TEMPOS
DIFÍCEIS, OS DO
ENGANO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
A
Bíblia mostra
que os
tempos dos
fins serão
dificultosos. Na
medida em
que vamos
nos aproximando
da volta
de Cristo,
as coisas
vão ficando
complicadas e
a fé
cristã autêntica,
cada vez
mais embaraçada
com a
dissimulação. A
astúcia das
semelhanças consegue
ocultar com
os disfarces
quase perfeitos,
o veneno
mortal que
vem deformando
a vida
da igreja
cristã atual.
Jesus nos
preveniu desta
situação com
suas palavras:
Então,
se
alguém
vos
disser:
Eis
aqui
o
Cristo!
Ou:
Ei-lo
ali!
Não
acrediteis,
porque
surgirão
muitos
falsos
cristos
e
falsos
profetas
operando
grandes
sinais
e
prodígios
para
enganar,
se
possível,
os
próprios
eleitos.
Vede
que
vo-lo
tenho
predito.
Mateus
24-:23-25.
O perigo
é sério,
muito sério!
A máscara
mais terrível
é de
um rosto
de anjo
que encobre
o coração
de um
demônio. Fingir
santidade para
levar vantagem.
Por trás
de grandes
sinais e
prodígios estão
verdadeiros monstros
da falsificação,
que com
palavras fingidas
engodam os
corações ávidos
de reconhecimento
e da
satisfação dos
seus interesses
egoístas. Tanto
os enganadores
como os
enganados são
farinha do
mesmo saco.
A
camuflagem de
uma víbora
é menos
ardilosa do
que a
emboscada de
um hipócrita.
Uma prostituta
maquilada é
menos perigosa
do que
um hipócrita
disfarçado.
Nada pode
ser mais
arriscado para
a pregação
do Evangelho
do que
uma mensagem
semelhante à
do Evangelho,
mas que
não é
o Evangelho;
pregada por
uma pessoa
que se
veste de
profeta, mas
não tem
caráter de
profeta. Não
devemos nos
impressionar com
o estilo
da vestimenta,
uma vez
que Jesus
nos alertou:
Acautelai-vos
dos
falsos
profetas,
que
se
vos
apresentam
disfarçados
em
ovelhas,
mas
por
dentro
são
lobos
roubadores.
Mateus
7:15.
Casaco de
pele de
ovelha não
transforma coração
de lobo
em cordeiro.
Linguagem parecida
e comportamento
análogo não
significam autenticidade.
A pior
mentira é
aquela que
mais se
assemelha com
a verdade.
Por isso,
precisamos estar
sempre alertas
com a
falsificação esperta
da velhacaria
religiosa, pois
em razão
das advertências
bíblicas, o
mais curioso,
é que
nós somos
culpados de
nos deixarmos
enganar.
A
questão que
devemos abordar
aqui, é
por que
nos deixamos
enganar? O
que está
por trás
da nossa
estrutura enganosa,
que nos
leva ao
prazer de
sermos enganados?
Vamos analisar
alguns fatores
que estimulam
o sistema
do engano.
Nestes tempos
difíceis os
homens
serão
egoístas,
avarentos,
jactanciosos,
arrogantes,
blasfemadores,
desobedientes
aos
pais,
ingratos,
irreverentes,
desafeiçoados,
implacáveis,
caluniadores,
sem
domínio
de
si,
cruéis,
inimigos
do
bem,
traidores,
atrevidos,
enfatuados...
2Timóteo
3:2-4a.
Temos nesta
abordagem das
Escrituras uma
série de
palavras que
enfatizam o
espírito soberbo
de auto
suficiência. Este
terreno é
extremamente propício
ao sistema
mentiroso do
pecado que
grassa no
mundo contemporâneo.
Uma das
características
da rebelião
espiritual é
trilhar
caminhos
escusos.
Pois
haverá
tempo
em
que
não
suportarão
a
sã
doutrina;
pelo
contrário,
cercar-se-ão
de
mestres
segundo
as
suas
próprias
cobiças,
como
que
sentindo
coceira
nos
ouvidos;
e
se
recusarão
a
dar
ouvidos
à
verdade,
entregando-se
às
fábulas.
2Timóteo
4:3-4.
O afastamento
da verdade
testifica primeiro
que a
pessoa despreza
a Deus
e depois
quer levar
vantagens especiais
com suas
paixões.
O
engano está
sempre relacionado
com a
idéia de
interesses pessoais,
lucratividade ou
proveito pró-prio.
Quem gosta
de levar
vantagem, com
freqüência se
envolve com
as teias
enganosas. Mas
os
homens
perversos
e
impostores
irão
de
mal
a
pior,
enganando
e
sendo
enganados.
2Timóteo
3:13.
Se somos
enganados é
porque seria
vantajoso para
nós. Tropeçamos
sempre naquilo
que nos
parece proveitoso,
excelente e
útil. O
desvantajoso ou
inconveniente não
exerce atração
nem provoca
interesse. Atrás
de um
enganador astuto
tem sempre
um enganado
interesseiro. É
muito comum
condenarmos os
enganadores, porém
é preciso
avaliar também
a atitude
utilitária e
egoísta dos
enganados, que
sempre querem
auferir algum
benefício.
Um
segundo elemento
nesta rede
fraudulenta é
a amizade
dos deleites.
Mais
amigos
dos
prazeres
do
que
amigos
de
Deus.
2Timóteo
3:4b.
À medida
que vivemos
na busca
da satisfação
hedonista, onde
o prazer
é viver
para o
prazer, estamos
expostos ao
risco de
buscar aquilo
que melhor
corresponda aos
nossos desejos.
Quando se
é amigo
dos prazeres,
tudo o
que nos
causa divertimento,
aprazimento, entretenimento,
faz parte
de nossa
folia. Prazer
e alegria
não apenas
não são
sinônimos com
também podem
ser tão
diferentes como
céu e
inferno.
Muitos pensam
que o
prazer é
a fonte
de sua
vida e
que tudo
o que
lhes dá
prazer deve
ser a
causa de
sua existência.
Mas, quando
se é
amigo de
Deus, somente
aquilo que
agrada a
Deus pode
ser considerado
como expressão
de nossa
vontade. Os
amigos dos
prazeres se
divertem em
tudo o
que lhes
dá prazer,
por isto
se enganam
freqüentemente com
a pregação
que focaliza
a satisfação
dos desejos
em detrimento
da vontade
de Deus.
Muitos são
arrastados pela
pregação da
prosperidade a
qualquer custo,
porque o
seu prazer
emana em
lograr proveito.
O
terceiro fator
que contribui
para esta
complicação do
final, é
a máscara
da espiritualidade.
Tendo
forma
de
piedade,
negando-lhe,
entretanto,
o
poder.
Foge
também
destes.
2Timóteo
3:5.
Talvez aqui
esteja a
grande força
da tragédia.
Ser ou
não ser,
eis a
questão! A
evangelização moderna
prima pela
superficialidade. Estamos
interessados em
números. Enchemos
as igrejas
de pessoas
vazias, e
as cobrimos
com a
máscara da
piedade. Como
dizia o
Pe. Manoel
Bernardes: O
hipócrita é
um santo
pintado; tem
as mãos
postas, mas
não ora;
o livro
aberto, mas
não lê;
os olhos
no chão,
mas não
se desestima.
Jesus é
sempre amigo
dos pecadores,
mas é
companheiro apenas
dos verdadeiramente
piedosos. A
religiosidade das
aparências é
efeito da
ausência da
cruz na
experiência. A
Bíblia diz
que a
cruz de
Cristo é
o poder
de Deus.
Certamente,
a
palavra
da
cruz
é
loucura
para
os
que
se
perdem,
mas
para
nós,
que
somos
salvos,
poder
de
Deus.
1Coríntios
1:18.
Forma de
piedade sem
a evidência
do poder
é a
marca de
um povo
religioso sem
os sinais
da cruz
no caráter.
Foi neste
contexto que
o Pe.
Antônio Vieira
afirmou: Este
mundo está
cheio de
hipócritas, e
quase todos
são cireneus,
que, levando
a cruz,
não morrem
nela.
Não basta
pregar a
mensagem da
cruz, é
preciso crer
como experiência,
na realidade
da cruz.
Não basta
ensinar que
Jesus morreu
na cruz
em nosso
lugar, é
preciso confessar
como experimental
a nossa
morte juntamente
com Ele.
O Evangelho
exibe mais
do que
fachada. A
falta da
cruz na
experiência de
fé, manifesta
a cruel
evidência de
uma piedade
falsa. Todos
que se
envolvem com
a religião
das aparências
acabam se
metendo na
falácia dos
enganos.
Thomas
Overbury salientou:
Um hipócrita
é uma
pílula dourada
composta de
dois
ingredientes:
Desonestidade
natural e
simulação
artificial.
Tanto o
enganador como
o enganado
tem as
mesmas características.
Tanto o
pregador falso
que promete
o que
Deus não
avalizou, como
o caçador
de benefícios,
que é
motivado pelos
seus interesses
carnais, são
todos cúmplices
das mesmas
conveniências. Por
isso, de
que vale
desmascarar
certa gente
que vale
muito menos
do que
a máscara
que afivela
no rosto?
Quem come
no mesmo
cocho sujo
tem sempre
o mesmo
apetite e
a mesma
disposição da
sujeira. Em
determinadas áreas
do roubo,
só há
ladrões porque
há receptadores.
Também nestes
tempos difíceis
podemos afirmar
que só
há enganadores,
por que
há muita
gente que
gosta de
ser enganada.
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