DEVOTADO
À
VONTADE
DE
DEUS
Glenio Fonseca Paranaguá
Glenio Fonseca Paranaguá
Por
esta
razão,
também
nós,
desde
o
dia
em
que
o
ouvimos,
não
cessamos
de
orar
por
vós
e
de
pedir
que
transbordeis
de
pleno
conhecimento
da
sua
vontade,
em
toda
a
sabedoria
e
entendimento
espiritual;
a
fim
de
viverdes
de
modo
digno
do
Senhor,
para
o
seu
inteiro
agrado,
frutificando
em
toda
boa
obra
e
crescendo
no
pleno
conhecimento
de
Deus,
sendo
fortalecidos
com
todo
o
poder,
segundo
a
força
da
sua
glória,
em
toda
perseverança
e
longanimidade;
com
alegria,
dando
graças
ao
Pai,
que
vos
fez
idôneos
à
parte
que
vos
cabe
da
herança
dos
santos
na
luz.
Colossenses
1:9-12.
O
apóstolo Paulo estava escrevendo esta carta a uma igreja que ele não
conhecia pessoalmente. Ele havia recebido as notícias do crescimento
da igreja, por meio de Epafras, seu amado conservo e fiel ministro de
Cristo, em Colossos. Mas, logo que tomou as informações, foi
motivado para orar continuamente, pela necessidade fundamental que
todos têm, do transbordamento completo, do conhecimento da vontade
de Deus. Paulo colocou a ênfase marcante de uma vida agradável,
frutífera, robusta, perseverante e alegre como resultado do
conhecimento profundo da vontade de Deus. Ele não enxergava outra
alternativa para o progresso cristão, senão pelo discernimento
claro do que é a vontade de Deus.
Enquanto
Protágoras, um dos expoentes da sofística, resume a sua doutrina a
respeito do conhecimento na frase : O homem é
a medida de todas
as coisas; Ambrósio, um dos doutores da
Igreja, sintetizava: A vontade de
Deus é a medida
das coisas. Não é o homem nem a sua
vontade que servem de padrão para o cálculo que valida as bitolas
de uma vida equilibrada. A regra normativa que baliza os termos da
vida compensada, proporcional e harmônica é a suficiência do
conhecimento da vontade de Deus. Certamente que os limites da vontade
finita do homem não podem concorrer com as dimensões absolutas da
inquestionável vontade de Deus. Toda atitude que pretenda rivalizar
estas vontades, promovendo um concurso que ressalte a vontade humana
acima da vontade de Deus, acaba criando uma crise insustentável.
A
segurança que mantém o desenvolvimento da personalidade está
configurada no terreno da soberana vontade de Deus. Todos aqueles que
vivem afinados com a direção divina não precisam sofrer com o
drama da consciência. Não há zuretas hospedados nos abrigos da
providência celestial, nem desorientados velejando nos mares dos
seus propósitos eternos. Deus sempre ilumina
seus túneis. Por isso, a luz de sua Palavra
focaliza muito bem a direitura dos nossos caminhos. João Calvino
costumava dizer: O Senhor não
brilha sobre nós, exceto
quando tomamos sua Palavra
como nossa luz. Buscar
conhecer a vontade de Deus mediante a sua Palavra é todo o programa
de uma vida devotada à vontade de Deus. Por esta
razão, não
vos torneis
insensatos, mas
procurai compreender
qual é a
vontade do
Senhor. Efésios
5:17. O que Deus
pretende, Ele decreta: o
que permite, já previu.
Uma
fé repousada nos ditames da suprema vontade de Deus nunca apela para
os acasos ou eventualidades. O mesmo Deus
que controla o sol
cuida do pardal.Sendo a
vontade de Deus a única rota que devemos palmilhar para chegar no
destino posto, cabe a nós tomarmos algumas decisões para a
dedicação deste programa. Vamos aqui obedecer algumas sugestões
oferecidas pelos ministros do Evangelho, que em outro tempo
procuraram traçar os marcos que identificam esta caminhada. Se
você pensa que está
vendo a arca de
Deus a cair, pode
estar certo de que
está tendo vertigens, dizia
John Newton. Deus nunca ficou sem testemunho neste mundo e jamais
deixou de demarcar nitidamente a sua vontade. Por este motivo é bom
observar atentamente estes pontos relevantes, que especificam a vida
configurada com a vontade de Deus.
Primeiro:
Qualquer coisa que não
seja a vontade de
Deus, não é correta
para o cristão. A fôrma
exclusiva que é capaz de moldar apropriadamente o caráter cristão,
sem deixar cicatrizes ou deformações, é a simples conformação
com a vontade de Deus. Ainda que a vontade de Deus seja frontalmente
contrária à nossa vontade, se quisermos ter uma vida ajustada e
segura, não resta outra extravagância. Alinhar-se totalmente com a
soberana vontade de Deus é a única alternativa viável, para a
correção moral e espiritual de quem quer que seja. Todas
as obrigações morais são
resolvidas na obrigação
da conformidade com a
vontade de Deus. O salmista
percebeu que a sua felicidade encontrava-se no contentamento de fazer
a vontade de Deus. Agrada-me fazer
a tua
vontade, ó
Deus meu;
dentro do meu
coração está
a tua lei.
Salmo 40:8.
Segundo: A vontade de Deus não é apenas algo que devemos entender: é algo que devemos empreender. Esta visão da vontade não é mera informação teórica. Não estamos falando de fantasmas do conhecimento, mas de empresários dos propósitos divinos. Não basta saber qual é a vontade de Deus, é preciso executá-la. Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da Palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, para logo se esquecer de como era a sua aparência. Tiago 1:22-24. Estamos diante de uma tarefa que exige dedicação e não simples recreação especulativa. Somos chamados para sermos empreiteiros de um programa que envolve as intenções e os desígnios de Deus, e não excursionistas veraneando pelos deleites da investigação pretensiosa.
Segundo: A vontade de Deus não é apenas algo que devemos entender: é algo que devemos empreender. Esta visão da vontade não é mera informação teórica. Não estamos falando de fantasmas do conhecimento, mas de empresários dos propósitos divinos. Não basta saber qual é a vontade de Deus, é preciso executá-la. Tornai-vos, pois, praticantes da Palavra e não somente ouvintes, enganando-vos a vós mesmos. Porque, se alguém é ouvinte da Palavra e não praticante, assemelha-se ao homem que contempla, num espelho, o seu rosto natural; pois a si mesmo se contempla, e se retira, para logo se esquecer de como era a sua aparência. Tiago 1:22-24. Estamos diante de uma tarefa que exige dedicação e não simples recreação especulativa. Somos chamados para sermos empreiteiros de um programa que envolve as intenções e os desígnios de Deus, e não excursionistas veraneando pelos deleites da investigação pretensiosa.
Terceiro:
Deus sempre revelará sua
vontade a alguém que
esteja disposto a
cumpri-la. Deus conhece tão bem o coração do homem, que
jamais se ilude com os seus discursos. Não basta dizer; é imperioso
querer. Todos aqueles que investem no objetivo de conhecer, para
desempenhar com inteireza a vontade de Deus, são aquinhoados com a
revelação providencial da vontade divina. Deus jamais sonegou a sua
boa vontade aos homens que estão prontos a viver segundo a sua
vontade. Mas, quando alguém sussurra entre os dentes: Deus
jamais apontou para mim
a sua vontade, faz uma
declaração que denuncia muito mais a sua falta de envolvimento
sério com Deus, do que a desconsideração divina com aquela pessoa.
Não há sociedade dos céus com os impostores, nem a vontade de Deus
se torna viável aos insinceros. Contudo esta vontade se atualiza
cada vez que nos submetemos com a inteireza de coração, e
reivindicamos: Venha o
teu reino,
seja feita a
tua vontade,
assim na
terra como no
céu. Mateus
6:10.
Quarto: A santificação com a vontade divina é o melhor remédio que podemos aplicar aos infortúnios. Ninguém pode roubar a felicidade de uma pessoa que se encontra habitando nos termos seguros da vontade Deus, pois feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom e de mau que acontece na vida. Desde que não há casualidades na vida do cristão, tudo que lhe acontece tem algum propósito determinado pelo conselho da vontade soberana. Nenhuma aflição pode perturbar permanentemente a tranqüilidade de um coração que reconhece a providência divina em todas as coisas que lhe sucedem. Saber, portanto, contabilizar os lucros decorrentes das perdas é uma graça excêntrica, conseqüência poderosa da operação radical, que a vontade de Deus permitiu em nossa jornada de santificação. Assim, enquanto a tempestade se aproxima, regozijemo-nos pela fé, por causa de nosso lugar atrás da porta fechada – em Cristo.
Quarto: A santificação com a vontade divina é o melhor remédio que podemos aplicar aos infortúnios. Ninguém pode roubar a felicidade de uma pessoa que se encontra habitando nos termos seguros da vontade Deus, pois feliz é o homem que vê Deus envolvido em tudo de bom e de mau que acontece na vida. Desde que não há casualidades na vida do cristão, tudo que lhe acontece tem algum propósito determinado pelo conselho da vontade soberana. Nenhuma aflição pode perturbar permanentemente a tranqüilidade de um coração que reconhece a providência divina em todas as coisas que lhe sucedem. Saber, portanto, contabilizar os lucros decorrentes das perdas é uma graça excêntrica, conseqüência poderosa da operação radical, que a vontade de Deus permitiu em nossa jornada de santificação. Assim, enquanto a tempestade se aproxima, regozijemo-nos pela fé, por causa de nosso lugar atrás da porta fechada – em Cristo.
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