O TÚMULO
VAZIO PREENCHENDO A VISÃO
MISSIONÁRIA
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/01/2005
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/01/2005
A
morte
é
o
fim
da
esperança.
O
crepúsculo
da
sexta-feira
trouxe
as
densas
trevas
de
uma
noite
carregada
e
pôs
uma
pá
de
cal
na
expectativa
dos
discípulos.
Oscar
Cullman
sugere
que
a
traição
de
Judas
era
conseqüência
da
desilusão.
Um
Messias
mortal
se
revelava
como
um
beco
sem
saída.
Judas,
provavelmente
membro
de
um
partido
político
de
esquerda,
viu
a
sua
perspectiva
de
libertação
atirada
no
lixo.
Muita
gente
trai
quando
se
sente
traída.
Quando
Jesus
começou
a
falar
de
sua
morte
na
cruz,
os
seus
discípulos
começaram
a
encrencar
com
essa
proposta.
Pedro,
por
exemplo,
ficou
irredutível
e
procurou
dissuadir
Jesus
da
estranha
idéia
de
ir
para
a
cruz,
a
fim
de
ser
espetado
num
espetáculo
trágico.
E
Pedro,
chamando-o
à
parte,
começou
a
reprová-lo,
dizendo:
Tem
compaixão
de
ti,
Senhor;
isso
de
modo
algum
te
acontecerá.
Mateus
16:22.
Um
Cristo
morto
representava
a
falência
do
projeto
que
apontava
em
direção
à
redenção
de
Israel.
A
morte
de
Jesus
cheirava
a
fracasso.
Ninguém
poderia
admitir
o
triunfo
de
um
líder
crucificado,
por
isso
a
reação
contrária
de
todos
os
discípulos
de
Jesus.
Mas
a
morte
de
Jesus
Cristo
na
cruz
tinha
outro
proponente,
com
um
enfoque
diferente.
Deus
estava
por
trás
da
tragédia
do
Calvário.
Jesus
era
o
representante
federal
de
uma
humanidade
decaída
e
a
sua
morte
abrangia
a
totalidade
dos
eleitos
que
o
Pai
quer
salvar.
A
sombria
tarde
daquele
dia
sinistro
tinha
as
marcas
da
justificação
do
pecador.
A
morte
de
Cristo
Jesus
era
uma
morte
globalizada
que
incluía
todos
os
pecadores
escolhidos
pelo
amor
soberano
do
Pai.
Mas
os
discípulos
não
entendiam
o
segredo
da
graça
e
ficaram
desanimados
com
o
episódio
da
cruz.
A
sexta-feira
foi
o
fenecimento
da
esperança.
A
tristeza
tomou
conta
da
primeira
turma
e
as
portas
da
academia
da
fé
ficaram
trancadas
com
medo
dos
judeus.
Ao
cair
da
tarde
daquele
dia,
o
primeiro
da
semana,
trancadas
as
portas
da
casa
onde
estavam
os
discípulos
com
medo
dos
judeus,
veio
Jesus,
pôs-se
no
meio
e
disse-lhes:
Paz
seja
convosco!
João
20:19.
A
tristeza
e
o
medo
abafaram
a
missão
do
colégio
apostólico.
Eles
haviam
perdido
o
rumo.
Uma
pessoa
consternada
e
tímida
não
tem
nada
a
dizer.
O
mutismo
dos
discípulos
vem
da
falta
de
uma
visão
clara
da
tumba
vazia.
A
ressurreição
é
o
motivo
principal
da
pregação
do
evangelho,
ainda
que
a
cruz
seja
a
causa
da
comissão
evangelística.
O
evento
que
encheu
o
coração
dos
discípulos
de
esperança
e
os
tornou
mensageiros
do
evangelho
da
graça
foi
a
visão
do
sepulcro
vazio.
A
aurora
do
primeiro
dia
suscitou
um
novo
ânimo
aos
decepcionados.
Ora,
se
Cristo
ressuscitou
de
fato,
então
há
perspectiva
para
uma
humanidade
transtornada
pelo
pecado.
As
portas
da
casa
onde
se
reuniam
os
primeiros
membros
da
igreja
ficaram
fechadas
até
que
o
Senhor
da
vida
trouxesse
luz
ao
episódio
da
ressurreição.
Jesus
entrou
na
casa
sem
abrir
a
porta,
causando
espanto
aos
incrédulos,
mas
também
abrindo
o
coração
deles
para
o
grande
triunfo
sobre
o
pecado
e
a
morte.
Jesus
Cristo
ressuscitado
é
o
Senhor
e
Salvador
dos
pecadores
desenganados.
A
ressurreição
de
Cristo
Jesus
é
a
prova
evidente
que
a
morte
foi
vencida
e
o
pecado
perdeu
a
sua
força
de
condenação.
A
história
da
crucificação
não
termina
com
um
funeral,
mas
com
um
festival
de
aleluia.
O
anjo
anunciava
às
mulheres
com
júbilo:
Ele
não
está
aqui;
ressuscitou,
como
tinha
dito.
Vinde
ver
onde
ele
jazia.
Mateus
28:6.
O
ponto
de
vista
da
tumba
desocupada
foi
o
fato
que
deu
a
abertura
para
a
visão
missionária.
As
mulheres
saíram
do
cemitério
com
o
coração
repleto
de
alegria,
ainda
que
assustadas
com
o
lance,
mas
cheias
da
mensagem
alvissareira
do
evangelho
da
graça.
E,
retirando-se
elas
apressadamente
do
sepulcro,
tomadas
de
medo
e
grande
alegria,
correram
a
anunciá-lo
aos
discípulos.
Mateus
28:8.
A
pregação
verdadeira
do
evangelho
começa
com
a
visão
convincente
da
morte
e
ressurreição
de
Cristo.
As
testemunhas
são
as
únicas
pessoas
que
podem,
falar
de
fato,
daquilo
que
presenciaram.
Pedro
e
João,
quando
estavam
sendo
ameaçados
pelas
autoridades
judaicas,
para
que
não
pregassem
a
Jesus
ressuscitado,
disseram:
pois
nós
não
podemos
deixar
de
falar
das
coisas
que
vimos
e
ouvimos.
Atos
4:20.
Somente
as
testemunhas
podem
testemunhar.
No
plano
da
evidência
histórica,
apenas
os
discípulos
que
viveram
no
tempo
de
Jesus
são
as
testemunhas
oculares.
Todavia,
do
ponto
de
vista
teológico
e
espiritual,
todos
aqueles
que,
pela
fé,
estiverem
envolvidos
no
sacrifício
de
Jesus
são
testemunhas
da
experiência.
Só
pode
testificar
do
evangelho
quem
participa,
mediante
a
fé,
da
morte
e
ressurreição
juntamente
com
Cristo.
A
melhor
notícia
que
o
mundo
já
ouviu
veio
de
uma
sepultura
vazia,
de
onde
Deus
encheu
os
corações
de
esperança,
com
a
mensagem
viva
da
ressurreição.
O
cristianismo
tem
a
sua
base
alicerçada
na
cruz
e
na
ressurreição,
e
esse
túmulo
vazio
serve
como
berço
para
a
igreja
nascente.
James
Denney
afirma:
O
Novo
Testamento
prega
um
Cristo
que
esteve
morto
e
está
vivo,
não
um
Cristo
que
esteve
vivo,
mas
está
morto.
A
seqüela
do
pecado
é
a
morte,
mas
o
resultado
da
salvação
é
a
vida
eterna,
através
do
Cristo
que
morreu
e
ressuscitou.
Se
a
morte
de
Jesus
trouxe
desesperança
para
os
seus
discípulos,
sua
ressurreição
originou
uma
torrente
de
esperança,
capaz
de
enxergar
através
de
nuvens
espessas.
Já
que
Cristo
ressuscitou
não
há
mais
barreira
que
impeça
a
efetivação
de
suas
promessas.
Da
cova
despovoada
nasce
uma
nova
raça
dotada
de
um
entusiasmo
sem
fronteira.
O
cristão
é
filho
da
vida
que
brota
da
morte.
Ele
é
a
síntese
da
cruz
e
da
tumba
vazia.
A
preleção
do
evangelho
sintetiza-se
na
morte
e
ressurreição
de
Cristo
Jesus.
Uma
vez
que
Cristo
morreu
para
nos
levar
a
morrer
em
união
com
ele,
e
ressuscitou
para
ser
a
nossa
vida,
então
nada
pode
nos
angustiar,
desanimar,
desamparar
ou
destruir.
Em
tudo
somos
atribulados,
porém
não
angustiados;
perplexos,
porém
não
desanimados;
perseguidos,
porém
não
desamparados;
abatidos,
porém
não
destruídos;
2
Coríntios
4:8-9.
O
cristão
legítimo
é
herdeiro
do
legado
de
um
túmulo
vazio,
vivendo
cheio
da
visão
excelente
da
graça
plena,
que
o
faz
parceiro
na
divulgação
das
boas
novas
do
evangelho
da
esperança.
E
o
Deus
da
esperança
vos
encha
de
todo
o
gozo
e
paz
no
vosso
crer,
para
que
sejais
ricos
de
esperança
no
poder
do
Espírito
Santo.
Romanos
15:13.
Todo
aquele
que
foi
alcançado
pela
mensagem
suficiente
da
graça,
através
da
morte
e
ressurreição
de
Cristo,
torna-se
também,
por
meio
dessa
mesma
graça,
um
mensageiro
eficiente
do
recado
mais
animador
que
se
pode
dar
a
alguém.
E
disse-lhes:
Ide
por
todo
o
mundo
e
pregai
o
evangelho
a
toda
criatura.
Marcos
16:15.
Um
sepulcro
desabitado
transforma-se
na
mais
eloqüente
pregação
da
esperança
que
se
tem
conhecimento.
Por
outro
lado,
se
não
houver
a
ressurreição
de
Cristo,
o
cristianismo
torna-se
na
mais
espetacular
fraude
que
já
existiu,
e
nós,
cristãos,
nos
tornamos
os
mais
desventurados
seres
da
face
da
terra.
Se
a
nossa
esperança
em
Cristo
se
limita
apenas
a
esta
vida,
somos
os
mais
infelizes
de
todos
os
homens.
1
Coríntios
15:19.
Ora,
se
Cristo
não
ressuscitou,
o
cristianismo
é
uma
tramóia
e
a
fé
cristã,
uma
imbecilidade
sem
grau.
E,
se
Cristo
não
ressuscitou,
é
vã
a
nossa
pregação,
e
vã,
a
vossa
fé;
1
Coríntios
15:14.
Mas
se
Cristo
ressuscitou,
como
disse
J
C
Ryle,
a
certeza
da
esperança
é
mais
que
vida.
É
saúde,
força,
poder,
vigor,
atividade,
energia,
coragem,
beleza.
Creio
que
um
embuste
não
traria
tantos
bens
a
tantos
maus.
Ian
Barclay
sustenta
que
uma
das
características
da
rebelião
espiritual
é
trilhar
caminhos
escusos.
O
cristianismo
de
Cristo
é
muito
claro,
pois
não
há
vestígio
de
falsidade
no
Novo
Testamento.
A
autoridade
da
fé
é
a
revelação
de
Deus,
e
se
a
Bíblia
encerrasse
algum
equívoco,
ela
não
seria
a
palavra
de
Deus,
por
mais
confiabilidade
que
tivesse.
A
ressurreição
de
Cristo
não
é
uma
farsa
montada
pelos
discípulos,
mesmo
porque
uma
mentira
não
conseguiria
transformar
positivamente
o
caráter
mentiroso
dos
seus
próprios
proponentes.
Se
homens
fracos
e
infiéis,
capazes
de
negar
o
seu
Mestre
em
uma
rodinha
de
prosa,
pudessem
ser
convertidos
em
mártires,
por
meio
de
uma
mentira
inventada
por
eles,
teríamos
que
admitir
um
milagre
maior
que
a
própria
ressurreição
de
Cristo.
Só
o
milagre
do
túmulo
vazio
poderia
encher
o
coração
dos
discípulos
da
certeza
da
salvação.
A
regeneração
do
homem
pecador
é
um
produto
da
ressurreição
de
Jesus
Cristo
dentre
os
mortos.
Bendito
o
Deus
e
Pai
de
nosso
Senhor
Jesus
Cristo,
que,
segundo
a
sua
muita
misericórdia,
nos
regenerou
para
uma
viva
esperança,
mediante
a
ressurreição
de
Jesus
Cristo
dentre
os
mortos.
1
Pedro
1:3.
A
visão
espiritual
do
túmulo
vazio,
que
é
produzida
pela
fé,
através
da
Palavra
de
Deus,
nos
garante
uma
certeza
inconfundível
de
que
a
nossa
salvação
é
dom
gracioso,
que
nos
motiva
ao
testemunho.
Como
insistia
Thomas
Brooks,
uma
alma
dominada
pela
certeza
não
está
disposta
a
ir
para
o
céu
sem
companhia.
A
falta
de
convicção
inabalável
da
obra
salvadora
por
meio
de
Cristo
Jesus
é
o
principal
agente
da
apatia
na
pregação.
Sem
a
firmeza
do
evangelho
não
há
como
se
pregar,
com
confiança,
a
sua
mensagem.
Muitos
apregoam
um
sistema
religioso
com
a
presunção
de
estar
pregando
o
evangelho.
Mas
somente
a
segurança
da
ressurreição
de
Cristo,
bem
como
da
nossa
ressurreição
com
Cristo,
pode
assegurar
uma
pregação
legítima
do
evangelho
autêntico.
As
mulheres
que
foram
ver
o
sepulcro
onde
Jesus
havia
sido
sepultado,
saíram
de
lá
ao
romper
da
manhã,
ainda
que
atônitas,
com
duas
certezas:
primeiro,
não
havia
cadáver
na
tumba.
A
fé
cristã
começa
no
primeiro
dia
da
semana,
nas
primeiras
horas
do
dia,
com
uma
certeza
da
vitória.
A
morte
foi
vencida
e
o
Salvador
não
é
um
defunto.
A
segunda
convicção:
esse
fato
precisa
ser
anunciado
a
mais
pessoas.
Quem
tem
a
visão
do
sepulcro
vazio
acaba
transbordando-se
da
incumbência
indispensável
na
proclamação
dessa
mensagem
aos
outros.
A
fé
cristã
não
é
esotérica
nem
exclusivista,
e
a
igreja
não
é
uma
sociedade
secreta.
Não
podemos
levar
todos
a
Cristo,
mas
podemos
levar
Cristo
ao
maior
número
de
pessoas
ao
nosso
alcance.
Mas
lembre-se:
só
a
revelação
do
Espírito
Santo
nos
leva
a
crer
em
nossa
morte
e
ressurreição
com
Cristo,
e
só
a
visão
do
túmulo
vazio
pode
nos
encher
com
a
mensagem
do
evangelho
que
graciosamente
precisa
ser
anunciada.
Contudo,
é
bom
que
se
diga
ainda:
a
missão
mais
elevada
da
igreja
não
é
o
bem-estar
das
pessoas
aqui
na
terra,
nem
mesmo
a
salvação
eterna
que
os
pecadores
gozarão
no
céu,
mas
a
glorificação
de
Deus
acima
de
tudo
e
de
todos.
Porque
fostes
comprados
por
preço.
Agora,
pois,
glorificai
a
Deus
no
vosso
corpo.
Portanto,
quer
comais,
quer
bebais,
ou
façais
outra
coisa
qualquer,
fazei
tudo
para
a
glória
de
Deus.
1 Coríntios 6:20 e 10:31.
1 Coríntios 6:20 e 10:31.
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