O SINAL
DO NATAL
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/12/1998
Não
há uma
evidência mais
absurda do
que esta.
Os anjos
apontam a
prova do
nascimento do
Salvador, com
a simples
presença de
uma criança
enrolada em
panos e
deitada num
cocho. Nada
pode ser
mais esquisito
para a
visão de
um Deus
Todo-Poderoso, do
que sua
dependência completa.
O Rei
dos reis
nasce no
seio de
uma família
pobre, descende
de um
povo escravizado
e tem
como berço
um tabuleiro
de curral.
O Salvador
divino tem
umbigo. O
Criador do
universo se
tornou num
momento uma
simples célula,
passando por
todo o
processo de
gestação. É
humilhante para
o Soberano
Senhor de
todas as
coisas, tornar-se
uma mera
criança subalterna,
sujeita a
todos os
cuidados dos
seres humanos.
Não
estariam os
anjos equivocados
com a
prova do
nascimento do
Salvador? Não
seria melhor
apresentar um
outro sinal
mais contundente
e que
tivesse as
marcas grandiosas
da Divindade?
Aqui, encontramo-nos
diante de
um tremendo
contra-senso. Como
pode o
Soberano Criador
tornar-se subordinado
a uma
situação de
total dependência?
Este despropósito
do razoável
se constitui
a fórmula
de Deus
chegar na
dimensão do
finito. Para
poder salvar
o gênero
humano de
sua teomania,
do seu
desejo de
grandeza e
sua necessidade
de importância,
Deus se
vestiu de
plena humanidade.
O Natal
é a
vinda de
Deus na
estatura de
homem, e
na forma
humana, do
tamanho de
criança. A
medida de
um bebê
é a
extensão do
Salvador. Porque
um
menino
nos
nasceu,
um
filho
se
nos
deu;
o
governo
está
sobre
os
seus
ombros;
e
o
seu
nome
será:
Maravilhoso
Conselheiro,
Deus
Forte,
Pai
da
Eternidade,
Príncipe
da
Paz.
Isaías
9:6.
Deus
virou criança.
Um neném
agora é
o único
sinal apontado
pelos anjos
aos pastores.
Como vocês
vão saber
que nasceu
na cidade
de Davi
o Salvador?
Apenas um
recém nascido
embrulhado em
cueiros, testemunha
a presença
de Deus
no mundo.
É extraordinária
a metodologia
dos céus.
Deus abala
as estruturas
humanas com
um bebê,
e não
com bomba.
Enquanto nós
provamos nossa
estatura pelo
pedestal, Deus
revela sua
grandeza pelo
esvaziamento. O
homem exibe
a sua
dignidade pela
exaltação, mas
Deus mostra
que a
humildade é
a maior
manifestação de
sua glória.
O trono
elevado de
Deus está
posto na
soleira do
porão. Uma
criancinha de
colo deitada
numa cocheira
se constitui
na mensagem
mais nobre
de que
Deus está
no mundo,
a fim
de salvar
os ho-mens
de sua
arrogante suspeita
de elevação.
O
sinal do
Natal é
o limite
de uma
criança. Ninguém
mais pode
falar da
magnificência divina
do que
a perfeita
dependência infantil.
Senhor,
não
é
soberbo
o
meu
coração,
nem
altivo
o
meu
olhar;
não
ando
à
procura
de
grandes
coisas,
nem
de
coisas
maravilhosas
demais
para
mim.
Pelo
contrário,
fiz
calar
e
sossegar
a
minha
alma;
como
a
criança
amamentada
se
aquieta
nos
braços
de
sua
mãe,
como
essa
criança
é
a
minha
alma
para
comigo.
Salmo
131:1-2.
Jesus descansa
no colo
de sua
mãe. Como
criança amamentada
Ele sossega
nos braços
daquela que
o aleita.
Ele era
totalmente Deus
e perfeitamente
homem, mas
agora como
criança dependia
de seus
pais, como
nós humanos
devemos depender
de Deus.
Só a
criancinha satisfeita
e aconchegada
pode dormir
tranqüila no
regaço. Somente
depois que
o homem
se tornar
uma criança,
poderá descansar
no colo
confortável do
Deus Todo-Poderoso.
Disse
Jesus:
Em
verdade
vos
digo
que,
se
não
vos
converterdes
e
não
vos
tornardes
como
crianças,
de
modo
algum
entrareis
no
reino
dos
céus.
Mateus
18:3.
Um
homem da
cidade e
um outro
do campo
caminhavam, certo
dia, por
uma estrada
rural. De
repente o
citadino perguntou:
- Ouviste
este ruído?
- Que
ruído? Indagou
o campesino.
Uma moeda
caíra sobre
as pedras!
Depois de
algum tempo
perguntou o
camponês: -
Estás escutando
isto? -
O que?
Pergun-tou o
urbano companheiro.
- O
mavioso canto
da calhandra!
Destarte, os
dois homens
só ouviam
o que
estavam acostumados
a ouvir.
O mesmo
pode acontecer
com relação
à mensagem
do Natal.
Alguns ouvem
o barulho
dos presentes;
outros ouvem
a voz
de um
Deus presente
na dimensão
de uma
criança.
Jesus
como criança
era o
sinal de
Deus para
os pastores,
e ao
mesmo tempo
apela para
que nós,
convertidos em
crianças, sejamos
o sinal
da regeneração
de Deus
e participantes
do seu
reino. Ninguém
poderá entrar
no reino
de Deus
se primeiro
não for
transformado em
criança, para
recebê-lo como
criança. Em
verdade
vos
digo:
Quem
não
receber
o
reino
de
Deus
como
uma
criança
de
maneira
nenhuma
entrará
nele.
Marcos
10:15.
A criancinha
expressa simplicidade,
confiança e
total dependência.
É impossível
a sua
subsistência sem
a participação
de alguém.
A grande
mensagem do
Natal fala
desta nossa
necessidade. Sermos
transformados em
crianças para
dependermos inteiramente
de Deus.
Somente aqueles
que foram
gerados de
novo, como
crianças, poderão
participar da
alegria permanente
da salvação.
Adão
foi feito
adulto, e
neste estado,
quis ser
como Deus.
Ele não
se contentou
em ser
apenas homem.
Ele não
tinha umbigo,
o que
demonstra sua
vontade de
ser independente.
Jesus foi
gerado criança,
para se
tornar homem.
Jesus era
Deus que
se fez
homem, mas,
na proporção
de um
bebê. Os
homens descendentes
de Adão
querem se
expressar como
grandes deuses,
e se
melindram, quando
são vistos
com procedimentos
pueris de
grandiosidade. A
proposta de
Jesus para
tornar os
seres humanos
verdadeiramente humanos,
e grandes
no reino
de Deus,
é torná-los
como crianças,
sem qualquer
postura de
ostentação. Portanto,
aquele
que
se
humilhar
como
esta
criança,
esse
é
o
maior
no
reino
dos
céus.
Mateus
18:4.
O guarda
roupa dos
membros celestiais
é composto
de camisolas,
fraldas e
macacões. Não
há smokings
nem trajes
de gala.
A numeração
é sempre
baixa para
corresponder às
dimensões da
gurisada, e
a confecção
bastante simples,
pois o
reino de
Deus pertence
aos pequeninos.
Jesus,
porém,
disse:
Deixai
os
pequeninos,
não
os
embaraceis
de
vir
a
mim,
porque
dos
tais
é
o
reino
dos
céus.
Mateus
19:14.
O
sinal do
Natal é
a marca
de uma
criança. Ninguém
melhor para
aproveitar a
vida sem
preocupação nem
angústia do
que um
recém nascido.
Todos da
casa estão
prontos para
cuidar deste
indefeso. Ninguém
poderá viver
a verdadeira
vida espiritual,
se não
descansar completamente
na soberana
graça de
Deus, como
uma criança
de colo.
Por
aquele
tempo,
exclamou
Jesus:
Graças
de
dou,
ó
Pai,
Senhor
do
céu
e
da
terra,
porque
ocultaste
estas
coisas
aos
sábios
e
instruídos
e
as
revelaste
aos
pequeninos.
Vinde
a
mim,
todos
os
que
estais
cansados
e
oprimidos,
e
eu
vos
aliviarei.
Mateus
11:25
e
28.
Quando somos
convertidos em
crianças no
que tange
à malícia
e à
dependência divina,
tornamo-nos simples,
tranqüilos, serenos,
ingênuos e
confiantes em
Deus. Enquanto
o mundo
se agita,
a criança
sossegada descansa
em sua
alma, no
colo paternal.
Tomai
sobre
vós
o
meu
jugo
e
aprendei
de
mim,
porque
sou
manso
e
humilde
de
coração;
e
achareis
descanso
para
a
vossa
alma.
Mateus
11:29.
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