ACEITO
OU
RECEBIDO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
E
ambos
estavam
nus,
o
homem
e
a
sua
mulher,
e
não
se
envergonhavam.
Então
foram
abertos
os
olhos
de
ambos,
e
conheceram
que
estavam
nus;
e
coseram
folhas
de
figueira,
e
fizeram
para
si
aventais.Gênesis
2:25
e
3:7
Antes
do pecado, o homem e a mulher viviam num ambiente puro e gozavam de
um coração puro. Todas as
coisas são
puras para os
puros, mas
nada é puro
para os
contaminados e
infiéis; antes,
o seu
entendimento e
consciência estão
poluídos. Tito
1:15. Adão e Eva eram puros e
viviam na pureza mais santa, antes do pecado. Não havia maldade nem
malícia. Mas depois do pecado, o fermento sutil da maliciosidade
infiltrou-se em todos os processos comportamentais do ser humano. Sem
o pecado não havia o menor problema para a nudez do casal. Eles eram
puros e havia pureza de intenções. Logo após o pecado surgiu a
vergonha. O casal foi invadido de um sentimento de temor ao perceber
que estava nu. E Adão
disse: Ouvi a
tua voz soar
no jardim, e
temi, porque
estava nu, e
escondi-me. Gênesis
3:10. Mas eles estavam nus desde o princípio.
Eles foram criados nus. Eles viviam nus. Eles não se envergonhavam.
Então, o que aconteceu? Abriram-se os
olhos de
ambos e se
perceberam nus.
O pecado é a atitude que reverte o centro de gravitação do
homem. Eles estavam centralizados antes na vontade de Deus e gozavam
da aprovação divina. Quando pecaram passaram a centralizar-se em si
mesmos e buscavam a aceitação do outro. O pecado eleva o conceito
próprio e busca numa avaliação de si mesmo a aceitação plena do
outro. O homem centralizado no seu ego fica dominado pelos valores
subjetivos de sua consideração e respeito próprio.
O
pecado tirou o centro
decisório do ser humano,
de Deus, e o
colocou no coração do
próprio homem. Assim, o homem no seu pecado
vive determinado pela sua imagem, e busca a sua aceitação por
aquilo que os outros pensam ou acham dele. A impressão que nós
damos aos outros é a matéria prima para a fabricação de nossa
auto-imagem. Deste modo nós nos iludimos conosco mesmos, para depois
enganar os outros com os dados de nossa personalidade. A procura de
nossa aceitação é a ênfase principal da estratégia do pecado.
A
hipocrisia torna-se uma expressão de vida. O que aparece é mais
importante do que a realidade. Hipócrita é
o homem que faz
com que sua luz
brilhe de tal forma
diante dos outros que
eles não possam saber
o que está acontecendo
por trás dela. Ai
de vós,
escribas e
fariseus, hipócritas!
Pois que sois
semelhantes aos
sepulcros caiados,
que por fora
realmente parecem
formosos, mas
interiormente estão
cheios de
ossos de
mortos e de
toda imundícia.
Mateus 23:27. A
religião de um modo geral se preocupa mais com a conduta do que com
a intenção. Mais valem os atos vistos do que a atitude interior. O
que interessa de fato, no âmbito religioso, é a aceitação pessoal
diante dos outros. E fazem
todas as
obras a fim
de serem
vistos pelos
homens, pois
trazem largos
filactérios, e
alargam as
franjas das
suas vestes.
Mateus 23:5.
Desde o Jardim do Éden que esta prática de fantasias vem se
desenvolvendo. É mais importante a roupagem externa do que a
realidade do coração. Mas o Evangelho de Jesus Cristo não enfatiza
nem admite esta moda da alta costura fantasiosa, que se enfeita para
parecer o que não é. Não há nada
pior do que ser
por fora aquilo que
não se é por
dentro. Uma ferida aberta
pode estar escondida
debaixo de um manto
de púrpura.
No
Evangelho de Jesus Cristo o homem não precisa demonstrar suas
virtudes e esconder os seus vícios e pecados, para ser aceito. Ele é
recebido pela graça de Deus assim como é, na realidade. Deus não
aceita a aparência, mas recebe o mais indigno pecador, para salvá-lo
e libertá-lo de todo engano e pecado. Assim, nós somos aceitos por
Deus através de Jesus Cristo que realizou uma obra perfeita, a fim
de sermos recebidos como filhos de Deus. Nós não somos aceitos
pelos nossos predicados, mas Deus nos aceita pelos méritos
suficientes de Cristo. E nos
predestinou para
filhos de
adoção por
Jesus Cristo,
para si
mesmo, segundo
o beneplácito
de sua
vontade, para
louvor e
glória da
sua graça,
pelo qual nos
fez agradáveis
a si no
Amado. Efésios
1:5-6.
Deus
nos aceita em Cristo Jesus pela sua graça, nos justificando
totalmente em seu corpo santo, e deste modo nos fazendo em Cristo,
agradáveis a si mesmo. Em nossa inclusão juntamente com Cristo
somos salvos da condenação do pecado, e libertados, pelo poder da
vida de Cristo, do domínio do pecado. Não sou eu quem aceita a
Cristo, mas foi Cristo quem me aceitou primeiro, fazendo-me
participante de sua morte. Pela graça
sois salvos,
por meio da
fé; e isto
não vem de
vós; é dom
de Deus, não
vem das
obras, para
que ninguém
se glorie.
Efésios 2:8-9.
Pela graça, Cristo nos atraiu a si mesmo quando foi
levantado na cruz, para nos fazer co-participantes de sua morte.
Mortos em seu corpo na cruz, somos ressuscitados em nova vida, para a
glória de Deus. Por esta graça somos recebidos por Deus sem
qualquer máscara de aceitação. Não há necessidade de tangas ou
aventais que escondam as realidades interiores. Podemos nos
apresentar com toda a autenticidade diante do trono da graça,
buscando receber misericórdia daquele que é o Deus de toda
misericórdia.
Deus
nos aceita somente em Cristo, não por sermos aceitáveis, mas porque
Jesus Cristo nos justifica plenamente pelos seus méritos, e se
apresenta como única fiança de nossa vida. Ele é o penhor de toda
a justificação e a eterna garantia de uma salvação completa.
Ninguém precisa buscar aceitação dos outros quando tem a certeza
de sua aceitação em Cristo. Todos aqueles que já foram salvos pela
graça de Deus, podem usufruir um estado permanente de pura aceitação
diante de Deus. Neste caso já não há mais qualquer preocupação
com o disfarce ou dissimulação do viver. Uma vez aceitos pela graça
em Cristo, podemos viver sem o menor medo de rejeição. Todo
o que o
Pai me dá
virá a mim;
e o que
vem a mim
de maneira
nenhuma o
lançarei fora.
João 6:37. Não há
recusa para aqueles que foram salvos e aceitos em Cristo. Assim, o
coração aceito e satisfeito vive uma festa contínua.
Deus,
por sua graça, nos identificou na morte em Cristo, para nos fazer
quinhoeiros de sua morte, a fim de sermos libertos da obra maligna do
pecado, sendo feitos filhos de Deus, aceitos e recebidos pela
santidade da vida de Cristo. Participantes de sua morte, somos ainda
compartes de sua ressurreição, tendo a certeza de nossa aceitação
irrevogável pela graça de Deus. Esta maravilhosa operação do
Evangelho nos possibilita uma libertação total de todos os
procedimentos que visam nos tornar aceitáveis pelos nossos esforços.
Todos aqueles que já se encontram aceitos pela graça de Deus não
precisam mais usar as vestimentas que contribuem para a aceitação
dos outros. Uma vez aceitos em Cristo Jesus, tornamo-nos possuídos
de uma certeza absoluta e tranqüila da plena aceitação de Deus.
Isto basta. Se Deus me aceitou em Cristo, sou uma pessoa aceitável
diante dEle e deste modo quero viver para sua inteira glória e
louvor
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