DE
DEUS
NO
TEMPO
DO
HOMEM
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Fiel
é
o
que
vos
chama,
o
qual
também
o
fará.
Estou
plenamente
certo
de
que
aquele
que
começou
boa
obra
em
vós
há
de
completá-la
até
ao
Dia
de
Cristo
Jesus.
1Tessalonicenses
5:24
e
Filipenses
1:6.
O
tempo é uma medida do homem. Só os homens precisam demarcar o seu
tempo. Mas o tempo não é
nada mais do que
a borda da eternidade.
Deus não tem relógio, nem calendário, nem agenda. Deus trabalha
com a eternidade. Sendo assim, Ele tem todo tempo para trabalhar no
tempo do homem. O momento de Deus não está determinado pelo
cronômetro. Ele não tem pressa nem está forçado pelas
contingências, Ele não age sob pressão. Deus não
pára para consultar-nos. O
ponto fixo do universo,
o fato inalterável, é
o trono de Deus.
Ninguém pode estorvar os planos de Deus.
Quando
Deus chama, Deus faz. Quando Deus começa, Deus acaba. Não é
possível haver desistência na vocação divina, nem retardo no seu
cronograma. Na economia de Deus não existe o elemento surpresa que
cause acidentes. O que Deus
faz, Ele sempre teve
o propósito de fazer.
Não há impedimento que interrompa os propósitos soberanos de um
Deus onisciente, onipotente e onipresente. Quando o Senhor convoca
alguém para o seu Reino, Ele mesmo conclui a obra iniciada nesta
pessoa. Na sua exposição não há obras inacabadas. A
causa de Deus nunca
corre perigo; o que
Ele começou na alma
ou no mundo, levará
até o fim. Não há barreiras
para a sua vontade nem coincidência nos seus projetos. Tudo o que
Ele faz é a expressão real da sua vontade soberana e absoluta. Deus
é lei para si
mesmo e... não tem
nenhuma obrigação de
prestar contas de suas
atitudes a quem quer
que seja. Tudo quanto
aprouve ao
Senhor, Ele o
fez, nos céus
e na terra,
no mar e
em todos os
abismos. Salmo
135:6.
O
tempo de Deus não se enquadra no ritmo das estações. O relógio do
céu não coincide com os ponteiros da terra. O kairós, tempo de
Deus, difere essencialmente do cronos, o compasso das eras. Vindo,
porém, a
plenitude do
tempo (kairós),
Deus enviou
seu Filho,
nascido de
mulher, nascido
sob a lei,
para resgatar
os que
estavam sob a
lei, a fim
de que
recebêssemos a
adoção de
filhos. Gálatas
4:4-5. Jesus nasceu no momento oportuno dos
decretos divinos, ainda que se discuta o calendário. Este tempo de
Deus não é dirigido pela cadência dos segundos, minutos ou horas.
Deus não se encontra sob a pressão da história, nem é coagido
pelas exigências da época. Ele está fora do tempo e opera no tempo
de acordo com a sua livre, independente e desobrigada vontade. O
tempo de Deus não é extemporâneo mas é atemporal. Deus não tem
um tempo certo para agir como se fosse o momento favorável, Ele não
tem horário para marcar o cartão, mas age num certo tempo, segundo
o ensejo de sua soberana vontade. No céu
está o nosso
Deus e tudo
faz como lhe
agrada. Salmo
115:3. A soberania de
Deus não é
arbitrariedade, como alguns
a julgam erroneamente, pois
Deus tem suas razões,
baseado em sua sabedoria
infinita, as quais nem
sempre decide revelar.
Em
matéria de Reino de Deus, quem decide a ocasião é o próprio Deus.
A salvação é, antes de qualquer coisa, uma adequada manifestação
da graça de Deus na vida do pecador, no instante divino. Não há
casualidade nos limites supremos do Reino de Deus. Ninguém pode ser
salvo porque deliberou voluntariamente que seria salvo. Quando alguém
é salvo, é por determinação preferencial da imperante vontade de
Deus. O plano de
Deus para a salvação
não é uma decisão
para remediar uma situação;
ele antecede a obra
da criação. Veio
para o que
era seu, e
os seus não
o receberam.
Mas, a todos
quantos o
receberam, deu-lhes
o poder de
serem feitos
filhos de
Deus, a
saber, aos
que crêem no
seu nome; os
quais não
nasceram do
sangue, nem
da vontade da
carne, nem da
vontade do
homem, mas de
Deus. João
1:11-13. Se alguém resolveu receber a Cristo
como Senhor, foi porque Deus veio primeiro alcançá-lo com sua graça
prévia. Nós só podemos recebê-lo, porque Ele antecipadamente nos
aceitou e nos conquistou com seu amor. Todo acaso tem propósito,
quando Deus governa. Nós amamos
porque Ele
nos amou
primeiro. 1João
4:19. No Reino da graça, a iniciativa toda
parte da expressão magnífica do amor de Deus. Quem decide
preliminarmente é a soberana graça de Deus. A nossa busca por Deus
é resultante de sua busca por nós. Se houve um dia em que nós nos
encontramos com o Deus da graça, por meio de Jesus Cristo, este
encontro foi promovido e agendado pelo próprio Deus.
É
verdade que a mim cabe receber a Cristo; mas, só posso recebê-lo,
porque Ele me foi dado pela graça. O ato de receber pressupõe uma
dádiva. Jesus é o dom de Deus ao mundo, Ele é um presente dado e
não um prêmio obtido. A salvação não é uma aquisição que
alcançamos pelo nosso desempenho. Ninguém pode dizer: adquiri a
minha salvação, conquistando o favor de Deus. Se recebemos a
Cristo, é porque Ele nos foi dado. Se Ele nos foi dado, a iniciativa
procede do doador. O tempo de nossa salvação foi fixado por Deus
como manifestação graciosa do seu amor, e não agendado por nós em
razão de nosso prestígio. Deus nos dotou de sua graça doando-nos a
salvação. Primeiro, Cristo se inclinou para nós, concedendo-nos
graciosamente todas as coisas e realizando em nosso favor tudo que
diz respeito à nossa completa salvação. Depois, em razão de sua
perfeita graça, nós o recebemos mediante a fé, movida pela sua
graça plena. Não é o homem que delibera o momento de Deus em seu
tempo, mas é Deus que determina o seu tempo no tempo do homem.
Quando, porém, ao
que me
separou antes
de eu nascer
e me chamou
pela sua
graça, aprouve
revelar seu
Filho em
mim... Gálatas
1:15-16a. Não foi quando Paulo quis, mas
quando aprouve a Deus. É Deus quem decide.
Se
alguém está motivado em buscar a Deus, saiba, antes de qualquer
coisa, que esta motivação vem do trono da graça de Deus. Ninguém
pode buscá-lo sem antes ser buscado por Deus. A causa de nosso
interesse espiritual por Deus mesmo é ocasionada pelo próprio Deus
em nós. Se o desejamos é porque fomos alcançados pelos seus
desejos. Antes que nós o procurássemos, Ele já nos havia
encontrado. Jesus mostrou a Natanael a precedência da visão divina.
Perguntou-lhe Natanael:
Donde me
conheces? Respondeu-lhe
Jesus: Antes
de Filipe te
chamar, Eu te
vi, quando
estavas debaixo
da figueira.
João 1:48. Este
encontro não foi acidental. Jesus encontrou com Natanael antes que
este tivesse qualquer solicitude por Ele. O encontro foi marcado na
agenda celestial como expressão suficiente da graça de Deus. Isto
não é incidente eventual, mas um plano cercado dos propósitos
divinos. Deus não faz nada
dentro do tempo que
não tenha decidido fazer
desde a eternidade. Assim
não há casualidades na vida do cristão. Tudo está deliberado pela
sublime e soberana providência de Deus. O que
Deus pretende, Ele decreta;
o que permite, já
previu. Quando Deus começa uma obra numa vida, Ele
não deixa esta pessoa no meio da estrada. Feliz é
o homem que vê
Deus envolvido em tudo
de bom e de
mau que acontece na
vida. Uma fé firme na absoluta providência de Deus e em
sua soberana vontade é a solução para todos os conflitos da mente.
Fiel é o
que vos
chama, o qual
também o
fará. Quando Deus começa uma boa obra, Ele
mesmo a completa
Nenhum comentário:
Postar um comentário