BANQUEIROS
DE
ESPERANÇA
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
O
Deus
da
esperança
vos
encha
de
todo
o
gozo
e
paz
no
vosso
crer,
para
que
sejais
ricos
de
esperança
no
poder
do
Espírito
Santo.
Romanos
15:13.
Nos
últimos dias do ano 2000, no último ano do século XX, quase no
início do 3º milênio do calendário cristão, precisamos fazer uma
avaliação adequada de nossa história e de nossa perspectiva. O
homem, como um ser que começou registrar a história, tem mais de
quatro mil e quinhentos anos. E a história registrada pelo homem tem
cerca de seis mil anos. Durante os quatro mil anos de história
bíblica, antes de Cristo, havia um perfil marcado pela esperança de
um Salvador que viria à terra. A seta da expectativa sempre apontava
para o Redentor da humanidade. A principal ênfase da mensagem do
Antigo Testamento sinaliza para a chegada de um Messias, a fim de
restaurar o drama da raça. A natureza da
esperança é esperar no
que a fé crê.
Havia uma promessa de Deus que acendia o fogo da fé e que mantinha
sempre inflamadas as chamas da esperança. O povo de Israel andava
movido pela expectação de um Rei, que aguardavam como o seu
Libertador. Os holofotes da história apontavam para o advento deste
Soberano.
Mas,
o Rei chegou numa dimensão muito reduzida. Veio como plebeu, pária
e pobre. Não nasceu em palácio, mas em curral de ovelhas. A sua
presença foi ignorada pelos grandes. Era simples demais para ser
reconhecido. Ele não veio como o Soberano Governador das Nações
mas como o servo menor de todos os homens pequenos. Seu manto real
era uma toalha, cingida como avental, para enxugar os pés sujos de
pescadores iletrados. Sua coroa foi trançada com os cipós de
espinheiros e o seu trono foi erguido numa cruz rude e mesquinha. Ele
não tinha
aparência nem
formosura; olhamo-lo,
mas nenhuma
beleza havia
que nos
agradasse. E,
como um de
quem os
homens escondem
o rosto, era
desprezado, e
dele não
fizemos caso
algum. Isaías
53:2b-3b. Ele era
escandalosamente modesto para ser aceito como Rei. O reino de Deus é
paradoxal. G. Campbell Morgan
disse que todos os tronos de
Deus são alcançados
descendo-se as escadas. Neste
reino, o altar fica no porão; os maiores são os menores; os
primeiros são os últimos; os importantes são as criancinhas. A
maneira correta de crescer
é crescer menos aos
seus próprios olhos.
A
esperança de Israel foi desprezada. Nada poderia ser mais quixotesco
do que este Rei humilhado, sem espada, sem exército e montado em
jegue, caminhando sem qualquer resistência para o encontro da morte.
Olhando do ponto de vista político, a atitude de Judas é
justificável. Ele encontrava-se decepcionado com o seu líder
fracote. Que Rei é este que não defende os seus súditos? Assim, o
bando todo se dispersava. Jesus foi um fiasco como chefe de uma
revolução política. Que decepção! A tristeza tomou conta de
todos os discípulos de Jesus, depois de sua morte. E,
partindo ela,
foi anunciá-lo
àqueles que,
tendo sido
companheiros de
Jesus, se
achavam tristes
e choravam.
Marcos 16:10. Dizem
que a esperança é a última que morre. Mas os discípulos já
tinham perdido a esperança. A morte tinha colocado uma pedra no
assunto. Não havia mais alternativa. O maior sinal da derrota é
quando já não se espera mais pela vitória. Ora,
nós esperávamos
que fosse ele
quem havia de
redimir a
Israel; mas,
depois de
tudo isto, é
já este o
terceiro dia
desde que
tais coisas
sucederam. É
verdade também
que algumas
mulheres, das
que conosco
estavam, nos
surpreenderam, tendo
ido de
madrugada ao
túmulo; e,
não achando
o corpo de
Jesus, voltaram
dizendo terem
tido uma
visão de
anjos, os
quais afirmaram
que ele vive.
De fato,
alguns dos
nossos foram
ao sepulcro e
verificaram a
exatidão do
que disseram
as mulheres;
mas não o
viram. Lucas
24:21-24. Eles estavam rendidos aos fatos da
morte. Tirando-se a esperança ao peregrino, ele perderá a alegria
para a caminhada. Os discípulos encontravam-se paralíticos na fé e
sem qualquer perspectiva de esperança no caminho da verdadeira vida.
Somente
a revelação de Jesus Cristo ressuscitado pode restaurar a esperança
nos corações dos seus seguidores. A grande mensagem do cristianismo
vem do jardim do túmulo. Por que
buscais entre
os mortos ao
que vive? Ele
não está
aqui, mas
ressuscitou. Lucas
24:5b-6a. Depois da tarde negra da Sexta-feira
cinzenta, só a radiante manhã do Domingo da ressurreição pode
causar reboliço. Que pregação alvissareira! A morte foi tragada
pela vitória. A esperança ressurgiu da sepultura. O fênix reviveu
das cinzas. A caixa de Pandora é a boca aberta da tumba vazia. O
sinal de nossa fé
é uma cruz vazia
e um túmulo vazio.
Ele não está
aqui, mas
ressuscitou. Jesus Cristo ressuscitou e trouxe
uma nova alternativa para o gênero humano. A escravidão da morte
foi banida pelo poder da vida ressuscitada. Graças a
Deus existe em nós
vida ressurreta, e
aguarda-nos uma manhã de
ressurreição, insiste J. J.
Bonar. Não há mais cemitério para a fé cristã.
Não existe mais o pavor da morte. Nosso futuro é tão radiante
quanto a manhã da ressurreição. Não há sombras nem nuvens
carregadas neste céu primaveril. A vereda
dos justos é
como a luz
da aurora,
que vai
brilhando mais
e mais até
ser dia
perfeito. Provérbios
4:18.
O
cristianismo é, antes de qualquer coisa, a pregação da vida que
veio da morte. É a vida ressuscitada que faz a diferença. Não
falamos de uma vida que vai morrer, mas de uma morte que foi tragada
pela vida. Falamos da esperança, quando já havíamos perdido toda a
esperança. A história do homem Jesus de Nazaré não terminou com
um funeral, mas com uma celebração no júbilo da ascensão. Os
discípulos não ficaram com a cabeça baixa procurando uma sepultura
no chão, mas com os olhos erguidos aos céus contemplando a vitória
do Rei exaltado. O Evangelho não trata de esqueleto nem de exumação
de cadáver. Não se fala de defunto nem de mortalha. Fala-se da vida
que triunfa sobre a morte. Quando o
vi, caí a
seus pés
como morto.
Porém Ele
pôs sobre
mim a sua
mão direita,
dizendo: Não
temas: Eu sou
o primeiro e
o último e
aquele que
vive; estive
morto, mas
eis que estou
vivo pelos
séculos dos
séculos e
tenho as
chaves da
morte e do
inferno. Apocalipse
1:17-18. Jesus não é apenas um
vivo que morreu, mas um que esteve morto e vive para todo o sempre. O
velho provérbio diz: Onde há vida,
há esperança. Jesus é a vida.
Jesus é a única esperança dos homens.
A igreja tem vivido estes dois mil anos de história na certeza da esperança viva, de um Salvador vivo, que prometeu dar-lhe vida e vida em abundância. A igreja vive na convicção da vida eterna, que lhe foi outorgada na ressurreição de Cristo e na esperança da ressurreição do corpo, quando do encontro com o Senhor nos ares. A igreja nutre-se de esperança da ressurreição e, na esperança, ela caminha com toda a confiança, sem olhar as circunstâncias. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Romanos 8:24-25. Sem esperança não há fé cristã legítima. Mesmo quando o beco parece sem saída, há sempre um atalho de Deus para os que esperam nele e assim, a esperança consegue ver o êxito através das densas muralhas. Não é possível imobilizar um homem que está cheio de esperança. Não há crise capaz de estagnar o ânimo resultante da vida ressurreta, pois a esperança jamais contabiliza fracassos. O reino de Deus não pertence aos vesgos que olham para trás. Não encontramos estátuas de sal no caminho para os céus, pois o Pai nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros. 1Pedro
A igreja tem vivido estes dois mil anos de história na certeza da esperança viva, de um Salvador vivo, que prometeu dar-lhe vida e vida em abundância. A igreja vive na convicção da vida eterna, que lhe foi outorgada na ressurreição de Cristo e na esperança da ressurreição do corpo, quando do encontro com o Senhor nos ares. A igreja nutre-se de esperança da ressurreição e, na esperança, ela caminha com toda a confiança, sem olhar as circunstâncias. Porque, na esperança, fomos salvos. Ora, esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos. Romanos 8:24-25. Sem esperança não há fé cristã legítima. Mesmo quando o beco parece sem saída, há sempre um atalho de Deus para os que esperam nele e assim, a esperança consegue ver o êxito através das densas muralhas. Não é possível imobilizar um homem que está cheio de esperança. Não há crise capaz de estagnar o ânimo resultante da vida ressurreta, pois a esperança jamais contabiliza fracassos. O reino de Deus não pertence aos vesgos que olham para trás. Não encontramos estátuas de sal no caminho para os céus, pois o Pai nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros. 1Pedro
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