O FOCO
DAS ESCRITURAS
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
O
extraordinário mensageiro
do Evangelho,
C. H.
Spurgeon, contou
um fato
marcante de
um velho
pregador que
instruía um
jovem na
arte da
pregação. "Disse-lhe:
Todos os
caminhos levam
a Roma.
Este dito
foi apresentado
no sentido
de que
todo sermão
deve conter
referências a
Cristo. A
maneira de
pre-gar bem
é descobrir
o caminho
que leva
desde o
seu texto
até o
Senhor Jesus
e segui-lo.
Da mesma
maneira como
todos os
povos da
antigüidade ti-nham
um caminho
que se
dirigia a
Roma, assim
também todas
as Escrituras
levam a
Cristo.
-
Mas, disse
o jovem
- e
se não
há nenhuma
ligação entre
o meu
texto e
Cristo? Que
faço então?
-
Meu amigo,
nem deve
pensar na
possibilidade disso;
mas, na
suposição que
isto acontecesse,
você teria
que fazer
um caminho,
ainda que
tivesse de
cruzar valados
e regos,
pois é
absolutamente necessário
chegar até
Cristo antes
de terminar
o sermão."
O
tema central
da Bíblia
é Cristo,
logo a
sua mensa-gem
deve ser
completamente cristocêntrica.
Pregar o
Evangelho é
anunciar Cristo
de uma
maneira enfá-tica
e decisiva,
sem qualquer
rodeio. Apresentar
o senhorio
de Cristo
como opção
deixa-o
francamen-te na
categoria de
acessório para
um carro
novo.
Na verdade,
pregar o
Evangelho é
apontar para
Jesus Cristo
morto e
ressuscitado como
Senhor absoluto
do Universo.
É proclamar
a morte
e ressurreição
de Cristo
e a
nossa morte
e ressurreição
com Cristo.
Paulo,
depois do
seu aparente
fracasso em
Atenas, tomou
uma decisão
rigorosa em
Corinto, que
mudaria por
completo todo
o seu
esquema de
pregação. O
apóstolo não
foi preciso
na sua
exposição no
Areópago, quando
tratou da
ressurreição sem
nada falar
da morte.
Talvez por
isto sua
atitude radical
chegando em
Corinto: Porque
decidi
nada
saber
entre
vós,
senão
a
Jesus
Cristo
e
este
crucificado.
1Coríntios
2:2.
Focalizar Cristo
crucificado e
ressurreto é
a razão
fundamental da
mensagem do
Evangelho, pois
é pela
morte e
ressurreição de
Cristo que
nós somos
tratados profundamente.
Deus nos
envol-veu no
sacrifício de
Cristo, a
fim de
recebermos os
resultados definitivos
da eterna
salvação.
A
boa notícia
do Evangelho
é o
anúncio de
que Jesus
Cristo morreu
a fim
de nos
levar a
morrer juntamente
com Ele,
e ressuscitou
para nos
dar uma
nova vida.
Esta é
a mensagem
da graça
de Deus,
para atingir
os corações
pecadores. Certamente
não teremos
pregado o
Evangelho se
o pecador
não for
confrontado com
os efeitos
permanentes da
obra vicária
de nosso
Senhor Jesus
Cristo. Como
dizia Oswald
Chambers: Quando
você se
achar face
a face
com uma
pessoa com
problema
espiritual,
lembre-se de
Jesus Cristo
na cruz.
Se aquela
pessoa puder
chegar a
Deus de
qualquer outro
modo, então
a cruz
de Jesus
Cristo é
desnecessária.
Se você
puder ajudar
outros com
a sua
compaixão ou
compreensão,
você é
um traidor
de Jesus
Cristo... A
única coisa
que temos
que fazer
é apresentar
Jesus Cristo
crucificado,
levantá-lo o
tempo todo.
Toda doutrina
que não
estiver baseada
na cruz
de Jesus
levará o
ouvinte para
a direção
errada.
George
Whitefield foi
um pregador
insistente com
a mensagem
de Cristo
morto e
ressuscitado. Em
todas as
suas pregações
ele fazia
questão de
ressaltar o
valor poderoso
da obra
de Cristo
crucificado. Spurgeon
conta que
havia um
sujeito abominável
que pertencia
a um
clube de
ateus. Uma
noite foi
escutar um
sermão de
Whitefield e,
na próxima
reunião do
clube, pediu
a palavra
para repetir
ao pé
da letra
o que
tinha escutado,
com o
fim de
caçoar da
pregação. Enquanto
falava imitando
o tom
da voz
e os
gestos de
George Whitefield,
empalideceu, parou,
sentou-se e
logo confessou
a seus
amigos que,
enquanto "pregava,"
o sermão
atingiu seu
coração e
foi convertido.
O clube
de ateus
se dissolveu.
Spurgeon disse
que este
homem foi
o irmão
Thorpe de
Bristol, a
quem Deus
usou poderosamente
para salvação
de muitas
almas.
Não
importa se
você está
zombando de
Cristo crucificado,
pois Ele
é infinitamente
poderoso para
lhe perdoar
e salvar
dos seus
pecados. A
grande evidência
da mensagem
do Evangelho
é o
poder transformador
de nosso
Senhor Jesus
Cristo.
Pregar
a pessoa
de Jesus
Cristo é
pregar a
mensagem da
Bíblia. Richard
Baxter dizia:
Se conseguirmos
pregar somente
Cristo para
o nosso
povo, teremos
pregado tudo
a eles,
porque
aprouve
a
Deus
que,
nele,
residisse
toda
a
plenitude...
porque
Cristo
é
tudo
em
todos.
Colossenses
1:19
e
3:11b.
Tudo o
que Deus
tem para
a humanidade
perdida está
encerrado na
pessoa de
Jesus Cristo.
Tudo que
Deus preparou
para a
sua Igreja
está revelado
em Cristo.
Nada pode
ser dado
a nós
se não
for dado
em Cristo.
Tudo o
que somos
na vida
cristã é
conseqüência da
vida de
Cristo em
nossos corações.
Bendito o
Deus
e
Pai
de
nosso
Senhor
Jesus
Cristo,
que
nos
tem
abençoado
com
toda
sorte
de
bênção
espiritual
nas
regiões
celestiais
em
Cristo.
Efésios
1:3. J.
J. Rousseau,
racionalista francês,
afirmou certa
feita: Se
Cristo não
existiu, os
homens que
escre-veram os
Evangelhos eram
tão grandes
quanto Ele.
É impossível
ao gênero
humano imperfeito
criar um
ser moral
perfeito. Precisamos
repetir como
Theodore Parker:
Seria necessário
um Jesus
para forjar
um Jesus.
Só um
Deus perfeito
pode revelar
a perfeição
tão perfeitamente,
na pessoa
de Jesus
Cristo. Ele,
que
é
o
resplendor
da
glória
e
a
expressão
exata
do
Ser
Divino,
sustentando
todas
as
coisas
pela
palavra
do
seu
poder,
depois
de
ter
feito
a
purificação
dos
pecados,
assentou-se
à
direita
da
Majestade,
nas
alturas,
tendo-se
tornado
tão
superior
aos
anjos
quanto
herdou
mais
excelente
nome
do
que
eles.
Hebreus
1:3-4.
Jesus Cristo
é o
único na
raça humana
que encarna
toda a
perfeição da
divindade, a
fim de
manifestar a
soberana expressão
do amor
de Deus.
Ele é
o foco
de toda
a Bíblia
e a
ênfase de
toda a
mensagem realmente
bíblica.
A
grande crise
que acomete
a igreja
atual vem
configurada pela
superficialidade na
mensa-gem da
pessoa de
Cristo. Não
se pode
negar que
o nome
de Jesus
é muito
usado, mas
Ele é
apenas um
figurante distinto
no programa
do palco
reli-gioso. Ele
é tão
somente um
coadjuvante poderoso
a serviço
do egoísmo
mais deslavado.
Fala-se de
Cristo como
auxiliar, servente,
cooperador, ajudante.
Ele vem
colaborar com
os nossos
projetos.
Porém,
Agostinho foi
muito marcante
quando sustentou:
Não dá
nenhum valor
a Cristo
quem não
lhe dá
valor acima
de tudo.
Ou Cristo
é tudo
em nossa
vida ou
Ele não
é nada
para nós.
Não há
meio termo.
Um Cristo
suplementado é
um Cristo
suplantado.
Ou Cristo
é Senhor
absoluto de
nossas vidas
ou jamais
será apenas
salvador de
insubmissos. Conhecer
a Cristo
não quer
dizer meditar
profundamente sobre
sua natureza
e sua
encarnação, mas
sim conhecer
os benefícios
que sua
obra trouxe
para nós
e nos
submeter totalmente
ao seu
senhorio. A
sua existência
única e
a sua
obra invulgar
nos fazem
voltar completamente
para a
sua pessoa,
esperando o
tudo que
provém dela.
Cristo é
a única
pessoa que
viveu antes
de se
encarnar no
Jesus da
história, e
a única
que vive,
depois de
ter morrido.
Ele é
o centro
da Bíblia
e o
centro da
história. Ele
é a
causa de
nossa salvação
e a
razão de
nosso culto,
por isso,
Digno é
o
Cordeiro
que
foi
morto
de
receber
o
poder,
e
riqueza,
e
sabe-doria,
e
força,
e
honra,
e
glória,
e
louvor...
Àquele
que
está
sentado
no
trono
e
ao
Cordeiro,
seja
o
louvor,
e
a
honra,
e
a
glória,
e
o
domínio
pelos
séculos
dos
séculos.
Amém.
Apocalipse
5:
12-13b.
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