O
VALOR DE
UMA OFERTA
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Jesus
sentou-se
em
frente
do
lugar
onde
eram
colocadas
as
contribuições,
e
observava
a
multidão
colocando
o
dinheiro
nas
caixas
de
ofertas.
Muitos
ricos
lançavam
ali
grandes
quantias.
Então,
uma
viúva
pobre
chegou-se
e
colocou
duas
pequeninas
moedas
de
cobre,
de
muito
pequeno
valor.
Chamando
a
si
os
seus
discípulos,
Jesus
declarou:
Afirmo-lhes
que
esta
viúva
pobre
colocou
na
caixa
de
ofertas
mais
do
que
todos
os
outros.
Todos
deram
do
que
lhes
sobrava,
mas
ela,
da
sua
pobreza,
deu
tudo
o
que
possuía
para
viver.
Marcos
12:41-44.
(NVI)
Há
muita gente que contribui para os objetivos religiosos, mas são
poucos os que ofertam. As contribuições são sempre causadas por
imperativos. Existe imposições morais estimulando o dever. As
ofertas, por outro lado, são motivadas pela dedicação voluntária
de um ser livre, que dá por amor. Os primeiros, tributam; os outros,
oferecem.
Há
sempre muitas exigências reclamando as contribuições. Do ponto de
vista institucional, toda contribuição carrega uma certa
obrigatoriedade, que acaba fazendo o contribuinte dar de má vontade.
As ofertas, contudo, são expressões naturais de pessoas
desobrigadas. Todo aquele que se encontra absolvido de qualquer
imposição, se vê disponível para espontaneamente ofertar com
independência, liberalidade e amor.
Jesus
assentou-se no átrio das mulheres, junto a uma parede onde havia
treze cofres de cobre, semelhantes à boca de uma trombeta, onde eram
jogadas as moedas. A frase, tocar trombeta,
ligada ao ato da contribuição, origina-se do som das moedas. Quanto
maior e mais pesada fosse a moeda, maior barulho fazia, despertando
atenção especial para o contribuinte. Ele ficou ali observando como
as pessoas faziam as suas doações. Em meio a tantos, Ele percebeu
uma viúva que ofertou de maneira ousada. Muitos lançavam nos cofres
grandes moedas de grande valor, causando uma forte impressão. Mas
Jesus notou que eram donativos apenas das sobras, o que não fazia
falta. Era muito dinheiro, porém, de pouco valor. A mulher pobre
colocou somente duas leptas, a menor moeda do seu país, 1/128 de um
denário. A sua oferta era muito pequena e ao mesmo tempo muito
grande. Elas não fizeram quase nenhum barulho no cofre, pois eram
muito leves, e a mulher não as lançou, mas a ofertante despertou a
atenção de Jesus. A oferta da viúva pobre custava sua
subsistência. Ela não deu o sobejo, uma coisa sem valia, mas o seu
próprio sustento. Pôs ali, no Caixa do templo, toda a sua
manutenção. Alguém já disse que a única
vida que tem valor
é a vida que
custa alguma coisa. Davi
respondeu a Araúna, em face de uma gratificação: Não
oferecerei ao
Senhor, meu
Deus, holocaustos
que não me
custem nada.
2 Samuel
24:24b. Não é tolo
quem dá o que
não pode guardar, para
ganhar o que não
pode perder.
Para
Jesus o valor de uma oferta não se encontra na grandeza numérica de
sua importância. Há contribuições que apresentam grandes
montantes mas não representam qualquer valor. No reino de Deus não
são as vultosas importâncias que se revestem da maior importância.
Deus leva sempre em consideração o coração. Jesus disse que ela
tinha dado mais do que todos. A menor das
ofertas, dada por amor
divino, é de maior
valor a Deus do
que uma oferta grande
dada com o intuito
de aparecer. A maior
parte dos ofertantes guarda
a parte maior para
si. Muitas pessoas pensam que podem subornar os princípios
da graça e, exibindo suas propinas, supõem que podem conquistar
alguma vantagem especial. Outros vêem Deus como mero garçom, e
oferecem gorjetas, para retribuir os serviços prestados. Somente
Deus vê o coração e somente os puros de coração podem ver a
Deus. O que está por trás das intenções no ofertante tem mais
valor do que o valor em si, da oferta. Jesus viu oculto, na pequena
oferta da viúva, um coração generoso. Liberalidade é reconhecer
Deus como o único dono de tudo. Quando damos
a Deus tudo o
que temos e somos,
entregamo-lhe simplesmente o
que lhe pertence.
O
que vale, de fato, numa oferta é o caráter do ofertante. Jesus viu
mais do que as duas pequeninas moedas no ofertório da viúva. Ele
viu o seu desprendimento. Ela não deu meras moedas, mas deu toda a
sua economia. Era pouco, mas era todo o seu sustento. A pobre senhora
não assegurou o seu futuro com a poupança, mas colocou o seu futuro
em mãos mais seguras. Nada pode ser mais tolo do que a segurança
edificada sobre bases que se abalam. Ela estava convicta que o banco
eterno tem maiores garantias que os acúmulos provisórios desta
vida. A única maneira de
termos mais do que
o suficiente para poupar
é dar a Deus
mais do que conseguimos
armazenar. O desprendimento, com certeza, é um dos
principais efeitos da cruz no caráter do homem.
Se
por um lado ela se desprendeu dos seus bens, por outro lado, ela
empreendeu confiar o seu pouco, inteiramente, aos cuidados do
despenseiro da graça. Tornou-se empresária de investimentos
eternos. Viúva, desamparada e pobre, conclui, com sabedoria, que a
dependência de Deus vale mais do que todos os cuidados deste mundo.
Soltou a única riqueza que possuía, para não perder a única
riqueza indispensável. No momento que largou as duas moedas,
agarrou-se com a esperança eterna da provisão divina. Não tinha
mais as duas leptas, mas havia ganho um patrimônio durável que não
se abala com as crises. Não deixem
que a vida
de vocês
seja dominada
pelo amor ao
dinheiro. Contentem-se
com as coisas
que vocês
têm, pois
Deus tem
dito: Eu
nunca o
deixarei. Eu
jamais o
abandonarei. Hebreus
13:5. (VFL).
A
viúva se desprendeu do metal para empreender-se neste novo
investimento que nenhum mortal arrisca fazer, se não for pela graça
de Deus. Viver pela graça é um assunto exclusivo da graça. Muitos
de nós só conseguem confiar 10% em Deus. Outros, mais avarentos e
inseguros, nem isto. O dízimo é uma contribuição parcial e
desconfiada, de gente que ainda quer manter o controle das coisas que
não lhe pertencem. Temos medo que Deus nos deixe na mão. É muito
arriscado lançar tudo o que temos e que somos na dependência de
alguém tão oculto. Mas, o cristão precisa
confiar em um Deus
que não aparece em
primeiro plano. A fé renuncia toda e
qualquer incredulidade para se apoiar inteiramente na suficiência de
um Deus que não vende em saldo. Na Palavra de Deus não há
liquidações. A graça não negocia com os homens. É tudo ou nada.
A
viuvinha é um chicote para as nossas vidas inseguras. Ela tem
perturbado muita gente boa na história e continua nos incomodando.
Não se pode seguir firme no reino de Deus com reservas de mercado.
Ou entregamos tudo a Ele, e passamos a ser mordomos, ou ficamos
tentando negociar as bênçãos com Deus, na base de nossas
aplicações na bolsa de negócios futuros da religião. Muita gente
ilustre contribui como isca de anzol, sempre esperando fisgar um
benefício maior. Outros vão pagando os pedágios pelas cancelas da
vida, procurando compensar os favores de Deus. E, neste contexto, a
religião tem buscado explorar o sentimento de vantagem que reside em
todo oportunista.
Mas a grande verdade neste assunto ainda passa pelo crivo da cruz. É preciso morrer para o mundo antes de poder viver com a liberalidade de Deus, neste mundo. Gosto muito deste pensamento de W. E. Sangster: O cristianismo tem um segredo desconhecido pelos comunistas ou capitalistas... como morrer para o eu. Este segredo torna-nos invencíveis. Um homem morto para as ambições desta vida não tem mais nada a perder. Só podemos viver totalmente para Deus se formos libertos das posses. Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao mesmo tempo servir às riquezas. Mateus 6:24. E aquele que serve a Deus por dinheiro servirá o diabo por salário melhor. A viúva deu tudo. O mordomo sabe que tudo pertence de fato e de direito a Deus. Qual o valor de nossa oferta?
Mas a grande verdade neste assunto ainda passa pelo crivo da cruz. É preciso morrer para o mundo antes de poder viver com a liberalidade de Deus, neste mundo. Gosto muito deste pensamento de W. E. Sangster: O cristianismo tem um segredo desconhecido pelos comunistas ou capitalistas... como morrer para o eu. Este segredo torna-nos invencíveis. Um homem morto para as ambições desta vida não tem mais nada a perder. Só podemos viver totalmente para Deus se formos libertos das posses. Ninguém pode servir a dois senhores; pois ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao mesmo tempo servir às riquezas. Mateus 6:24. E aquele que serve a Deus por dinheiro servirá o diabo por salário melhor. A viúva deu tudo. O mordomo sabe que tudo pertence de fato e de direito a Deus. Qual o valor de nossa oferta?
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