CONTRIBUINDO
COM
O
CONTRIBUINTE
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Cada
um
contribua
segundo
tiver
proposto
no
coração,
não
com
tristeza
ou
por
necessidade;
porque
Deus
ama
a
quem
dá
com
alegria.
2
Coríntios
9:7.
A
vida cristã genuína é um produto inteiro da graça de Deus, e a
salvação em Cristo engloba todas as esferas da experiência humana.
Quando Deus nos salva pela nossa crucificação juntamente com
Cristo, salva também nossa mentalidade. Todos aqueles que foram
alcançados pela graça de Deus foram transformados radicalmente na
sua maneira de viver. Um cristão é alguém que recebeu, na
ressurreição com Cristo, a natureza capaz de obedecer alegremente
aos decretos de Deus. Não há cristianismo autêntico se não houver
alegria no cumprimento das ordens de Deus. Alguém já disse que a
alegria é o resultado
natural da obediência do
cristão à vontade de
Deus revelada. É impossível ser
cristão verdadeiro e não ser obediente aos mandamentos de Deus. É
impossível ser um cristão obediente, de fato, e não ser alegre
quando obedece. É possível alguém obedecer sem alegria, mas essa
imposição do dever torna-se insuportável. Até agora, não conheci
alguém que pague os seus impostos com alegria. O espírito fica
indisposto ao pagar imposto.
É
possível, também, um verdadeiro cristão desobedecer aos
mandamentos divinos. Mas, quando desobedece, fica muito triste. A
tristeza freqüentemente acompanha a vida de rebeldia. Ninguém pode
ser realmente feliz fora dos propósitos de Deus. Uma pessoa
transgressora dos mandamentos de Deus pode até ter sucesso na vida,
mas jamais terá contentamento. Satisfação e êxito nem sempre são
sinônimos. O bem-estar social não é traduzido como uma vida
ditosa. Quanta gente afortunada não é venturosa. Tanto a obediência
compulsória como a infração dos princípios de Deus causam
descontentamento da alma. E o reflexo deste sentimento é a
murmuração.
Uma
das esferas que evidenciam uma real experiência com Jesus Cristo é
a maneira como lidamos com o dinheiro. O cabresto monetário é mais
forte do que se pensa. Ninguém pode ser considerado livre se ainda é
dominado pelo poder dominante da economia. Uma pessoa realmente
convertida não vive governada pelas conversões financeiras. A
salvação da alma é também uma salvação do bolso. Poucas
coisas testam mais
profundamente a espiritualidade
de uma pessoa do
que a maneira como
ela usa o dinheiro,
afirma J. Blanchard. Aqui está um retrato
nítido de uma legítima conversão. O que fazemos com o dinheiro
fala muito de perto da qualidade do nosso caráter cristão. A cruz
crucifica a carteira.
Trazei
todos os
dízimos à
casa do
Tesouro, para
que haja
mantimento na
minha casa; e
provai-me nisto,
diz o Senhor
dos Exércitos,
se eu não
vos abrir as
janelas do
céu e não
derramar sobre
vós bênção
sem medida.
Malaquias 3:10.
Deus não precisa de dinheiro. Quando Ele ordena para
trazemos todos os dízimos à casa do tesouro não está querendo
levar vantagem com esse expediente. Ele não está pedindo algo para
si mesmo. O Senhor do universo não vive de gorjetas. A contribuição
no reino de Deus não é uma propina para satisfazer as ambições de
um Deus ganancioso, nem um meio lucrativo de angariar fundos. Do
ponto de vista da verdadeira expressão do cristianismo, a oferta é
um tratamento da graça para o medo da falência e as pressões da
cobiça. Nós aprendemos a ganhar, quando aprendemos a dar com
alegria. O que nos torna ricos neste mundo não é o que tomamos,
mas, sim, o que damos com alegria. Uma vida que sabe repartir conhece
a matemática do céu muito bem. Mais bem
aventurado é
dar que
receber. Atos
20:35b. Spurgeon dizia que muitos
homens ficam de mãos
vazias porque não conhecem
a arte de repartir.
O medo de perder e a ganância por ganhar causam muitos estragos
no equilíbrio da personalidade. Muita gente fica segurando com tanto
zelo a sua contribuição que acaba ficando atrofiada na manifestação
da generosidade. As pessoas raquíticas em contribuir normalmente são
miseráveis e mesquinhas. E ninguém é mais desgostoso com a vida do
que os sovinas.
A
mordomia cristã é a medicina da alma para os efeitos da usura.
Quando aprendemos a contribuir com liberalidade e alegria, ganhamos a
dimensão espiritual de liberdade e percebemos o significado
permanente de emancipação. Não é possível ser um bem aventurado
de Deus e viver mal-humorado na obediência à Palavra de Deus. Vida
liberta indisposta é contradição. Observância das ordenanças
divinas, contrariado, é um sufoco. Ninguém pode viver com
autenticidade uma experiência cristã amuada. A alegria na
contribuição é o resultado da graça, na vida transformada. Santo
Agostinho dizia que o cristão
deve ser um "aleluia"
da cabeça aos pés.
E Lutero reforçava: O cristão deve
ser uma doxologia viva.
Um cristão sem alegria acaba difamando o seu Salvador e Senhor.
A salvação é coisa séria em matéria de alegria. A felicidade no
cristianismo está demarcada em cada expressão vivida em fidelidade
aos princípios de Deus. Alguém já disse que o segredo
da felicidade está
profundamente ligado à
firmeza da fidelidade. Um
homem fiel ao Senhor normalmente é feliz com o Senhor. A obediência
sem alegria é tortura. Ser fiel e não ser feliz é escravatura
emocional. Por isso, a afirmação categórica da Bíblia é:
Alegrai-vos sempre no
Senhor; outra
vez digo:
alegrai-vos. Filipenses
4:4. Ser alegre na contribuição e contribuir
com alegria de coração é um patrimônio rico de uma eterna
salvação, conquistada na cruz. Não basta dar. É preciso dar com
liberalidade. Não é suficiente ser liberal. É preciso que a
liberalidade seja essencialmente alegre, sem ostentação e cheia de
gratidão.
A
Bíblia coloca a contribuição como um privilégio. Não é um mero
dever, mas um grande prazer. A graça de Deus operou de tal maneira
nos crentes da Macedônia que eles buscavam ocasião para serem
participantes no ministério das ofertas. Porque
eles, testemunho
eu, na medida
de suas
posses e
mesmo acima
delas, se
mostraram voluntários,
pedindo-nos, com
muitos rogos,
a graça de
participarem da
assistência aos
santos. 2
Coríntios 8:3
e 4. O
apóstolo Paulo demonstra que eles não foram constrangidos a
contribuir, mas espontaneamente se tornaram cooperadores dos
necessitados. O modelo dos crentes macedônicos é muito diferente do
esquema que corre na igreja atual. Hoje em dia, é preciso fomentar o
encargo das contribuições. É preciso suplicar. Temos visto poucas
pessoas jubilosas quando estão oferecendo sua participação nesse
empreendimento. Muitos contribuem por interesse. Há sempre um jogo
lucrativo que envolve esse procedimento. Alguns o fazem como rotina,
para satisfação das tradições. Outros, ainda, são pressionados
pelos sistemas religiosos, mas, a verdadeira motivação nem sempre é
focalizada.
Cada
um contribua
como tiver
proposto no
coração. A contribuição cristã é assunto
do coração. É indício de amor. É desprendida. É voluntária. É
evidência de um coração co-crucificado com Cristo. Somente os
corações libertos e realmente agradecidos são capazes de ofertar
com alegria. Não é possível ser cristão e não contribuir de
coração, com alegria e liberalidade, com o espírito da maior
gratidão. Todos aqueles que foram convertidos pela graça de Deus em
Cristo são verdadeiramente cooperadores privilegiados na obra do
reino de Deus. Não há desculpas ou evasivas. Cada
um contribua.
Ninguém está isento deste ministério, senão os incrédulos
avarentos e mesquinhos. Cada um contribua de coração, com alegria,
na casa do tesouro, onde está recebendo o alimento espiritual. A
participação do contribuinte deve ser sempre ligada ao ministério
em que está sendo edificado. Mas aquele
que está
sendo instruído
na palavra
faça participante
de todas as
coisas boas
aquele que o
instrui. Gálatas
6:6. O contexto aqui dá a entender que nessas
coisas boas estão relacionadas também as coisas materiais. Isso
pode ser visto ainda no enfoque que o apóstolo Paulo dá, com
relação à oferta feita pelos crentes da Macedônia. Isto
lhes pareceu
bem, e mesmo
lhes são
devedores; porque,
se os gentios
têm sido
participantes dos
valores espirituais
dos judeus,
devem também
servi-los com
bens materiais.
Romanos 15:27.
Não é uma lei de compensação mercantilista, mas a
expressão voluntária de um coração transformado pela obra
suficiente de Cristo crucificado e profundamente agradecido pela sua
crucificação juntamente com Cristo. A contribuição cristã não é
um pagamento pelos serviços prestados, mas a materialização do
louvor ante a riqueza maravilhosa da graça salvadora, saneadora e
santificadora em nossas vidas libertas. Graças a
Deus pelo seu
dom inefável!
2 Coríntios
9:15.
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