AS BÊNÇÃOS
DA TENTAÇÃO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/09/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/09/1998
Não
é possível
um cristão
viver neste
mundo sem
ser tentado.
A tentação
é algo
que nunca
devemos
estimular, mas
que sempre
devemos
esperar.
A tentação
faz parte
de nossa
humanidade e
mais especificamente,
de nossa
vida cristã.
Não há
cristianismo autêntico
sem tentação
constante. E
quanto mais
santa é
uma pessoa,
mais tentada
ela será.
As almas
mais nobres
são as
mais tentadas.
O diabo
é um
esportista e
aprecia os
grandes lances.
Nenhum ladrão
que se
preza, se
interessa por
bugigangas. Ninharias
não fazem
parte da
estratégia dos
grandes assaltos.
São as
jóias preciosas
que exigem
os esquemas
mais elaborados
para furtá-las.
Não existe
ordem tão
sagrada nem
lugar tão
secreto nos
quais não
haja tentação.
Quanto mais
alguém se
eleva nos
degraus da
santidade, mais
exposto ficará
aos projéteis
da tentação.
Jesus foi
tentado não
porque era
mau, mas
porque era
importante.
A seguir,
foi
Jesus
levado
pelo
Espírito
ao
deserto,
para
ser
tentado
pelo
diabo.
Mateus
4:1.
A
tentação faz
parte da
operação do
Espírito na
nossa vida.
Santo Amonas
disse com
muita propriedade:
Se Deus
não nos
amasse, não
nos enviaria
tentações.
Para os
fiéis ,
a tentação
é necessária,
pois todos
aqueles que
estão livres
da tentação
não se
encon-tram
entre os
eleitos.
Nada nos
conduz tanto
à dependência
de Deus
como a
tentação. Se
não houvesse
a possibilidade
da queda,
certamente haveria
uma suficiência
arrogante que
descartaria a
dependência de
Deus. O
Arcebispo François
Fenelon afirmava
que as
tentações são
limas que
nos livram
de grande
parte da
ferrugem da
nossa
auto-confiança.
Somos motivados
à vida
confiante em
Deus, na
medida da
nossa fraqueza.
Assim, toda
tentação é
uma oportunidade
de nos
aproximarmos de
Deus. As
tentações desvendam
o que
somos e
nos fazem
recorrer à
soberania da
graça de
Deus. Então,
ele
me
disse:
A
minha
graça
de
basta,
porque
o
poder
se
aperfeiçoa
na
fraqueza.
De
boa
vontade,
pois,
mais
me
gloriarei
nas
fraquezas,
para
que
sobre
mim
repouse
o
poder
de
Cristo.
2Coríntios
12:9.
Nada conduz
tanto à
verdadeira
humildade, como
a tentação.
Ela nos
ensina como
somos fracos.
E para
a fé
cristã, somente
os fracos
são verdadeiramente
fortes.
Samuel
Rutherford mostrava
que a
maior tentação
provinda do
inferno é
a de
viver sem
tentação.
Esta arrogância
espiritual pretende
descartar Deus
na autonomia
de uma
vida tranqüila.
Se não
temos tentação,
também não
precisamos sujeitar-nos
à vontade
de Deus.
Sabemos que
a tentação
não é
pecado, mas
é um
chamado para
a batalha
da fé.
Nós só
iremos levantar
os olhos
para cima,
na direção
de Deus,
quando nos
sentirmos carentes
de sua
ajuda. Assim
sendo, minhas
tentações sempre
me estimulam
a buscar
a infinita
misericórdia de
Deus. A
tentação é
a matéria
prima com
que são
feitos os
pavimentos do
caminho cristão.
Se você
nunca for
tentado, jamais
poderá recorrer
à graça
de Deus,
a fim
de poder
resistir às
investidas permanentes
do pecado.
Provas e
tentações não
nos enfraquecem,
mas apontam
os nossos
pontos fracos,
de sorte
que possamos
apelar para
a suficiência
da graça
e deste
modo nos
fortalecer. Pelo
que
sinto
prazer
nas
fraquezas,
nas
injúrias,
nas
necessidades,
nas
perseguições,
nas
angústias,
por
amor
de
Cristo.
Porque,
quando
sou
fraco,
então,
é
que
sou
forte.
2Coríntios
12:10.
O
paradoxo da
fé cristã
se revela
no absurdo
lógico de
que a
fraqueza é
o trampolim
da força.
Não teremos
nenhum poder
de Deus,
a não
ser que
sejamos
convencidos de
que não
temos nenhum
poder em
nós mesmos.
Nossa fraqueza
armazena todo
espaço para
conter a
manifestação do
poder de
Deus. Alguém
já chegou
a considerar
com muita
sabedoria que
deve ser
todo-poderoso o
poder cuja
força
suficiente é
a fraqueza.
Somente aquele
que se
encontra totalmente
vazio de
si mesmo,
pode ser
totalmente cheio
da plenitude
do poder
Divino. Nunca
podemos desejar
a plenitude
do poder
de Deus
até que
estejamos convictos
de que
estamos vazios
de nós
mesmos, em
nossa profunda
fraqueza. É
aqui que
a tentação
exerce sua
grande operação.
Quando somos
tentados, manifestamos
a nossa
grande fraqueza,
e deste
modo, podemos
valer-nos da
onipotência de
Deus. Toda
tentação é
uma oportunidade
de nos
aproximarmos de
Deus e
dependermos da
suficiência de
seu poder.
Não veio
sobre
vós
tentação,
senão
humana.
E
fiel
é
Deus,
que
não
vos
deixará
tentar
acima
do
que
podeis
resistir,
antes
com
a
tentação
dará
também
o
es-cape,
para
que
possais
suportar.
1Coríntios
10:13.
Alguém
certa ocasião
afirmou: Deus
promete uma
aterrissagem
segura, mas
não uma
viagem
tranqüila.
Satanás como
cozinheiro nunca
coloca diante
dos homens
um prato
que eles
não apreciem.
E como
pescador, põe
isca em
seu anzol
de acordo
com o
apetite do
peixe. Nós
não somos
tentados por
sermos terrivelmente
maus, mas
sim porque
somos humanos.
Jesus como
homem foi
tentado à
nossa semelhança.
Por trás
dos nossos
desejos humanos
se infiltram
as tentações
mais insinuantes.
O melhor
dos santos
pode ser
tentado com
o pior
dos pecados,
dizia Matthew
Henry. Ninguém
foi vacinado
contra as
piores tentações
nem há
qualquer sistema
de imunização
que impeça
seu ataque.
Contudo podemos
contar com
uma realidade
poderosa: Porque
naquilo
que
ele
mesmo,
sendo
tentado,
padeceu,
pode
socorrer
aos
que
são
tentados.
Hebreus
2:18.
A tentação
é sempre
uma oportunidade
da manifestação
poderosa da
pessoa suficiente
de nosso
Senhor Jesus
Cristo. Se
Deus não
removeu a
possibilidade da
tentação é
porque Ele
quer nos
envolver na
dependência do
Salvador. Porque
não
temos
um
sumo
sacerdote
que
não
possa
compadecer-se
das
nossas
fraquezas;
antes,
foi
ele
tentado
em
todas
as
coisas,
à
nossa
semelhança,
mas
sem
pecado.
Acheguemo-nos,
portanto,
confiadamente,
junto
ao
trono
da
graça,
a
fim
de
recebermos
misericórdia
e
acharmos
graça
para
socorro
em
ocasião
oportuna.
Hebreus
4:15-16.
Por
isso mesmo, a tentação nos possibilita a graça da resistência,
junto ao trono da graça. A fé cristã não é uma lesma passiva.
Não vivemos acuados ou sem alternativas. Não somos meras vítimas
de um dragão na boca da caverna. Temos muitas coisas e pessoas que
nos conduzem à tentação, mas se as seguirmos, a culpa será nossa.
Orar contra a tentação e ao mesmo tempo
dar-lhe ocasião é o mesmo que colocar os dedos no fogo e orar para
que eles não se queimem. O profeta Eliseu
quando foi abordado pelo general Naamã para receber recompensas pela
obra da graça, viu que é melhor recusar a
isca do que se debater na armadilha, e disse:
Tão certo como vive o Senhor, em cuja
presença estou, não o aceitarei. Instou Naamã com ele para que o
aceitasse, mas ele recusou. 2Reis 5:16. O
que torna difícil para nós a resistência à tentação é o fato
de que não queremos desencorajá-la totalmente. Muitas vezes ao
fugir da tentação damos o nosso novo endereço. Mas, como afirmou
Doug Barnett, se você não quer que o diabo o
tente com fruto proibido, é melhor sair do pomar dele
e não deixe nenhuma pista ou interesse que ele possa reconhecer.
Bem-aventurado o homem que suporta a
tentação, porque depois de ter passado na prova, receberá a coroa
da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam. Tiago 1:12.
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