O
TESTEMUNHO DA VIDA DO
PR. ANTONIO ABUCHAIM
Por: Anésia Abuchaim
01/01/2005
Por: Anésia Abuchaim
01/01/2005
Não
desanimará,
nem
se
quebrará
até
que
ponha
na
terra
o
direito;
e
as
terras
do
mar
aguardarão
a
sua
doutrina.
Isaías
42:4.
Filho
de
Felício
Abuchaim
e
Anna
Dorta.
Ele,
libanês,
ela,
brasileira.
Nasceu
em
Itajubi,
interior
de
São
Paulo,
em
23
de
outubro
de
1919,
era
o
mais
velho
de
10
irmãos.
Converteu-se
ao
Evangelho
bem
jovem
e,
por
querer
servir
a
Deus
como
Pastor,
seu
pai
o
expulsou
de
casa,
pois
queria
que
ele
fosse
médico.
Seu
Felício
era
da
seita
Maronita
e
odiava
os
evangélicos.
Anos
mais
tarde,
Pastor
Abuchaim
lhe
pregou
a
Palavra
e
ele
se
rendeu
ao
Senhor.
Morreu
convertido
e
testemunhando
da
graça
de
Deus.
Dona
Anna
morreu
anos
antes
do
marido,
também
regenerada.
Foi
consagrado
ao
Ministério
Pastoral
no
dia
8
de
junho
de
1941.
Mesmo
como
Pastor
que
agradava
em
cheio
ao
seu
rebanho,
não
tinha
vitória
sobre
certos
pecados
prediletos.
Lutava
desesperadamente
para
deles
se
livrar
e
não
conseguia.
Ele
já
ouvira
um,
Pastor
Leto
,falar:
Nós
morrer
Cristo
para
o
pecado.
Pastor
Abuchaim
dizia:
Coitado!
Ele
não
aprendeu
português
direito,
o
certo
é:
Cristo
morreu
por
nossos
pecados.
Mas
um
dia,
lendo
Romanos
6:1-2,
Deus
lhe
revelou
que
havia
uma
morte
para
o
pecado.
Começou
a
clamar
ao
Senhor
que
lhe
desse
esta
morte.
E
Deus
não
tardou
em
levá-lo
ao
verso
6
do
mesmo
capítulo.
Sabendo
isto:
que
o
nosso
velho
homem
foi
com
Ele
crucificado...
O
Espírito
Santo
fez
este
foi
grudar
na
sua
mente
dia
e
noite,
até
que
desceu
para
o
coração
em
forma
de
fé
e
ele
encontrou
descanso
e
a
tão
desejada
vitória
sobre
toda
e
qualquer
forma
de
pecado.
Aleluia!
Antes
da
sua
experiência
de
Novo
Nascimento,
Pr.
Abuchaim
era
muito
envolvido
com
a
liderança
Batista.
Foi
Presidente
da
junta
Mato-grossense,
Secretário
da
mesma
e
outros
cargos
mais.
Sempre
gostou
do
trabalho
itinerante.
Era
muito
polêmico,
com
isto,
muito
apreciado
por
uns
e
detestado
por
outros.
Depois
da
experiência
da
Regeneração,
deixou
os
cargos
e
pegou
as
cargas.
Passou
a
ser
perseguido
e
até
odiado
por
alguns
dos
seus
antigos
colegas.
Mas
longe
de
desanimar,
isto
o
estimulava
a
continuar
pregando
a
única
verdade
que
liberta.
Seu
tema
predileto
era:
A
morte
do
homem
velho.
(Eu
sou
fruto
desta
preciosa
verdade.
Graças
a
Deus!!!).
E
daí
em
diante mais
detestado
ainda
e
muito
perseguido.
Deus
colocou
no
coração
do
Pastor
Abuchaim
uma
paixão
muito
grande
pelas
almas
perdidas,
e
em
especial,
pelos
pobres.
Ele
começou
a
ver
a
necessidade
dos
povos
ribeirinhos
e
ilhéus.
Povo
esquecido,
povo
carente
de
tudo,
povo
totalmente
abandonado.
Deus
o
chamou
para
esse
campo.
Ele,
juntamente
com
alguns
irmãos
no
interior
de
São
Paulo,
construíram
um
barco
de
madeira,
movido
por
um
motor
de
carro
Ford
29,
e
com
esse
barco
ele
começou
os
trabalhos
no
rio
Paranapanema.
O
barco
era
muito
precário
e
não
dava
para
ir
muito
longe.
Então
começou
a
sonhar
com
outro
melhor
e
que
pudesse
atingir
as
ilhas
do
rio
Paraná.
Mãos
à
obra!
Não
demorou
muito
e
o
segundo
barco
já
estava
singrando
as
águas
do
rio
Paraná
e
alguns
dos
seus
afluentes.
Ele
mudou-se
para
Porto
Rico
e
deu
continuidade
ao
trabalho.
Visitava
as
ilhas
e
as
barrancas
do
rio
Paraná,
levando
roupas,
calçados,
cobertores,
alimentos,
remédios
e
em
especial
a
Palavra
de
Deus
para
aquela
gente
que
tanto
amava.
Anos
mais
tarde
o
Senhor
o
levou
para
Presidente
Epitácio,
onde
construiu
o
terceiro
barco
de
madeira,
pois
o
anterior
foi
à
pique.
Ali
ficou
mais
ou
menos
no
meio
do
campo
do
trabalho
fluvial.
Um
mês
ele
viajava
rio
acima,
no
outro,
rio
abaixo.
Sempre
havia
ajuda
de
irmãos
que
davam
uns
dez
dias
de
suas
férias
ou
suas
folgas,
para
viajar
com
ele.
O
barco
era
um
verdadeiro
Seminário,
pois
nele
havia
dois
estudos
bíblicos
por
dia,
e
todos
os
que
viajavam
no
barco,
aprendiam
a
pregar
para
aquela
gente.
Ele
ainda
construiu
o
quarto
barco,
mas
este
era
de
ferro.
Quando
o
trabalho
do
rio
terminou,
este
barco
foi
doado
aos
Batistas
mato-grossenses,
sendo
então
levado
para
a
bacia
do
Prata,
naquele
estado.
Em
cada
lar,
era
deixada
uma
Bíblia
e
a
Palavra
anunciada
nos
seus
corações.
Somente
na
eternidade
é
que
saberemos
quantos
foram
alcançados
pela
graça
de
Deus.
Sei
que
não
foram
poucos.
Todos
os
donativos
distribuídos,
vinham
de
doações
do
povo
de
Deus.
Os
alimentos
eram
comprados
com
as
ofertas
recebidas
pelo
Pastor
Abuchaim
em
suas
conferências
pelo
Brasil
a
fora.
Deus
nunca
deixou
o
barco
parado
por
falta
de
provisão.
Sempre
havia
recursos
para
suprir
cada
necessidade.
Aleluia!
Toda
autoridade
ministerial
do
Pastor
Abuchaim
vinha
da
Palavra
de
Deus
e
do
Espírito
Santo.
Se
muitos
não
têm
esta
autoridade,
o
problema
não
está
do
lado
de
Deus,
pois
Fiel
é
o
que
vos
chama,
o
qual
também
o
fará.
1
Tessaloncenses
5:24.
Deus
chamou
o
Pastor
Abuchaim,
e
o
mesmo
Deus
fez
a
obra
através
dele.
Glória
pois
a
Ele!
Pr.
Abuchaim
sempre
estava
disposto
a
pregar
a
Palavra
em
qualquer
lugar
onde
Deus
abria
uma
porta.
Foi
a
Rondônia
várias
vezes,
inúmeras
vezes
ao
Nordeste.
Hoje
podemos
ver
os
frutos
desse
trabalho,
com
grupos
em
vários
estados
do
nosso
Brasil,
crendo
e
pregando
a
Palavra
da
cruz.
Era
irrequieto,
ninguém
o
segurava
em
casa.
Em
Londrina,
fazia
estudo
bíblico
todas
as
manhãs
em
nossa
casa,
com
quem
quisesse
participar.
Saía
para
visitar
pessoas
nos
hospitais,
saía
para
fazer
visitas
nos
lares.
Fazia
culto
em
várias
casas.
Uma
vez
por
semana
tinha
culto
em
nossa
casa.
Pregava
na
Igreja,
pregava
nos
acampamentos,
pregava
nas
cidades
circunvizinhas.
E
ainda
achava
tempo
para
escrever,
para
tocar
seus
instrumentos
e
compor
seus
cânticos.
Cri
por
isso
falei...
2
Coríntios
4:13,
ele
acreditava
que
viria
um
avivamento
verdadeiro
em
nossa
Pátria,
pelo
Novo
Nascimento.
Por
isso
pregava
com
tanta
certeza,
com
tanta
paixão
e
com
firmeza
a
Palavra
da
cruz.
Deus
me
deu
a
graça
de
ser
sua
companheira
nos
seus
últimos
13
anos
de
vida.
Primeiramente,
o
Senhor
nos
uniu
no
Ministério,
depois
nos
uniu
em
casamento.
Sempre
que
possível
o
acompanhava
nas
viagens
e
nos
trabalhos.
Fui
muito
abençoada
com
a
Palavra
que
a
cada
dia
Deus
lhe
revelava.
Não
tenho
uma
lembrança
que
marcou
a
minha
vida.
Tenho
todas
as
lembranças
do
tempo
que
Deus
nos
concedeu
juntos.
Uma
coisa
tenho
pedido
a
meu
Pai:
que
me
faça
pregar
a
Sua
Palavra
e
testemunhar
do
seu
Nome,
enquanto
houver
um
sopro
de
vida
em
mim,
como
Ele
fez
com
o
meu
amado.
Filipenses
1:20
diz:
Segundo
a
minha
intensa
expectação
e
esperança,
de
que
em
nada
serei
confundido;
antes,
com
toda
a
confiança,
Cristo
será,
tanto
agora
como
sempre,
engrandecido
no
meu
corpo,
seja
pela
vida,
seja
pela
morte.
Estávamos
em
Recife,
terminando
uma
série
de
conferências.
Era
uma
segunda
feira,
no
dia
seguinte
estaríamos
saindo
para
a
Paraíba,
depois
para
o
Ceará
e
finalmente,
para
Teresina
no
Piauí.
Mas
meu
Pai
resolveu
levá-lo
para
o
Lar
celestial.
Era
dia
8
de
Junho
de
1992,
às
21
horas.
Exatamente
o
dia
e
a
hora
em
que
ele
completava
51
anos
de
ministério.
O
Pai
o
levou
para
comemorar
esta
data
na
glória.
Aleluia!
Ele
deixou
uma
profunda
dor
no
coração
dos
que
o
amavam,
o
meu
sangra
até
hoje,
mas
me
curvo
diante
da
vontade
soberana
do
meu
Deus;
e
O
adoro
de
todo
coração,
porque
sei
que
o
meu
amado
já
está
gozando
da
presença
eterna
do
Senhor
que
tanto
amava.
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