PERDOADOS E
SEMPRE PERDOANDO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/05/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/05/1998
Quase
escondida num
canto remoto
de um
cemitério de
New York
há uma
pequena lápide
sepulcral, fustigada
por muitos
anos de
vento e
chuva. Aquela
lápide não
estampa nenhum
nome, nem
há qualquer
data. A
única gravação
gasta pelo
tempo é
uma palavra
solitária, que
representa a
grandiosidade da
graça: Perdoado.
A
criatura sem
nome daquela
sepultura não
alcançara nenhum
monumento. Nenhum
obelisco. Nenhum
mausoléu de
mármore. Nenhuma
placa de
bronze em
que estivessem
registrados em
relevo, feitos
brilhantes, objetivos
esplêndidos alcançados
ou batalhas
heróicas vencidas.
Mas,
acaso pode
haver epitáfio
mais glorioso?
Nada, além
de uma
certeza imutável.
Perdoado. Alguém
que encontrou
a majestade
da misericórdia
de Deus.
O perdão
é mais
que a
remissão da
penalidade;
significa a
restauração
da comunhão
interrompida.
O perdão
é a
mani-festação concreta
da graça
de Deus
em benefício
do indigno.
É a
justiça de
Deus produzindo
satisfação para
a rebeldia
humana.
A
virtude central
do cristianismo
é o
poder do
perdão, e
sua maior
equivalência
está
fundamentada na
atitude de
como recebê-lo
. O
espírito orgulhoso
rejeita qualquer
donativo que
afronte o
seu mérito.
Bernard Shaw
salientava com
gravidade esta
posição: O
perdão é
o refúgio
dos mendigos...
Devemos pagar
nossas dívidas.
Aqui está
o perfil
do soberbo.
A religião
das obras
estriba sua
pregação na
mensagem da
relevância e
da reciprocidade
de valores.
Mas Deus
não irá
adiante com
o homem
que marcha
com suas
próprias
forças.
A obra
prima do
pecado é
levar os
homens a
pensar que
podem permutar
com Deus
sua salvação.
Não há
compensação na
esfera da
graça. Deus
não premia
os vencedores
com a
salvação, nem
troca o
perdão pelas
qualidades excelentes.
Não somos
perdoados porque
nos arrependemos.
A verdade
do evangelho
mostra com
clareza um
outro enfoque:
Nós nos
arrependemos porque
fomos perdoados
graciosamente pela
graça de
Deus. Ambrósio
compreendia muito
bem esta
posição, por
isso expressou
com sabedoria:
Não me
vangloriarei
por ser
justo, mas
por ser
remido; não
por ser
livre do
pecado, mas
porque meus
pecados são
perdoados.
Porque
todos
pecaram
e
destituídos
estão
da
glória
de
Deus,
sendo
justificados
gratuitamente
pela
sua
graça,
pela
redenção
que
há
em
Cristo
Jesus,
ao
qual
Deus
propôs
para
propiciação
pela
fé
no
seu
sangue,
para
demonstrar
a
sua
justiça
pela
remissão
dos
pecados
dantes
cometidos,
sob
a
paciência
de
Deus;
para
demonstração
da
sua
justiça
neste
tempo
presente,
para
que
ele
seja
justo
e
justificador
daquele
que
tem
fé
em
Jesus.
Romanos
3:23-26.
A morte
de Cristo
na cruz
foi uma
expiação que
demonstrou um
sucesso pleno,
não uma
tentativa parcial
que requer
retoques de
nossa parte.
Por
outro lado,
todos os
perdoados são
necessariamente perdoadores.
Se realmente
conhecemos a
Cristo como
nosso Salvador,
os nossos
corações são
quebrantados,
não podem
ser duros,
e não
podemos negar
o perdão,
ensinava o
Dr. Martyn
Lloyd-Jones. É
impossível ter
sido perdoado
totalmente por
Cristo e
não se
tornar um
verdadeiro perdoador.
Nada neste
mundo vil
e em
ruínas ostenta
a suave
marca do
Filho de
Deus tanto
quanto o
perdão.
E nada
nos torna
mais associados
com Satanás,
do que
a falta
de perdão.
O apóstolo
Paulo mostrou
qual é
a táticas
sutil do
inferno nestas
palavras: A
quem
perdoais
alguma
coisa,
também
eu
perdôo;
porque,
de
fato,
o
que
tenho
perdoado
(
se
alguma
coisa
tenho
perdoado),
por
causa
de
vós
o
fiz
na
presença
de
Cristo,
para
que
Satanás
não
alcance
vantagem
sobre
nós,
pois
não
lhe
ignoramos
os
desígnios.
2Coríntios
2:10-11.
O tranco
no coração
oprimido tem
um troco
forjado no
tronco da
vingança. Mas
o tranco
no coração
redimido tem
um saldo
de perdão
oferecido pelo
trono da
graça. A
moeda do
inferno comercializada
nos relacionamentos
humanos é
vindita que
inspira punição.
Porém os
numerários celestiais
circulam com
as riquezas
do perdão.
A ninguém
torneis
mal
por
mal;
procurai
as
coisas
honestas
perante
todos
os
homens.
Se
possível,
quanto
estiver
em
vós,
tende
paz
com
todos
os
homens.
Não
vos
vingueis
a
vós
mesmos,
amados,
mas
dai
lugar
à
ira
de
Deus,
porque
está
escrito:
Minha
é
a
vingança;
eu
recompensarei,
diz
o
Senhor.
Portanto,
se
o
teu
inimigo
tiver
fome,
dá-lhe
de
comer;
se
tiver
sede,
dá-lhe
de
beber;
porque,
fazendo
isto,
amontoarás
brasas
de
fogo
sobre
a
sua
cabeça.
Não
te
deixes
vencer
do
mal,
mas
vence
o
mal
com
o
bem.
Romanos
12:17-21.
Paul
E. Holdcraft
conta que
"em uma
zona rural
do Texas,
as vacas
do fazendeiro
Dick arrebentaram
a cerca
da estância
do seu
vizinho Billy
e invadiram
o seu
verdejante milharal,
devastando-o em
uma extensa
área.
Billy,
ao amanhecer,
contemplou enraivecido
o estrago
produzido pelo
gado, enviando
a Dick
um bilhete
pouco cortês,
relatando o
desagradável incidente.
Informou-lhe que
havia recolhido
as vacas
ao Curral
da Prefeitura
e fez
uma advertência,
com azedume,
de que
se tal
ocorresse outra
vez, as
represálias seriam
bem mais
sérias.
Decorrido algum
tempo, as
vacas de
Billy romperam
a cerca
do rancho
de Dick,
e, sofregamente,
devastaram uma
grande parte
do seu
recém cultivado
campo de
centeio. Dick,
pacientemente, tangeu,
cuidadosamente, as
vacas para
a propriedade
de Billy
e lhe
remeteu uma
delicada mensagem,
descrevendo os
acontecimentos,
considerando-os inevitáveis
e fortuitos.
E, ao
mesmo tempo
que lhe
comunicava serem
desnecessárias quaisquer
preocupações, de
vez que
já procedera
o conserto
da cerca,
revestindo-a de
um resistente
reforço. Finalizando
a sua
mensagem, tranqüilizou
seu vizinho,
esclarecendo-lhe que,
se porventura
tal episódio
viesse a
se verificar
novamente, que
ele estaria
pronto a,
de bom
grado, repetir
o mesmo
gesto. Então,
Pedro,
aproximando-se,
lhe
perguntou:
Senhor,
até
quantas
vezes
meu
irmão
pecará
contra
mim,
que
eu
lhe
perdoe?
Até
sete
vezes?
Respondeu-lhe
Jesus:
Não
te
digo
que
até
sete
vezes,
mas
até
setenta
vezes
sete.
Mateus
18:21-22.
Errar é
humano; perdoar
é divino.
A vingança
é próprio
dos espíritos
perversos que
jamais conheceram
o perdão
de Deus.
Nunca um
ser humano
se assemelha
tanto com
Deus, como
renunciando a
vingança, perdoa
de coração
uma injustiça.
Perdoar é
banir do
coração todo
desejo de
vingança, todo
apetite rancoroso,
em face
do grande
amor que
reina, sob
o comando
do Senhor
Jesus Cristo.
Assim, a
vingança pertence
aos escravos,
subalternos e
infelizes, mas
o perdão
é a
característica viva
dos libertos
e salvos
por meio
de nosso
Senhor Jesus
Cristo.
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