AVIVAMENTO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Ouvi,
Senhor,
a
tua
palavra,
e
temi.
Aviva,
ó
Senhor,
a
tua
obra
no
meio
dos
anos,
e
no
meio
dos
anos
faze-a
conhecida;
na
ira
lembra-te
da
misericórdia.
Habacuque
3:2.
Parrel
Bridges disse que: Avivamento não
é tampa explodindo, mas
fundo caindo. Não é
trovoada nem terremoto, mas
a Palavra santa de
Deus falada na suavidade
da brisa, para produzir
a verdadeira vida. E.
Baker mostra que um avivamento
pode produzir barulho, mas
não é nisso que
ele consiste. O fator
essencial é a obediência
de todo o coração.
Muitas pessoas se impressionam com os movimentos agitados e
pensam que aí está a vida de Deus. Animação nunca significou que
isto representa a operação do Espírito Santo. É verdade que as
pessoas motivadas pelo Espírito de Deus são entusiasmadas e
vigorosas. Há um estímulo encantador no progresso da vida cristã
genuína. Mas, não podemos misturar animação com avivamento.
No
avivamento não é a alma que está no comando. O velho homem é
motivado por sua alma, por isso, ele fica animado ou mesmo
desanimado, dependendo dos estímulos. Mas o novo homem é acionado
pela vida do Espírito de Deus no seu espírito vivificado. Deus, por
meio de Jesus Cristo, justifica os pecadores, perdoando-lhes os seus
pecados, e pela graça os regenera, dando-lhes vida em seu espírito.
A nova criatura, gerada pela graça de Deus, mediante a ressurreição
de Jesus Cristo, ganha um espírito vivificado que passa a viver sob
o comando do Espírito Santo. Ele vos
vivificou, estando
vós mortos
nos vossos
delitos e
pecados. E
estando nós
ainda mortos
em nossos
delitos, nos
vivificou juntamente
com Cristo
(pela graça
sois salvos).
Efésios 2:1e5.
Deus nos vivifica em Cristo para vivermos a vida avivada pela
graça. Avivamento é pois, a vida de Cristo dada a nós, depois de
termos perdido a nossa vida na cruz, juntamente com Ele. Se
um morreu por
todos, logo
todos morreram,
e Ele morreu
por todos,
para que os
que vivem não
vivam mais
para si
mesmos, mas
para aquele
que por eles
morreu e
ressuscitou. 2
Coríntios 5:14b-15.
Mortos para o pecado em Cristo, ganhamos a vida no espírito.
O
avivamento bíblico é o esvaziamento da vida animada da alma
rebelde, na cruz com Cristo, e a doação da vida inspirada pela
graça, na ressurreição de Cristo. Neste ponto todos os regenerados
passam a viver pela suficiência do poder vivificador do Espírito
Santo. E, se o
Espírito daquele
que dos
mortos ressuscitou
a Jesus
habita em
vós, aquele
que dos
mortos ressuscitou
a Cristo
Jesus há de
vivificar também
os vossos
corpos mortais,
pelo seu
Espírito que
em vós
habita. Romanos
8:11. A presença do Espírito de Deus em nosso
espírito nos capacita a viver a vida de Filhos de Deus. É nisto que
consiste o avivamento da Bíblia. Pois todos
os que são
guiados pelo
Espírito de
Deus, esses
são filhos
de Deus. O
mesmo Espírito
testifica com
o nosso
espírito que
somos filhos
de Deus.
Romanos 8:14e16.
O avivamento sustentado pelas Escrituras não é um mero
movimento de bonecos animados ou a energia das almas ativadas, mas a
vida santa de Deus concedida pela graça de Cristo no poder do
Espírito Santo.
Edwin
Orr disse que a melhor
definição de avivamento é
"tempos de refrigério...
na presença de Senhor."
Muitos confundem tempos de refrigério com tempos de refrigerante.
Isto quer dizer: Tempos de boa vida. É assim que alguns interpretam
o sentido do avivamento. É viver uma vida isenta de tribulações e
com o maior progresso material. Mas avivamento no conceito bíblico
não apela para esta idéia esquisita. Quando Deus opera no seio do
seu povo de um modo real, este povo se levanta para enfrentar as
circunstâncias mais adversas, pois, agora que ficou cheio da vida de
Cristo está capacitado para desenvolver a missão de Cristo na
terra. Assim, quando o Senhor aviva a sua Igreja ela se torna
operante sem ser ativista; vigorosa sem ser meramente animada; sonora
sem ser barulhenta; piedosa sem ostentação, vivendo os tempos de
refrigério, sem o menor comodismo. Uma igreja
avivada pelo poder do
Espírito Santo de Deus,
vive a suficiência da
vida de Cristo no
temor do Senhor e
na singeleza de coração,
sem qualquer preocupação
com o rufar dos
tambores ou o mover
das águas. Deste modo, o avivamento
não é uma invenção terrena; é uma criação celestial.
O
pecado separa Deus do homem e gera a morte. No avivamento, Deus salva
o ser humano, para depois vir habitar no seu ser. No pecado, temos o
homem tentando viver sob o regime da morte. No avivamento, Deus
liberta o homem do pecado e vem viver a sua vida no coração humano.
Avivamento é tão somente Deus vivendo a sua vida santa em pessoas
que foram justificadas pelo sacrifício de Cristo e que se encontram
regeneradas pela vida de Cristo. Todo avivamento que já aconteceu no
mundo ou que ainda está acontecendo se baseia fundamentalmente no
caráter da santidade de uma vida perfeitamente santa. A ênfase do
real avivamento é o caráter de Cristo na vida do cristão e não o
carisma cristão tentando provar ser a vida de Cristo. Muita gente
confunde caráter de Cristo com carisma. Confunde o perfil moral com
os dons. O caráter fala daquilo que o homem é no escuro, quando
ninguém o vê. O carisma ou dom prefere as luzes e a platéia. No
avivamento de Deus há caráter e carisma, mas o caráter sempre
precede o carisma. A árvore antecede ao fruto. O carisma sem caráter
é o fruto sem a árvore. É plástico e sem vida.
Deus
aviva dando a vida
de Cristo, e esta
vida santa produz frutos
de santidade e feitos
santos no poder e
comando do Espírito Santo.
A vida de Cristo é o caráter. A ação do Espírito é o carisma.
Todo aquele que foi salvo pela graça e goza da realidade viva de
Cristo, também pode ser instrumentalizado pelo Espírito Santo,
manifestando os dons da graça. Não se deve misturar as virtudes e
poderes da alma com os dons do Espírito Santo. A alma consegue
produzir feitos notáveis por meio de seus poderes latentes. Os magos
no Egito faziam muitas coisas semelhantes ao poder de Deus que
operava em Moisés. Por isso não se deve identificar os poderes da
alma com os dons do Espírito Santo. Assim, é preciso separar o
falso do verdadeiro. E o caráter é ainda a mais eficiente prova.
Examinai-vos a vós
mesmos, se
permaneceis na
fé; provai-vos
a vós
mesmos. Ou
não sabeis
quanto a vós
mesmos, que
Jesus Cristo
está em vós?
Se não é
que já
estais reprovados.
2 Coríntios
13:5.
Se
Cristo habita em nossos corações, a sua vida em nós transparece na
qualidade moral que marca as impressões da santidade. Só uma vida
santa age nos padrões da verdadeira e pura santidade. Não há
máscaras nem manipulações. Todos os dons
de Cristo são como
Ele mesmo: espirituais e
celestiais. Só quem experimentou o nascimento
espiritual pode ter os dons celestiais. Ninguém pode ter os dons do
Espírito sem ter o próprio Espírito. Ninguém pode ter o Espírito
sem ter a vida de Cristo. Ninguém pode ter a vida de Cristo sem ter
morrido com Cristo. Ninguém pode ter morrido com Cristo sem ter sido
atraído por Ele. Foi por este motivo que Jesus Cristo nos atraiu
quando foi levantado na cruz, a fim de nos fazer morrer juntamente
com Ele, e deste modo, ganhamos a sua vida santa na ressurreição,
para que o Espírito Santo viesse habitar em nossos corações.
Com
toda certeza o Espírito Santo não habita numa pessoa que não tenha
sido regenerada. O Espírito
da verdade, o
qual o mundo
não pode
receber; porque
não o vê
nem o
conhece; mas
vós o
conheceis, porque
Ele habita
convosco, e
estará em
vós. João
14:17. O Espírito Santo habita nas pessoas que
foram crucificadas com Cristo e que receberam a vida de Cristo em
seus corações. Ele é o Espírito Santo que só habita nos santos
que foram santificados em Cristo Jesus. Vós,
porém, não
estais na
carne, mas no
Espírito, se
é que o
Espírito de
Deus habita
em vós. Mas,
se alguém
não tem o
Espí-rito de
Cristo, esse
tal não é
dele. Romanos
8:9.
Se
alguém apresenta manifestações de poder e não demonstra o caráter
da santidade de Cristo, podemos dizer com segurança que não se
trata dos dons do Espírito. O fruto do
Espírito não é
emocionalismo nem ortodoxia.
É caráter. E os dons do Espírito
nada tem a ver com a projeção de ministérios ou a confirmação do
sucesso. O Espírito Santo vem habitar nos corações regenerados a
fim de realizar a missão de Cristo delegada pelo Senhor. Antes
de mandar a igreja
para o mundo, Cristo
mandou o Espírito para
a igreja com a finalidade de
capacitá-la com o seu poder, para o desempenho de sua missão
principal: Pregar o Evangelho
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