COM MAIS
EXATIDÃO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/08/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/08/1998
Apolo
era um
judeu convertido
ao cristianismo,
natural de
Alexandria, uma
das principais
cidades universitárias
da Grécia,
que chegou
a Éfeso
com muito
entusiasmo. Ele
era um
orador eloqüente
que possuía
grande conhecimento
das Escrituras
Sagradas, e
que conseguia
arrebatar os
seus ouvintes
com a
sua cultura
e oratória.
Era uma
per-sonalidade atraente
dotada de
um profundo
zelo espiritual.
Homens flamejantes
são
invencíveis. O
inferno
estremece
quando os
homens se
incendeiam.
Mas este
homem, apesar
de sua
grande capacidade
e sua
tremenda influência
moral era
impreciso no
caminho de
Deus. Ele
era preparado
e culto,
contudo o
seu conhecimento
da doutrina
dos batismos
estava restrito
apenas ao
batismo gelado
de água
fria.
O
escritor da
epístola aos
Hebreus, no
capítulo 6:1-2,
chama de
ensino elementar
a instrução
a respeito
dos batismos.
Apesar do
seu diploma
superior e
de sua
coragem audaz,
Apolo encontrava-se
desaprovado nos
fundamentos da
cartilha. Sua
pregação era
persuasiva, mas
sua mensagem
inexata. Expressivo
na dissertação
e desajeitado
no seu
conteúdo. Ele
con-vencia a
sua platéia,
porém deixava
veneno suficiente
para deformar
as suas
ovelhas. Nada
pode ser
mais trágico
para a
pregação do
Evangelho do
que a
inexatidão. A
verdade precisa
ser proclamada
em sua
absoluta precisão.
As receitas
que não
obedecem à
risca as
prescrições, causam
tragédias irreparáveis.
Alguns labo-ratórios,
hoje em
nosso País,
estão sendo
processados pela
adulteração na
dosagem dos
elementos. Não
se trata
de radicalismo,
mas de
pura exatidão
com respeito
às bulas
que envolvem
tanto a
saúde física,
como a
vida eterna.
Apolo era
preciso no
caminho do
Senhor, mas
não era
exato. Por
este motivo
o casal
Priscila e
Áquila tomaram
a iniciativa
de levar
o pregador
paraa sua
casa e
tratar da
exatidão concernente
ao Reino
de Deus.
Saber
sobre o
batismo de
João era
insuficiente para
abordar todas
as implicações
da obra
salvadora. Como
falar da
transformação dos
corações sem
apresentar o
batismo da
morte em
Cristo? É
correto afirmar
que Cristo
morreu na
cruz em
nosso benefício.
Está certo
dizer que
Ele nos
substituiu, quando
foi pregado
por nós
no madeiro.
Contudo, esta
mensagem não
é exata,
se não
apresentarmos a
nossa inclusão
juntamente com
Cristo, como
a expressão
do nosso
batismo na
morte. Ou
vocês
não
sabem
que
todos
nós,
que
fomos
batizados
em
Cristo
Jesus,
fomos
batizados
em
sua
morte?
Romanos
6:3.
O enfoque
deste texto
não é
o batismo
nas águas,
mas a
imersão na
morte de
Cristo. O
que o
apóstolo Paulo
está apontando
aqui é
nossa inserção
ou envolvimento
na morte
compartilhada juntamente
com Cristo.
Podemos até
asseverar que
o batismo
nas águas
tipifica ou
simboliza a
realidade espiritual
que aconteceu
no batismo
da morte.
Mas uma
coisa difere
da outra.
Ser batizado
em água
não significa
que estamos
crendo em
nossa morte
juntamente com
Cristo. É
imprescindível uma
pregação exata,
para que
haja uma
compreensão correta
dos fatos.
Apolo conhecia
apenas o
batismo de
João. Por
este motivo
o apóstolo
Paulo teve
que consertar
o sistema
da igreja,
quando chegou
em Éfeso,
pois as
ovelhas do
rebanho de
Apolo não
tinham recebido
o Espírito
Santo. Vocês
receberam
o
Espírito
Santo
quando
creram?
Eles
res-ponderam:
Não.
Ainda
nem
sequer
ouvimos
que
existe
o
Espírito
Santo.
Então,
que
batismo
vocês
receberam?
perguntou
Paulo.
O
batismo
de
João,
responderam
eles.
Atos
19:2-3.
Tudo
indica que
Apolo nada
sabia do
batismo no
Espírito Santo
e o
batismo de
fogo. Ele
era um
grande pregador,
culto e
eloqüente, entretanto,
não era
exato: eloqüência
e ignorância
algumas vezes
andam juntas.
E foi
exatamente este
ponto que
levou o
casal a
se preocupar
com este
grande mensageiro.
Não podemos
descuidar da
exatidão da
mensagem. E
lhe
explicaram
com
mais
exatidão
o
caminho
de
Deus.
Não resta
dúvida que
trataram enfaticamente
da pessoa
de Jesus
Cristo e
de sua
morte e
ressurreição, mas
também salientaram
a doutrina
exposta no
Novo Testamento
que destaca
a experiência
de fé
de nossa
morte e
ressurreição com
Cristo, para
que o
Espírito Santo
venha ter
a plenitude.
A verdade
bíblica apela
para os
dois lados
da realidade:
A morte
de Cristo
na cruz,
nos subs-tituindo,
e a
nossa morte
juntamente com
Cristo, nos
incluindo. Eu
estou
crucificado
com
Cristo.
Assim
já
não
sou
eu
quem
vive,
mas
Cristo
vive
em
mim.
A
vida
que
agora
vivo
no
corpo,
vivo
pela
fé
do
Filho
de
Deus,
que
me
amou
e
se
entregou
por
mim.
Gálatas
2:20.
A
exatidão da
mensagem tem
resultados firmes
e transformações
radicais.A principal
necessidade da
igreja dos
nossos dias
é uma
insistência arrojada
com a
exatidão da
mensagem do
Evangelho, para
que as
experiências de
conversões sejam
de fato
manifestações de
fé e
não mero
assentimento intelec-tual.
Um pequeno
erro na
base de
lan-çamento do
foguete pode
causar um
grande afastamento
do alvo.
Uma oratória
eloqüente pode
agradar as
multidões, mas
somente a
doutrina clara
e correta
é capaz
de informar,
convencer e
influenciar, para
que pela
revelação do
Espírito o
homem seja
transformado integralmente.
A Palavra
de Deus
é uma
coisa muito
sagrada, e
a pregação
é uma
obra muito
solene, para
que se
brinque com
elas.
Eu exorto
sole-nemente:
Pregue
a
Palavra,
esteja
preparado
a
tempo
e
fora
de
tempo,
repreenda,
corrija,
exorte
com
toda
paciência
e
doutrina.
Pois
virá
o
tempo
em
que
não
suportarão
a
sã
doutrina;
pelo
contrário,
sentindo
coceira
nos
ouvidos,
segundo
os
seus
próprios
desejos
juntarão
mestres
para
si
mesmos.
Eles
se
recusarão
a
dar
ouvidos
à
verdade,
voltando-se
para
os
mitos.
Você,
porém,
seja
sóbrio
em
tudo,
suporte
os
sofrimentos,
faça
a
obra
de
um
evangelista,
cumpra
plenamente
o
seu
ministério.
2
Timóteo
4:2-5.
É preciso
pregar a
verdade de
Deus com
exatidão, com
seriedade, com
solenidade e
profundo amor
às vidas
enleadas na
rebeldia do
pecado.
A
nossa pregação
não pode
ser um
dis-curso político
à cata
de votos,
nem um
arrazoado diplomático
em busca
de um
acordo. Ela
é fundamentalmente
uma proclamação
da verdade
de Deus
sem qualquer
conformação às
conveniências humanas.
Por isso,
a principal
carac-terística da
pregação cristã
é sua
maior exatidão
com os
fatos revelados
na Pa-lavra
de Deus.
Não é
a aceitação
do ou-vinte
que nos
estimula no
ministério da
proclamação do
Evangelho, mas
a real
integração com
a vontade
de Deus,
dentro da
exatidão de
sua Palavra.
Não estamos
desprezando ou
descartando as
decisões, pois
se a
pregação não
visa a
conversão do
pecador, ela
está fora
de foco;
mas prefiro
ser compreendido
por um
punhado de
pessoas que
receberam com
seriedade a
exatidão da
verdade, do
que ser
admirado por
uma multidão
ávida de
entretenimen-to. A
verdade do
Evangelho não
faz bar-ganha
com os
pecadores, para
que eles
aceitem um
Salvador sem
qualquer significado.
De fato,
a mensagem,
com mais
exatidão, requer
o recebimento
do Salvador
sob a
evidência da
total negação
do pecador.
Uma das
características
dos falsos
profetas e
pregadores tem
sido sempre
pregar o
que o
povo quer
ouvir.
Mas, a
marca dos
pregadores com-prometidos
com a
verdade de
Deus é
pregar com
destemor a
Palavra de
Deus em
sua maior
exatidão, a
fim de
permitir o
melhor exame
da verdade.
Os
bereanos
eram
de
caráter
mais
nobre
do
que
os
tessalonicenses,
pois
receberam
a
mensagem
com
grande
interesse,
examinando
todos
os
dias
as
Escrituras,
para
ver
se
tudo
era
assim
mesmo.
Atos
17:11.
J. Blanchard
corrobora: Nunca
se coloque
na posição
em que
você precise
esvaziar a
mensagem para
adaptá-la ao
método.
O perigo
que envolveu
Apolo continua
ameaçando a
igreja contemporânea.
Muitas vezes,
um pregador
agradável é
aquele que
fala ape-nas
aquilo que
as pessoas
gostam de
ouvir, omitindo
os detalhes
que visam
a maior
exatidão. Deste
modo, uma
verdade descaracterizada
pode ser
mais danosa
do que
uma heresia
completa. Todas
as
tuas
palavras
são
verdadeiras;
todas
as
tuas
justas
leis
são
eternas.
Salmo
119:160.
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