SER
MINISTRO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/11/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/11/1998
Certa
ocasião, o
Ministro da
Educação do
governo brasileiro,
Carlos Portela,
em face
de pressões
políticas, declarou:
Estou ministro,
não sou
ministro.
O gabinete
ministerial dos
governos é
sempre transitório.
Nenhum ocupante
da pasta
pode ter
certeza de
sua permanên-cia
no ministério,
causando continuada
instabilidade.
Há
uma larga
diferença entre
ser e
estar ministro.
No âmbito
do reino
de Deus
este assunto
também tem
suas conotações.
Há muitas
pessoas que
se investem
da presunção
de se
tornarem ministros.
Assumem uma
postura e
tomam posições
diplomáticas a
fim de
serem reconhecidos
como ministros
de Deus.
Mas ser
ministro não
é uma
questão de
protocolos ou
procedimentos. Vamos
observar aqui
algumas condições
marcantes, que
foram oferecidas
por homens
de Deus
na história
e que
caracterizam o
perfil de
um ministrante
do Evangelho
de nosso
Senhor Jesus
Cristo.
O
primeiro traço
de um
ministro de
Deus é
sua filiação.
Ninguém pode
ser escolhido
para ser
ministro se
não fizer
parte da
família de
Deus. É
preciso ser
regenerado por
Deus para
ser filho
de Deus.
Sem novo
nascimento autêntico
não há
convocação incontestada.
Sem a
morte da
velha vida
é impossível
ser servo
do Senhor
Jesus. Antes
de ser
chamado ao
ministério da
pregação do
Evangelho, é
preciso ser
transformado pelo
poder do
Evangelho. Se
alguém
está
em
Cristo,
é
nova
criatura;
as
coisas
velhas
já
passaram;
eis
que
tudo
se
fez
novo.
2Coríntios
5:17.
O homem
que prega
a cruz
precisa ser
um crucificado.
Antes de
recrutar o
pregador é
preciso crucificar
o pecador,
pois há
um risco
sério: Um
homem pode
ser um
falso profeta
e ainda
assim falar
a verdade.
Em
segundo lugar,
é indispensável
uma consciência
real de
sua vocação.
No ministério
cristão não
há lugar
para oferecidos.
Ninguém, a
não ser
aquele que
fez o
universo, pode
escolher um
ministro do
seu Evangelho.
Os intrometidos
podem estar
ministros, mas
não são.
Ninguém se
torna ministro
se não
foi convidado
especialmente e
ordenado pela
imposi-ção de
mãos
invisíveis.
Sem a
consciência da
convocação divina
não haverá
consagração verdadeira.
O homem
só deve
entrar no
ministério cristão
se tiver
plena convicção
de que
não consegue
ficar fora
dele, em
razão do
seu chamamento.
Dr. A.
W. Tozer
disse certa
feita: Não
consigo
lembrar-me, em
todas as
minhas
leituras, de
um único
profeta que
se candidatasse
a seu
trabalho.
Todos os
profetas de
Deus foram
selecionados e
escolhidos pelo
próprio Deus.
Depois
disto,
ouvi
a
voz
do
Senhor,
que
dizia:
A
quem
enviarei,
e
quem
há
de
ir
por
nós?
Disse
eu:
Eis-me
aqui,
envia-me
a
mim.
Isaías
6:8.
Uma
terceira qualidade
dos que
são ministros
de Cristo
é o
seu amor.
Eles amam
a Deus
acima de
tudo ao
ponto de
obedecê-lo com
reverência e
prazer.
O amor
e a
obediência a
Deus estão
de tal
maneira
entrelaçados
um com
o outro,
que a
existência de
um implica
na presença
do outro.
Sendo assim,
a obediência
a Deus
é a
prova infalível
de um
amor sincero
e supremo
por Ele.
A evidência
de nosso
amor a
Deus é
a obediência
a Ele.
O amor
do filho
para com
o seu
Pai precisa
incluir a
obediência, de
outra forma
não tem
significado. O
melhor critério
para avaliar
uma vida
espiritual autêntica
não são
os êxtases,
nem os
milagres, mas
o amor
em sua
expressão de
obediência. Se
me
amais,
guardareis
os
meus
mandamentos.
Aquele
que
tem
os
meus
mandamentos
e
os
guarda,
esse
é
o
que
me
ama;
e
aquele
que
me
ama
será
amado
por
meu
Pai,
e
eu
também
o
amarei
e
me
manifestarei
a
ele.
João
14:15
e21.
Eles também
amam as
pessoas com
tanta intensidade
que são
incapazes de
enganá-las. A
mensagem verdadeira
muitas vezes
é dura,
mas é
amorosa. Melhor
é
a
repreensão
franca
do
que
o
amor
encoberto.
Leais
são
as
feridas
feitas
pelo
que
ama,
porém
os
beijos
de
quem
odeia
são
enganosos.
Provérbios
27:5-6.
Só
quem ama
pode falar
a verdade
com amor,
ainda que
isto custe
muito sofrimento,
pois a
prova do
amor está
em sua
capacidade de
sofrer pelo
objeto de
sua afeição.
O amor
busca apenas
uma coisa:
O bem
eterno do
seu amado.
E se
não for
assim, o
que estamos
demonstrando não
é de
fato, amor.
O Evangelho
de um
coração
quebrantado
começa com
o ministério
de corações
que sangram.
Quando paramos
de sangrar,
paramos de
abençoar.
Ministros que
não amam
a Deus
de todo
o coração
não podem
amar as
pessoas com
o mesmo
propósito como
Deus as
ama. A
maior e
melhor coisa
que pode
ser dita
acerca de
um ministro
é que
ele amou
ao Senhor,
e amou
de tal
maneira, que
deu a
sua vida
para pregar
a verdade
do Evangelho,
por amor
às pessoas
a quem
Deus ama.
A
quarta marca
de um
legítimo ministro
de Cristo
é a
humildade. Um
homem cheio
de si
jamais poderá
pregar
verdadeiramente
o Cristo
que se
esvaziou de
si mesmo.
Os topos
das montanhas
freqüentemente são
frios, áridos
e estéreis,
enquanto os
vales são
quentes e
férteis. Os
melhores amigos
de Deus
foram homens
humildes. J.
I. Packer
afirmou assim:
Só depois
que nos
tornamos
humildes e
ensináveis e
permanecermos
extasiados
diante da
santidade e
soberania de
Deus...
reconhecendo
nossa pequenez,
desconfiados de
nossos
pensamentos e
desejando ter
a mente
humilhada, é
que podemos
adquirir a
sabedoria
divina.
Santo Agostinho
insistia que
os altivos
cumes das
colinas deixam
a chuva
esvair-se; os
humildes vales
são ricamente
regados.
Antes,
ele
dá
maior
graça;
pelo
que
diz:
Deus
resiste
aos
soberbos,
mas
dá
graça
aos
humildes.
Humilhai-vos
na
presença
do
Senhor,
e
ele
vos
exaltará.
Tiago
4:6
e
10.
Alguém já
disse:
Não há
limite para
o bem
que um
homem pode
fazer, se
ele não
se importar
com quem
recebe os
louvores.
O trono
da graça
é o
único lugar
elevado que
se sobe
descendo os
degraus da
humildade. Quanto
mais elevado
estiver o
homem na
graça, menor
ele será
a seus
próprios
olhos. A
maneira correta
de crescer
é crescer
menos para
si mesmo.
Não há
no universo
ser mais
ridículo nem
mais digno
de pena
do que
um ministro
soberbo pregando
o Evangelho
do Cristo
humilde e
humilhado. Há
três tentações
especiais que
assaltam os
líderes
cristãos: A
tentação de
brilhar, a
tentação de
queixar-se e
a tentação
de descansar.
A melhor
maneira de
vermos a
luz divina
brilhar sobre
nossas vidas
é apagar
a nossa
própria vela.
Se cremos
que a
morte de
Cristo é
a nossa
morte e
a sua
vida ressuscitada
é a
nossa vida,
então a
sua glória
é a
nossa luz,
a sua
causa, os
nosso direitos
e a
sua comunhão,
o nosso
descanso.
E
em quinto
lugar, o
ministro é
visto pela
sua dedicação,
atitude que
não tem
medo de
sacrifícios. Homens
flamejantes são
invencíveis. O
inferno
estremece
quando os
homens se
incendeiam.
O mensageiro
da igreja
de Laodicéia
é tépido
e seu
estilo é
tedioso. Conheço
as
tuas
obras,
que
nem
és
frio
nem
quente.
Quem
dera
fosses
frio
ou
quente!
Assim,
porque
és
morno
e
nem
és
quente
nem
frio,
estou
a
ponto
de
vomitar-te
da
minha
boca.
Apocalipse
3:15-16.
É repugnante
esta temperatura
sem zelo.
A ânsia
de Jesus
e o
seu enjôo
são resultantes
da falta
de fervor.
William Booth,
fundador do
Exército da
Salvação, gritava:
Quero a
minha religião
como o
meu chá
– quente!
E John
Wesley bradava:
Incendeie-se por
Deus, e
os homens
virão ver
você pegar
fogo.
O fogo
do Espírito,
não mero
emocionalismo. Entusiasmo,
mas não
animação. Avivamento
e não
vivacidade. Avi-vamento
não é
tampa
explodindo, mas
o fundo
caindo.
O zelo
é como
fogo; necessita
tanto de
combustível como
de vigilância.
Mas precisamos
de homens
verdadeiramente dedicados.
Que espécie
de homem
deve ser
o ministro
de Deus?
Deve trovejar
na pregação
e brilhar
nas conversas.
Deve ser
flamejante na
oração,
resplandecente
na vida
e fervoroso
no espírito.
Há
muita gente
na igreja
que está
ministro mas
não é
ministro. Tem
carteira de
ministro, porém
falta caráter.
Tem pose
sem procedimento.
Tem cargo
no rebanho,
mas não
percebe as
cargas das
ovelhas. Paulo
fala da
graça que
lhe foi
outorgada para
fazê-lo ministro
de Cristo
Jesus, no
sagrado encargo
de anunciar
o Evangelho
de Deus.
A tarefa
fundamental de
um ministro
da pregação
não é
ser eloqüente
ou profundo,
mas é
ministrar com
fidelidade a
Palavra de
Deus, a
fim de
alcançar os
corações dos
homens, promovendo
uma radical
transformação. Assim,
pois,
importa
que
os
homens
nos
considerem
como
ministros
de
Cristo
e
despenseiros
dos
mistérios
de
Deus.
1Coríntios
4:1.
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