AS
FRONTEIRAS DA ALEGRIA
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/05/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/05/1998
A
alegria é
a marca
distintiva da
vida cristã
autêntica. É
impossível alguém
ser um
cristão e
não gozar
de uma
profunda e
verdadeira alegria.
Fazer parte
do reino
de Deus
e não
ser realmente
alegre, é
negar o
significado essencial
do que
representa este
reino. Porque
o
reino
de
Deus
não
é
comida
nem
bebida,
mas
justiça,
paz
e
alegria
no
Espírito
Santo.
Romanos
14:17.
Muitos podem
estar felizes,
mas não
são contentes.
A felicidade
superficial sem
a santidade
espiritual é
um dos
principais
produtos de
exportação do
inferno,
mas a
alegria que
provem de
Deus é
sinal evidente
de sua
eterna salvação.
Um
cristão sem
alegria é
um difamador
do seu
Senhor.
Não há
nada que
contradiga mais
radicalmente a
fé cristã,
do que
uma vida
descontente. Os
choramingueiros denunciam
a contrariedade
de uma
alma mal-humorada.
A murmuração
desfigura a
legitimidade da
experiência salvadora,
e a
reclamação crítica
faz transparecer
um espírito
amargurado. As
pessoas que
têm por
objetivo
encontrar
falhas,
raramente
encontram outra
coisa,
e este
desgosto pela
vida, acaba
denegrindo a
pessoa daquele,
que dizem
ser o
seu Salvador.
Todos aqueles
que foram
apenas condicionados
com a
mensagem religiosa,
não passam
de inconformados,
sem qualquer
expressão de
genuína alegria.
Mas tentar
apagar a
estrela dos
outros, não
faz a
sua brilhar
mais,
nem apresenta
um bom
testemunho de
sua experiência
espiritual. O
desejo de
comentar a
desgraça dos
outros não
procede da
graça de
Deus.
Billy
Sunday costumava
dizer que
se você
não tem
alegria na
vida cristã,
existe
vazamento em
algum lugar
do seu
cristianismo.
A mensagem
do Evangelho
destituída de
uma expressão
jubilosa, proveniente
de um
coração satisfeito,
é um
contra-senso insustentável.
Fé cristã
sem regozijo
é como
carvão sem
fogo, denuncia
as mãos
de quem
lhe manuseia.
Ninguém pode
dar crédito
ao cristianismo
cuja reputação
ofusca a
exultação do
espírito. O
cristianismo
deve ser
um "aleluia"
da cabeça
aos pés.
Alegrai-vos
sempre
no
Senhor;
outra
vez
digo:
Alegrai-vos.
Filipenses
4:4.
Sem alegria,
nada pode
ser bem
feito, e
uma boa
consciência é
o alicerce
para a
alegria.
Entretanto,
é preciso
fazer distinção
entre a
alegria decorrente
da salvação
e os
risos provocados
pelos divertimentos
desta vida.
Thomas Watson
dizia que
há tanta
diferença
entre as
alegrias
espirituais e
as terrenas,
quanto entre
um banquete
saboreado e
outro pintado
na parede.
Nem toda
alegria é
verdadeiramente alegre.
Há muita
festa que
só serve
para esconder
as dores
da alma.
Prazer e
alegria, não
apenas, não
são sinônimos,
como também
podem ser
profundamente
diferentes,
como céu
e inferno.
A distração
divertida pode
ser um
disfarce para
ludibriar o
vazio de
um coração
pesaroso. Mas,
a hipocrisia
é uma
mentira muito
ruidosa. Talvez
por isso,
o poeta
taciturno lastimou-se:
Tristeza não
tem fim;
felicidade,
sim!
Esta é
uma amostra
sinistra do
pensamento triste
da felicidade
humana. Porventura,
não
sabes
tu
que
desde
todos
os
tempos,
desde
que
o
homem
foi
posto
sobre
a
terra,
o
júbilo
dos
perversos
é
breve,
e
a
alegria
dos
ímpios,
momentânea?
Jó
20:4-5.
Já no
último estalar
da gargalhada,
a nuvem
densa do
desencanto escurece
o céu
lúgubre, da
falta de
significado, para
a vida
que termina
na morte.
Não há
sentido para
quem é
governado pelo
destino da
morte. Se
a nossa
vida se
resume ao
tempo, não
há riso
que consiga
amenizar a
dor da
incerteza. Se
a
nossa
esperança
em
Cristo
se
limita
apenas
a
esta
vida,
somos
os
mais
infelizes
de
todos
os
homens.
1Coríntios
15:19.
A felicidade
que se
limita com
a lápide
da tumba
é a
mais vergonhosa
das filosofias
desanimadoras.
Enquanto
a alegria
deste mundo
é fugidiça,
a alegria
dos santos
de Deus
é permanente.
Em lugar
da
vossa
vergonha,
tereis
dupla
honra;
em
lugar
da
afronta,
exultareis
na
vossa
herança,
por
isso
na
vossa
terra
possuireis
o
dobro
e
tereis
perpétua
alegria.
Isaías
61:7.
Não há
nada que
possa apagar
o valor
eterno da
salvação, nem
sentimento capaz
de toldar
a ex-pressão
de nossa
alegria, em
virtude de
uma tão
grande salvação.
Os salvos
são mais
felizes nas
suas tribulações,
do que
Adão no
paraíso. Regozijar-me-ei
muito
no
Senhor,
a
minha
alma
se
alegra
no
meu
Deus;
porque
me
cobriu
de
vestes
de
salvação
e
me
envolveu
com
o
manto
de
justiça,
como
noivo
que
se
adorna
de
turbante,
como
noiva
que
se
enfeita
com
suas
jóias.
Isaías
61:10.
Walter Cradock
disse: Pegue
um santo,
coloque-o sob
quaisquer
circunstâncias,
e ele
saberá como
regozijar-se no
Senhor, de
sua eterna
salvação.
Jesus
garante aos
seus discípulos
uma alegria
completa e
inapagável. Ele
não promete
ausência de
tribulações, nem
supressão dos
acontecimentos que
produzem tristeza.
A alegria
dos salvos
não é
circunstancial. Ela
não evapora
com a
pressão das
crises, nem
desaparece em
meio às
consternações e
aos abatimentos.
Mesmo nos
momentos mais
trágicos, o
cristão não
tem outro
gesto de
maior impressão,
do que
a alegria
sublime e
interior de
sua verdadeira
salvação. O
apóstolo João
descrevendo a
realidade íntima
da pessoa
de Cristo
e anunciando
a vida
eterna que
estava nele,
procurou enfatizar
a razão
que o
movia a
relatar todas
as implicações
da vida
cristã; Estas
coisas,
pois,
vos
escrevemos
para
que
a
nossa
alegria
seja
completa.
1João
1:4.
Só a
alegria completa
pode se
constituir em
verdadeiro complemento
da fé
cristã. O
Senhor Jesus
apresentou três
motivos, porque
a nossa
alegria, como
cristãos, deve
ser uma
alegria completa.
Primeiro:
Tenho-vos
dito
estas
coisas
para
que
o
meu
gozo
esteja
em
vós,
e
o
vosso
gozo
seja
completo.
João
15:11.
A alegria
plena provem
da relação
de Jesus
Cristo e
sua palavra.
Certamente, nenhuma
revolução que
já ocorreu
na sociedade
pode ser
comparada com
a que
foi produzida
pelas palavras
de Jesus
Cristo.
Firmar os
nossos passos
nas palavras
de Jesus
é estabelecer-se
nos limites
da certeza
e descansar
no perímetro
absoluto do
amor. Todas
as bênçãos
que Deus
tem para
o homem
encontram-se em
Jesus Cristo
e são
dadas por
meio dele,
através de
sua palavra.
Assim como
Cristo é
a raiz
pela qual
o santo
cresce, Ele
é o
caminho pelo
qual o
santo anda.
A maior
felicidade dos
salvos é
gozar da
intimidade pessoal
do Senhor,
por meio
das suas
doces palavras.
Segundo:
Até
agora
nada
tendes
pedido
em
meu
nome;
pedi
e
recebereis,
para
que
a
vossa
alegria
seja
completa.
João
16:24.
Se a
nossa alegria
mais profunda
deriva da
intimidade da
pessoa de
Jesus Cristo,
nossa alegria
mais abrangente
decorre de
sua autoridade
em nossas
vidas, por
meio de
orações respondidas.
Nada está
fora do
alcance da
oração, a
não ser
aquilo que
está fora
da vontade
de Deus.
Pedir em
nome de
Jesus Cristo
é, deixar
de lado
nossa vontade,
e curvarmo-nos
com alegria
à perfeita
vontade de
Deus. A
oração genuína
espera as
respostas, por
isso, Isaac
Newton dizia:
Todas as
minhas
descobertas têm
sido feitas
em respostas
à oração.
Não há
prova mais
adequada para
configurar a
nossa alegria
do que
a resposta
favorável, segundo
a vontade
de Deus.
Terceiro:
Mas,
agora,
vou
para
junto
de
ti
e
isto
falo
no
mundo
para
que
eles
tenham
o
meu
gozo
completo
em
si
mesmos.
João
17:13.
Os contratos
humanos estão
sempre requerendo
um fiador.
É doloroso
o destino
daqueles que
não têm
alguém que
garanta os
seus empreendimentos.
Mas, a
nossa maior
felicidade se
encontra no
avalista de
nossas vidas.
Quem abona
a nossa
existência aqui
neste mundo
é o
próprio Senhor
do Universo.
A nossa
eterna segurança
tem como
penhor o
gozo completo
de Jesus
Cristo, satisfeito
pela sua
soberana graça.
A essência
da doutrina
da graça
é que
Deus é
por nós.
Assim, somos
aceitos plenamente
pela graça
de Deus
em Cristo,
tornando-nos totalmente
satisfeitos, realizados
e completos
nEle.
Ainda
tinha
muitas
coisas
que
vos
escrever;
não
quis
fazê-lo
com
papel
e
tinta,
pois
espero
ir
ter
convosco,
e
conversaremos
de
viva
voz,
para
que
a
nossa
alegria
seja
completa.
2
João
12.
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