A CONVERSÃO
NA CONTRIBUIÇÃO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/07/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/07/1998
A
conversão implica
numa mudança
radical do
vazio da
idolatria, para
o completo
significado decorrente
do Deus
vivo. E
não há
idolatria mais
dominante do
que a
idolatria das
riquezas. O
escravo mais
oprimido, e
mais ansioso
que existe,
é aquele
que se
encontra governado
pela tirania
do dinheiro.
Mamon é
o maior
senhor de
escravos do
mundo.
As riquezas,
Mamon, exercem
fascínio imperioso
sobre a
realidade humana.
Mas as
riquezas se
constituem apenas
num instrumento
para ser
usado, nunca
numa divindade
para ser
adorada. Ninguém
pode
servir
a
dois
senhores.
Ou
há
de
odiar
um
e
amar
o
outro,
ou
se
devotará
a
um
e
desprezará
o
outro.
Não
podeis
servir
a
Deus
e
às
riquezas.
Mateus
6:24.
A riqueza
em si
não causa
danos, mas
o seu
domínio na
personalidade é
o maior
prejuízo aos
seus donos.
A
maior cegueira
se concentra
na miopia
espiritual. Quando
o véu
está posto
no entendimento
fica muito
difícil a
compreensão verdadeira
dos fatos.
O apóstolo
Paulo fala
dos judeus
que mantinham
uma cortina
no seu
intelecto, incapacitando
sua visão
real do
Evangelho, mas,
quando
um
deles
se
converte
ao
Senhor,
então
o
véu
lhe
é
tirado.
2
Corintios
3:16.
Hugh Matin
afirmou:
Se
a religião
de um
homem não
afeta a
maneira como
ele usa
o dinheiro,
a religião
deste homem
é vã.
O homem
sem visão
espiritual é
aquele que
apenas vê
a impor-tância
das riquezas
para sua
existência.
Sabemos
pela experiência
histórica que
todos aqueles
que foram
convertidos ao
Senhor Jesus
Cristo, viram
convertida a
maneira como
lidavam com
o dinheiro.
Quando o
coração é
convertido o
bolso também
se converte.
O órgão
que mais
evidencia a
transformação espiritual
é o
bolso em
sua sensibilidade.
Se a
sua fé
não atinge
a algibeira,
de modo
profundo, esta
fé é
rasa demais,
para merecer
confiança. Quem
tiver
bens
do
mundo
e,
vendo
o
irmão
necessitado,
cerrar-lhe
o
seu
coração,
como
estará
nele
o
amor
de
Deus? 1
João
3:17.
Nenhuma pessoa
foi jamais
distinguida
pelo que
recebeu. A
honra deve
ser sempre
prestada em
função
daquilo que
ela deu.
Não
há conversão
genuína que
não desemboque
num afluente
de contribuição
verdadeira. A
graça não
torna a
contribuição algo
opcional, mas
inteiramente voluntária.
Não é
uma contribuição
motivada pela
cobrança constrangida,
pelos interesses
negociados ou
pela imposição
do dever.
A graça
converte o
coração de
tal modo
que a
sua contribuição
se constitui
no prazer
liberal de
uma serena
generosidade. Deus
tem um
método secreto
para recompensar
a liberalidade
dos seus
santos: Ele
faz com
que a
alegria da
participação constitua
no seu
patrimônio de
contentamento, capaz
de beneficiar
o contribuinte
de modo
satisfatório. Assim,
podemos dizer
com toda
certeza, que
o convertido
já foi
beneficiado com
a satisfação
de ser
um contribuinte.
O meu
grande
privilégio é
poder
contribuir com
toda alegria
para o
Reino de
Deus, com
as riquezas
que Deus
coloca em
minhas mãos,
para
administrá-las.
A
contribuição é
uma certa
medida da
conversão, quando
vista sob
o ângulo
da revelação
da Palavra
de Deus.
É possível
dar sem
amar, mas
é impossível
amar sem
dar.
Quando damos
a Deus
tudo o
que temos
e somos,
entregamos-lhe
simplesmente o
que lhe
pertence.
O convertido
se entregou
totalmente a
Deus, e,
entrega como
expressão de
felicidade, o
resultado de
sua mordomia.
Deste modo,
a contribuição
cristã, fruto,
primeiramente da
alegria, se
manifesta em
toda a
sua exultação.
Cada um
contribua
segundo
propôs
no
seu
coração,
não
com
tristeza
ou
por
necessidade,
pois
Deus
ama
ao
que
dá
com
alegria. 2
Coríntios
9:7.
Se não
há canção
no coração,
não há
conversão. A
alegria é
o sinal
de maturidade
espiritual.
Dar de
mau humor
é grosseria.
Dar com
alegria é
libertação. A
maior alegria
que alguém
pode gozar,
é ver
a felicidade
do outro,
sem inveja,
e, contribuir
liberalmente, sem
avareza. A
alegria é
que lubrifica
os eixos
do mundo.
Quem não
se alegra
na contribuição,
não contribui
com a
ver dadeira
alegria neste
mundo.
Em
segundo lugar,
a contribuição
convertida se
caracteriza por
um gesto
voluntário. Pois
segundo
as
suas
posses
(o
que
eu
mesmo
testifico),
e
ainda
acima
delas,
deram
voluntariamente.2
Coríntios
8:3.
Não é
mero dever
nem obrigação
que motiva
a generosidade
cristã, mas
prazer voluntário.
Não é
constrangimento nem
sugestão, mas
decisão livre
de um
espírito liberto.
Só uma
vontade desobrigada
pode ser
isenta na
sua decisão.
A espontaneidade
é a
alavanca da
sincera contribuição.
E daqui
dou
o
meu
parecer
sobre
o
que
vos
con-vém:
No
ano
passado
fostes
os
primeiros,
não
só
a
dar,
mas
também
a
querer
dar.
Agora,
porém,
completai
o
já
começado,
para
que,
assim
como
houve
a
prontidão
de
vontade,
haja
também
o
cumprimento,
segundo
o
que
tendes.
2
Coríntios
8:10-11.
Nada que
é obrigatório,
é prazenteiro.
Uma
terceira marca
da contribuição,
é sua
generosidade liberal.
Aquele que
não é
liberal com
o que
tem,
simplesmente
engana-se a
si mesmo
quando pensa
que seria
liberal se
tivesse mais.
O Criador
é sempre
generoso com
os seus
bens, para
que aprendamos
a ser
generosos com
os bens
sob nossa
administração. Em
muita
prova
de
tribulação
houve
abundância
do
seu
gozo,
e
a
sua
profunda
pobreza
transbordou
em
riquezas
da
sua
generosidade.
2
Coríntios
8:2.
Nada é
tão poderoso
nos
relacionamentos
quanto a
gentileza, e
nada é
tão gentil
com a
força real
da
generosidade.
A liberalidade
é a
fonte mais
forte para
o enriquecimento
das verdadeiras
amizades. Nenhuma
contribuição tem
legitimidade se
não for
motivada pelo
gênero da
generosidade. Portanto,
julguei
necessário
exortar
a
estes
irmãos,
para
que
primeiro
fossem
ter
convosco,
e
preparassem
de
antemão
a
vossa
dádiva,
já
antes
anunciada,
para
que
esteja
pronta
como
expressão
de
gene-rosidade,
e
não
de
avareza.
2
Coríntios
9:5.
Um ofertante
sem liberalidade
é uma
árvore sem
folhas e
sem frutos.
A
quarta evidência
de uma
contribuição cristã,
é a
consciência de
pura mordomia.
O salvo
sabe que
não é
nada, nem
dono de
coisa alguma.
Mas quem
sou
eu,
e
quem
é
meu
povo
que
pudéssemos
dar
voluntariamente
estas
coisas?
Tudo
vem
de
Ti,
e
somente
devolvemos
o
que
vem
das
tuas
mãos.
Do
Senhor
é
a
terra
e
a
sua
plenitude,
o
mundo
e
todos
os
que
nele
habitam.
1
Crônicas
29:14
e
Salmo
24:1.
Paul S.
Rees foi
muito feliz
com a
sua afirmação:
Mordomia não
é deixar
uma gorjeta
sobre a
mesa de
Deus; é
a confissão
de uma
dívida
impagável
contraída no
Calvário.
Deus não
somente nos
gerou no
Jardim do
Éden como
nos regenerou
em Cristo,
nos ressuscitando
do Túmulo
do Jardim.
Nós somos
dele por
criação e
pertencemos a
Ele pela
salvação. A
má mordomia
resulta em
nada menos
do que
reter de
Deus aquilo
que lhe
pertence.
A
contribuição evangélica
não é
propriamente uma
estratégia de
levantamento de
fundos, mas
é a
maneira de
Deus levar
o homem
do fundo
de sua
avareza. O
que impede
um homem
entrar no
reino dos
céus não
é o
fato de
possuir
riquezas, mas
o fato
de as
riquezas o
possuírem.
O desastre
de uma
vida próspera
se apresenta
na presunção
orgulhosa de
ser o
dono de
qualquer propriedade
que pertence
unicamente a
Deus. Por
isso, a
verdadeira conversão
diz respeito
à transformação
do coração
que envolve
o amor
concentrado na
alegria voluntária
da generosidade
liberal, que
se manifesta
na consciência
administrativa da
mordomia cristã.
Em tudo
o
que
fiz,
mostrei-lhes
que
mediante
o
trabalho
árduo
devemos
ajudar
os
fracos,
lembrando
as
palavras
do
próprio
Senhor
Jesus,
que
disse:
Mais
bem-aventurada
coisa
é
dar
do
que
receber.
Atos
20:35.
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