CONVERTIDO
OU CONVENCIDO!
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/07/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/07/1998
Certa
ocasião uma
pessoa me
indagou: Será
que somos
hoje uma
igreja de
convertidos ou
de convencidos?
Não é
fácil identificar
formalmente o
convertido do
convencido. Há
uma grande
dificuldade em
perceber o
perfil correto
de um
convertido, em
face, muitas
vezes, da
conduta exemplar
do convencido.
Com freqüência
enfrentamos uma
séria barreira
na compreensão
adequada da
conversão, porque
os expedientes
condicionadores da
educação religiosa
exercem uma
camuflagem quase
perfeita no
esquema das
aparências. Alguém
já disse
que o
homem reto
tem virtudes
além do
que pode
expressar, mas
o hipócrita
expressa muito
além das
virtudes que
possui.
Sendo assim,
o mimetismo
do convencido
se torna
uma tarefa
extremamente árdua
em parecer
aquilo que
de fato
não é.
O mausoléu
de mármore
enfeita muito
bem a
podridão do
cadáver. Mas
o formalismo
da educação
religiosa é
tão vazio
de significado,
como a
clara do
ovo é
destituída de
sabor. Mesmo
sabendo que
há razoáveis
semelhanças comportamentais
entre um
convertido e
um convencido,
é bom
lembrar que
suas diferenças
são fundamentais
para não
nos deixar
confundidos por
muito tempo.
Uma
coisa é
ser convertido
pela graça
de Deus,
outra bem
diferente é
tornar-se prosélito
de um
sistema religioso.
Jesus desaprovou
a tática
do caçador,
com esta
censura: Ai
de
vocês,
mestres
da
lei
e
fariseus,
hipócritas,
porque
percorrem
terra
e
mar
para
fazer
um
prosélito
e,
quando
conseguem,
vocês
o
tornam
duas
vezes
filho
do
inferno
mais
do
que
vocês.
Mateus
23:15.
Um prosélito
é uma
pessoa convencida
a um
sistema sem
a transformação
do seu
caráter, por
meio da
obra suficiente
de Cristo.
O prosélito
se constitui
num praticante
ritual, privado
totalmente da
vida espiritual.
Mas ele
focaliza com
tanta potência
os seus
holofotes sobre
os outros,
que fica
quase impossível
de enxergar
o que
está acontecendo
por trás
da luz.
Sabemos
muito bem
que o
condicionamento repressivo
de um
sistema religioso
austero, pode
forjar hábitos
morais extremamente
válidos para
convivência social.
Muitas pessoas
em razão
de sua
rígida ética
religiosa estão
livres de
uma vida
na cadeia,
mas não
isentas da
condenação eterna.
A civilidade
institucional nada
tem a
ver com
a etiqueta
espiritual autêntica,
ainda que
as analogias
dificultem o
julgamento. Atos
corretos nem
sempre correspondem
atitudes justificáveis.
Um procedimento
honesto pode
estar motivado
por interesses
imorais ocultos.
Não nos
devemos iludir
com as
aparências: O
tambor, apesar
de todo
o barulho
que faz,
está somente
cheio de
ar.
Convencidos sinceros
podem apresentar
uma peça
teatral bastante
convincente. O
disfarce mais
astuto se
caracteriza por
um rosto
de anjo
encobrindo um
coração de
demônio. Muitos
me
dirão
naquele
dia:
Senhor,
Senhor,
não
profetizamos
nós
em
teu
nome?
E
em
teu
nome
não
expulsamos
demônios?
E
em
teu
nome
não
fizemos
muitos
milagres?
Então
lhes
direi
abertamente:
nunca
vos
conheci.
Apartai-vos
de
mim,
vós
que
praticais
a
iniquidade.
Mateus
7:22-23.
Eis aqui
um grande
problema: Convencer
o convencido
que ele
não é
convertido. É
mais difícil
esmagar uma
meia mentira
do que
uma mentira
completa.
É muito
mais fácil
se pregar
para um
pecador perdido
e perverso,
do que
pregar para
um crente
convencido. Henry
W. Beecher
dizia: A
presunção é
a doença
da alma
humana mais
difícil de
ser curada.
A falsa
conversão é
muito pior
do que
a total
ignorância.
Davi
colocou a
conversão como
conseqüência do
conhecimento dos
caminhos do
Senhor. Na
verdade o
homem precisa
conhecer o
Caminho do
Senhor. Assim
diz
o
Senhor:
Ponde-vos
nos
caminhos,
e
vede;
perguntai
pelas
veredas
antigas,
qual
é
o
caminho,
e
andai
por
ele,
e
achareis
descanso
para
as
vossas
almas.
Mas
eles
disseram:
Não
andaremos
nele.
Jeremias
6:16.
Assim como
Cristo é
a razão
pela qual
o santo
nasce, e
a raiz
pela qual
o santo
cresce, é
também, o
caminho pelo
qual o
santo anda.
Eu sou
o
caminho,
a
verdade
e
a
vida.
E
ninguém
vem
ao
Pai
senão
por
mim.
João
14:6.
A
verdadeira experiência
da conversão
é a
dependência completa
de Jesus
Cristo como
nosso Salvador
e Senhor.
Isto significa
inteira renúncia
de nós
mesmos e
total cobertura
da suficiência
de Cristo.
Andar neste
Caminho é
subordinar toda
a nossa
existência no
perímetro absoluto
de sua
graça.
O
convertido é
alguém que
pela graça
deixou de
se esforçar
para ser
aceito, uma
vez que
Deus já
o aceitou
em Cristo.
Enquanto, o
convencido busca
a sua
aceitação no
exercício enfadonho
do cumprimento
zeloso da
lei. Ninguém
consegue encobrir
aquilo que
Deus revela,
muito menos
manifestar o
que Deus
oculta. Se
não há
revelação do
Espírito a
respeito da
pessoa de
Cristo e
de seu
sacrifício, tão
pouco haverá
consciência real
da obra
da conversão.
Mesmo que
o comportamento
honesto fale
de uma
personalidade digna,
somente a
conversão genuína
pode patentear
a santidade
do coração.
Não devemos
confundir a
santidade produzida
por Jesus
Cristo, com
a honestidade
decorrente de
uma moral
ilibada, firmada
nas bases
da lei.
Muitos homens
ao serem
convertidos não
tiveram mudanças
comportamentais
significativas. O
apostolo Paulo
disse que:
Segundo a
justiça
da
lei,
eu
era
irrepreensível.
Filipenses
3:6b.
A sua
grande transformação
ficou por
conta dos
propósitos ou
intenções do
coração, resultantes
da conversão
operada por
Deus. Paulo
era homem
sério na
sua conduta
e sincero
na filosofia
de vida.
Mas quando
o Espírito
o converteu
a Cristo,
a vida
santa de
Cristo passou
a ser
a santidade
do seu
coração. Alguém
me disse
recentemente de
uma descoberta
gloriosa: Jesus
não só
me substitui
na cruz,
morrendo em
meu favor;
mas me
substitui na
existência,
vivendo em
meu lugar.
Eu estou
crucificado
com
Cristo,
e
já
não
vivo,
mas
Cristo
vive
em
mim.
Gálatas
2:20a.
A santidade
derivada da
conversão é
a própria
suficiência da
vida de
Cristo satisfazendo
as necessidades
mais profundas
do coração.
Se
o convertido
é a
única pessoa
no mundo
que se
encontra perfeitamente
satisfeita por
causa da
santidade de
Cristo manifesta
em seu
interior, o
convencido é
uma pessoa
internamente descontente
em razão
da incoerência
marcante refletida
nas aparências.
Demonstrar na
fachada aquilo
que não
se é
por dentro,
causa um
desconforto insuportável,
capaz das
maiores tragédias.
A máscara
do fingimento
não pode
garantir a
verdadeira felicidade,
pois o
disfarce da
hipocrisia produz
débito insolúvel
na consciência
reprimida. J.
Blanchard afirmou
que a
felicidade
superficial sem
a santidade
espiritual é
um dos
principais
produtos de
exportação do
inferno.
E podemos
ter absoluta
certeza que
é totalmente
impossível haver
santidade espiritual,
se não
houver conversão
cristã legítima.
Assim, a
pessoa convertida
vive pela
fé na
sujeição completa
da suficiência
de Cristo
e na
atitude permanente
de profundo
arrependimento. Quando
a Palavra
de Deus
converte um
homem, tira
dele seu
desespero, mas
não seu
arrependimento,
ensinava C.
H. Spurgeon.
O homem
convertido não
é um
mero convencido
que se
arrependeu e
creu, mas
um contínuo
confiante que
vive arrependido
pela graça
que o
alcançou. Somente
Deus vê
o coração
convertido e
somente o
coração convertido
pode ver
a Deus.
Não confunda
convertido com
convencido, pois
este equívoco
pode ser
fatal. Mas
também, não
julgue a
experiência dos
outros, pois
cada um
tem que
avaliar a
sua própria
experiência. Arrependei-vos,
pois,
e
convertei-vos
para
serem
cancelados
os
vossos
pecados.
Atos
3:19.
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