OUTRO
EVANGELHO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Maravilho-me
de
que
tão
depressa
passásseis
daquele
que
vos
chamou
à
graça
de
Cristo
para
outro
evangelho.
O
qual
não
é
outro,
mas
há
alguns
que
vos
inquietam
e
querem
transtornar
o
evangelho
de
Cristo.
Gálatas
1:6-7.
O
Evangelho é a obra prima, perfeita e completa da graça de Deus. É
a mensagem cristã
destinada àqueles que
fizeram o melhor que
podiam e falharam. É a
proclamação total da libertação plena que Jesus Cristo realizou
em favor do homem. O Evangelho é a boa notícia de Deus, que
apresenta uma solução integral, para todos os problemas
espirituais, que afligem os seres humanos. O Evangelho é uma
declaração de libertação do pecado; é o poder que sustenta a
vitória na vida cristã; é a garantia suficiente do estabelecimento
de um novo homem, de uma nova ordem e de um novo mundo. A religião é
uma iniciativa do homem para tentar alcançar Deus. É o homem cheio
de bons propósitos, buscando seu merecimento pessoal, para conseguir
a dignidade necessária, a fim de receber a recompensa que os seus
atos exigem. A religião é uma proposta dos homens de valor, usando
suas capacidades e aptidões, para conquistar uma posição superior
que permita a aceitação diante de Deus.
O
Evangelho é uma obra consumada de Deus, por intermédio de nosso
Senhor Jesus Cristo, em benefício dos homens indignos e
desqualificados. É uma dádiva graciosa em favor daqueles incapazes
que nada merecem. É um presente do coração soberano de Deus para o
coração desesperado do homem. O Evangelho de Jesus Cristo é o
oposto da religião. A religião é o homem esforçando-se para
chegar a Deus com a sua dignidade. O Evangelho é Deus alcançando o
homem na sua profunda indignidade. Na religião o homem faz para
merecer. No Evangelho ele recebe sem qualquer merecimento. Mas há
uma tentativa de distorcer por completo o Evangelho da graça. Esta
operação maligna é mostrada pelo apóstolo Paulo como o outro
evangelho. Na verdade não é um outro evangelho, porém, a
sobrecarga imposta por alguns que pretendem transtornar o Evangelho
de nosso Senhor Jesus Cristo. Aqueles que ainda não experimentaram a
maravilhosa realidade de uma vida dirigida pela graça, promovem uma
campanha pesada para agravar a situação, colocando sobre os ombros
frágeis, bagagem excedente que se torna insuportável. Pois
atam fardos
pesados e
difíceis de
suportar, e
os põem aos
ombros dos
homens; eles,
porém, nem
com o dedo
querem movê-los.
Mateus 23:4.
Esta
atitude de inquietação das pessoas é um expediente baixo deste
outro evangelho. Com uma fantasia de Evangelho, a religião vil supõe
conseguir a libertação das pessoas com o excesso de cobranças e
exigências morais. Buscam comprometê-las no sistema com zelo e
responsabilidade, e as transformam em meros estivadores encurvados
sob o peso das imposições e ordenanças. Jesus, por meio do
Evangelho, convida os homens a virem a Ele, com uma proposta de
alívio. Vinde a mim,
todos os que
estais cansados
e oprimidos,
e Eu vos
aliviarei. Mateus
11:28. Não há importunação
nem imposição. É um convite suave, brando e mitigador. As
religiões sim, sobrecarregam muito as pessoas, com um legalismo
descarado e um fardo pesado de ocupação e obras. Ai
de vós
também, doutores
da lei, que
carregais os
homens com
cargas difíceis
de transportar,
e vós mesmos
nem ainda com
um dos vossos
dedos tocais
essas cargas.
Lucas 11:46.
Não é possível ofuscar esta diferença marcante. Não é
do feitio do Evangelho da graça exigir qualquer coisa. A graça não
pede comportamento, mas dá caráter. Enquanto a religião exige
retidão, o Evangelho concede a verdadeira santidade.
A
igreja sempre sofreu a influência dos religiosos reclamando uma
postura legalista. O interesse principal é a conduta moral sem se
importar com a hipocrisia. E foi neste contexto que a Igreja de
Jerusalém repeliu inteiramente a pressão judaizante, com esta
atitude: Agora, pois,
por que
tentais a
Deus, pondo
sobre a
cerviz dos
discípulos um
jugo que nem
nossos pais
nem nós
pudemos suportar?
Mas cremos
que fomos
salvos pela
graça do
Senhor Jesus
Cristo, como
eles também.
Atos 15:10-11.
O
Evangelho de Cristo é pela graça, e somente pela graça. Mas há
alguns que pretendem transtorná-lo, e é preciso que nós saibamos
identificar como isto acontece. A deturpação na igreja começa com
a presença de homens gananciosos e desprovidos da graça que se
infiltram no meio de uma comunidade com os seus propósitos
camuflados. E também
houve entre o
povo falsos
profetas, como
entre vós
haverá também
falsos doutores,
que introduzirão
encobertamente heresias
de perdição,
e negarão o
Senhor que os
resgatou, trazendo
sobre si
mesmos repentina
destruição. 2
Pedro 2:1. A
infiltração de homens destituidos da graça é o primeiro elemento
de corrupção.
Como
entre o povo israelita houve os falsos profetas, no seio da igreja
haverá uma gama variada de falsos mestres, disfarçados em
discípulos de Cristo. E muitos
seguirão as
suas dissoluções,
pelos quais
será blasfemado
o caminho da
verdade. E
por avareza
farão de vós
negócio com
palavras fingidas;
sobre os
quais já de
largo tempo
não será
tardia a
sentença, e
a sua
perdição não
dormita. 2
Pedro 2:2-3.
A Bíblia é clara em mostrar que muitos serão adeptos
destes sistemas, e seguirão com afinco estas dissoluções. O engano
se propaga graças à parte de verdade que traz consigo. O erro
sempre se apresenta vestido com a roupa da mensagem cristã. A
falsificação genuína é aquela que se apresenta com a mais
perfeita semelhança do original.
Não
é possível causar enganos com absurdos. O adultério da Palavra de
Deus sempre se reveste da maior aparência com a fonte. Por este
motivo, Paulo adverte: Porque nós
não somos,
como muitos,
falsificadores da
palavra de
Deus, antes
falamos de
Cristo com
sinceridade, como
de Deus na
presença do
próprio Deus.
2 Coríntios
2:17. A falsificação faz parte
do projeto satânico de confusão. Não é possível causar
transtornos no âmbito da igreja sem provocar distorções da verdade
por meio das alterações sutis de significado. Sempre que a igreja é
atacada em seu programa, a tática visa acrescentar elementos humanos
ao significado da obra soberana da graça de Deus. Então
alguns que
tinham descido
da Judéia
ensinavam assim
os irmãos:
Se não vos
circuncidardes, conforme
o uso de
Moisés, não
podeis ser
salvos. Atos
15:1.
As
distorções da Bíblia normalmente partem das interpretações
erradas da Bíblia, que adicionam os valores humanos aos propósitos
eternos e suficientes da graça de Deus. Nada é mais danoso para o
progresso espiritual do que anexar cargas de esforço, que acabam por
sufocar o descanso da alma. Há muita gente que tem sucumbido na sua
senda de fé por causa do aumento de obrigação que lhe foi imposto.
Porquanto ouvimos que
alguns que
sairam dentre
nós vos
perturbaram com
palavras, e
transtornaram as
vossas almas,
não lhes
tendo nós
dado mandamento.
Atos 15:24. Aqui
temos claro uma estratégia de desânimo. Não é necessário negar a
graça, basta agregar as obras da lei e esforço humano para
conseguir os resultados espirituais. O transtorno do Evangelho da
graça é a maior diligência do inferno, e sua estratégia aponta
para dissolução da graça de Cristo.
A
forma mais eficiente para este objetivo, não é recusar a graça,
mas dissolvê-la. Porque se
introduziram alguns,
que já antes
estavam escritos
para este
mesmo juízo,
homens ímpios,
que convertem
em dissolução
a graça de
Deus, e negam
a Deus, único
dominador e
Senhor nosso,
Jesus Cristo.
Judas 4.
Assim, o estratagema fatal do outro evangelho é desagregar o valor
da graça plena de Deus com estes expedientes terríveis que levam ao
enfraquecimento da mensagem. A desconcentração da graça é a causa
de toda desgraça que pesa sobre a vida da igreja nos dias atuais.
Por este motivo, é bom rejeitar tudo aquilo que nos distrai da
centralidade de Cristo e da inteireza da Palavra. Cuidado com o outro
evangelho, pois ele está mais atuante hoje do que em qualquer outro
tempo
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