COMBATE
DA FÉ X BATALHA
ESPIRITUAL
Glenio Fonseca Paranaguá
Glenio Fonseca Paranaguá
Combati
o bom
combate, acabei
a carreira e
guardei a fé.
2 Timóteo
4:7.
Pouca
gente representa o viver cristão como um conflito terrível de uma
guerra tenebrosa. É muito mais comum olharmos a vida cristã como um
parque de diversões, uma estação de águas ou colônia de férias,
do que uma praça de guerra. Para o cristão,
este mundo é uma
arena, não uma cadeira
de balanço. A Bíblia pinta com letras
marcantes o andar cristão como um combate da fé. A guerra sempre é
cruel e ninguém pode refiná-la, por isso preferimos fugir do seu
confronto. Contudo, é impossível negar a perseguição real que os
santos enfrentam neste mundo. Você não
receberá permissão para
escapar furtivamente para o
céu na companhia de
Cristo sem um conflito
e uma cruz.
Segundo
as Escrituras, o mundo está posto no Maligno. Isto significa uma
oposição conflitante entre a santidade propagada pelo Evangelho e a
corrupção inoculada pelo pecado. Não é possível viver a fé
cristã sem enfrentar as duras provas da hostilidade infernal, que
permanecem ativas em cada decisão que tomamos. A beligerância
espiritual é uma realidade inegável no caminho dos santos. Não há
a probabilidade de uma existência cristã autêntica, sem uma
disputa profunda com os poderes espirituais das trevas. Pois
não temos de
lutar contra
a carne e
sangue, e,
sim, contra
os principados,
contra as
potestades, contra
os poderes
deste mundo
tenebroso, contra
as forças
espirituais da
maldade nas
regiões celestes.
Efésios 6:12.
O cristão salvo foi convocado para uma guerra, e nenhum soldado em serviço se embaraça com negócio desta vida, a fim de agradar àquele que o alistou para a guerra. 2 Timóteo 2:4. Como recrutas do Exército do Reino não podemos negar a importância de nossa missão neste conflito. Por isso devemos estar preparados com as armas convenientes para a peleja, e desimpedidos dos envolvimentos que nos mantêm distraídos deste importante combate. As armas de nossa milícia não são carnais, mas sim poderosas em Deus, para destruição das fortalezas 2 Coríntios 10:4.
A verdade é a primeira vítima de qualquer guerra. A arma principal usada nesta grande luta espiritual é indiscutivelmente a verdade. O Diabo é o pai da mentira e o seu arsenal é composto fundamentalmente de mentiras. Quando ele fala a mentira, fala o que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira. João 8:44. Jesus Cristo é essencialmente a verdade, e Ele é a verdadeira arma usada no combate da fé. A verdade em Jesus, revelada pela Palavra de Deus, é suficiente para desfazer toda e qualquer confusão oriunda desta trama infernal engendrada pelas forças das trevas. É impossível ser um verdadeiro soldado de Jesus Cristo e não lutar. Não estamos num balneário em férias mas numa campanha militar. Somos membros de uma brigada e não sócios de um clube. Mas é preciso distinguir a diferença do combate da fé, apresentado pela Bíblia, desta moderna batalha espiritual, defendida nos meios cristãos atuais. Nenhum dever pode ser cumprido sem luta. O cristão precisa de sua espada tanto quanto de sua colher de pedreiro. Combater o combate da fé não é o mesmo desta paranóia contemporânea que percebe o diabo em tudo o que existe. Hoje estamos vivendo nos meios evangélicos uma demência excessiva de responsabilizar tudo o que nos acontece a diabolice satânica. O homem se tornou vítima de uma trama maligna, que o isenta de toda e qualquer obrigação ou dever ético. A inimputabilidade moral e espiritual se tornou a tônica marcante desta mania religiosa que grassa solta em nossos meios. É um grande perigo dar crédito ao Diabo, por tudo aquilo que nos acontece, fazendo-nos apenas efeitos inconseqüentes ou meros resultantes de poderes malignos. Cremos que esta ênfase pode ser contestada pelo enfoque exagerado que nega por completo a influência do diabo na conduta humana. Este é outro ponto de vista diabólico. Todas as vezes que nós tomamos posições exageradas, corremos o risco de grandes deformações. Dar provimento ao diabo por tudo o que nos acontece é tão danoso como também negar sua grande participação nos conflitos que enfrentamos. Achar que toda a maldade que ocorre em nossas vidas é resultante da operação satânica é tão satânico como refutar sua influência marcante em nossa grande luta. Dr. Augusto Nicodemus Lopes foi muito claro quando afirmou: Não precisamos do diabo para pecar, ou causar tanta miséria aos nossos semelhantes. Pecamos por nós mesmos, pois nossa natureza é corrompida, é inclinada para o mal. Mas precisamos lembrar que os principados e potestades que habitam nas regiões celestes desejam que nós pequemos muito mais freqüentemente e profundamente do que fazemos por nós mesmos. Elas desejam espalhar mais miséria e sofrimento no mundo do que a humanidade é capaz de produzir por si própria. O diabo é muito astuto. Quando ele não nega por completo a sua existência e participação na história do homem, ele procura pregar uma mensagem que tira por completo a responsabilidade do homem, para que este fique envolvido na batalha espiritual, perdendo de vista a sua obrigação moral. Certos pregadores de hoje que não crêem na existência do diabo fazem coro com aqueles que vêem o diabo em tudo o que nos acontece, retirando assim a condição de responder pela gravidade de nossas escolhas e delitos.
O
combate da fé é diferente da batalha espiritual. A Bíblia nos
concita a sermos combatentes da fé, onde enfrentamos cara a cara,
tanto os poderes espirituais da maldade, como as conseqüências do
pecado em nossas vidas, através da verdade bíblica. Não se pode
contestar a grandeza dos poderes das trevas, mas também não se pode
supervalorizá-los em detrimento da nossa responsabilidade diante do
nosso comportamento. Uma vida espiritual barata é sempre uma vida
espiritual enganosa. O chamado cristão não é uma vocação para a
facilidade, mas para as dificuldades de um combate profundo de fé,
que envolve tanto os poderes externos das trevas como os poderes
internos da carne.
Por outro lado, a ostentação dos poderes malignos e a ênfase obsessiva na pessoa do diabo, ressaltada na batalha espiritual, tem propagado muito mais a estratégia do inimigo, do que a pregação do evangelho. Não fomos chamados para promover o marketing ou as habilidades do inferno. Não somos propagandistas da ardilosa esperteza do diabo, que visa estimar mais os seus estragos, do que permitir que as pessoas saibam da eterna vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa jornada montanha acima, com um corpo fraco e debilitado pelo pecado e sob o impacto dos puxões malignos, é realizada confiantemente na soberana graça de Deus, combatendo o bom combate da fé. Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. 1Timóteo 6:12. Deus, em Cristo, nos deu condições de sermos vitoriosos e não vítimas; de enfocarmos as alturas dos céus e não as profundidades do inferno; de superarmos os conflitos mediante a fé em Cristo e não de sermos superados pela valorização que se dá aos ardis do diabo. Deus não nos chamou para vivermos aos trancos e barrancos, mas para sermos vitoriosos no combate da fé, por meio de Jesus Cristo. Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores , por meio daquele que nos amou. Romanos 8:37
Por outro lado, a ostentação dos poderes malignos e a ênfase obsessiva na pessoa do diabo, ressaltada na batalha espiritual, tem propagado muito mais a estratégia do inimigo, do que a pregação do evangelho. Não fomos chamados para promover o marketing ou as habilidades do inferno. Não somos propagandistas da ardilosa esperteza do diabo, que visa estimar mais os seus estragos, do que permitir que as pessoas saibam da eterna vitória por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Nossa jornada montanha acima, com um corpo fraco e debilitado pelo pecado e sob o impacto dos puxões malignos, é realizada confiantemente na soberana graça de Deus, combatendo o bom combate da fé. Combate o bom combate da fé. Toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas. 1Timóteo 6:12. Deus, em Cristo, nos deu condições de sermos vitoriosos e não vítimas; de enfocarmos as alturas dos céus e não as profundidades do inferno; de superarmos os conflitos mediante a fé em Cristo e não de sermos superados pela valorização que se dá aos ardis do diabo. Deus não nos chamou para vivermos aos trancos e barrancos, mas para sermos vitoriosos no combate da fé, por meio de Jesus Cristo. Em todas estas coisas, porém, somos mais do que vencedores , por meio daquele que nos amou. Romanos 8:37
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