AS BÊNÇÃOS
DO DESERTO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/09/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/09/1998
A
experiência genuinamente
espiritual sempre
nos conduz
ao deserto.
Podemos mesmo
afirmar, que
não há
cristianismo autêntico
sem a
prática do
deserto. Depois
de passarmos
pela realidade
estimulante do
novo nascimento,
e de
suas alegrias
encantadoras, sempre
somos conduzidos
pelo Espírito,
ao de-serto,
para sermos
tratados com
os métodos
ásperos do
deserto.
Deus tira-nos,
às vezes,
apoios terrenos
para que
possamos nos
firmar mais
solidamente
nele próprio.
O deserto
faz parte
da pedagogia
de Deus.
Ele é
uma escola
que só
aprova aqueles
que provam
seus rigores.
As dificuldades
freqüentemente servem
para selecionar
os verdadeiros
discípulos do
cristianismo, pois,
quando o
caminho é
árduo, nossa
fé em
Deus guarda
uma canção
em nosso
coração.
Assim, a
estrada da
santidade efetivamente
passa pelo
caminho do
deserto, e
muitos cristãos
ficam surpresos
com as
tribulações que
atropelam a
sua jornada.
Somente
aqueles que
se embrenham
nos ermos
do deserto
aprendem a
confiar inteiramente
em Deus.
Se é
difícil seguir
um mapa
nos descampados
desérticos, é
conveniente seguir
à risca
a orientação
do guia
experiente. A
dependência de
Deus não
surge automaticamente.
A fé
verídica exige
confirmação.
O cristão
precisa confiar
em um
Deus que
não aparece
em primeiro
plano.
Mesmo quando
o caminho
de Deus
passa pelo
deserto, sem
qualquer referência
ou ponto
de apoio,
a confiança
nEle constitui
o único
traçado para
o destino
certo. Os
contratempos
são os
mandatos
ocultos do
amor,
para nos
ensinar a
depender totalmente
de Deus.
O grande
desígnio de
Deus em
todas as
aflições que
sobrevêm ao
seu povo
é trazê-lo
mais perto,
mais junto
dele mesmo,
a fim
de torná-lo
inteiramente dependente
de sua
suficiente graça.
Muitos
cristãos reclamam
ou se
espantam com
as experiências
do deserto.
Muitos acham
que suas
vidas se
tornaram confusas
e penosas
desde que
abraçaram a
fé. Parece
estranho que
a boa
notícia do
Evangelho acabe
num abandono
de relações,
e que
Deus permita
que seus
filhos andem
sozinhos por
desertos abrasadores
e com
vidas miseráveis.
Mas, a
verdade é
outra: Devemos
nos pasmar,
quando virmos
os cristãos
falando da
terra prometida
sem terem
passado pelo
deserto. A
grande surpresa
fica por
conta daqueles
que querem
viver a
vida de
fé sem
o sufoco
das provações.
Elbert Hubbard
ressaltou: Deus
não examinará
você
procurando
medalhas,
certificados ou
diplomas, mas
sim cicatrizes.
As marcas
do deserto
são de
fato os
sinais de
uma vida
que peregrinou
sob a
confiança do
Senhor.
Jamais existiu
um santo
sem cicatrizes.
Deus
reiteradamente recruta
seus melhores
soldados nas
areias escaldantes
do deserto.
Moisés saiu
de um
palácio real
para a
realidade ressequida
do deserto.
Saiu da
custódia orgulhosa
das pretensões
humanas, para
o laboratório
incendiante de
caráter divino.
E foi
exatamente no
deserto que
Deus forjou
a têmpera
mosaica da
liderança espiritual.
As Escrituras
mostram de
forma
definitiva que
a tribulação
é produto
natural de
um cristianismo
genuíno.
Não é
possível receber
a revelação
de filho
de Deus
sem ser
conduzido pelo
Espírito ao
deserto, a
fim de
ser tentado
e provado.
Eis uma
voz
do
céus
que
dizia:
Este
é
o
meu
Filho
amado,
em
quem
me
comprazo.
A
seguir,
foi
Jesus
levado
pelo
Espírito
ao
deserto,
para
ser
tentado
pelo
diabo.
Mateus
3:17-4:1.
O cristianismo
que descarta
as tentações
e provações
como experiências
naturais está
fadado ao
triunfalismo heróico
da soberba
humana. George
Whitefield foi
iluminado quando
mostrou: Enquanto
estiver deste
lado da
eternidade,
jamais
esperarei ficar
livre das
tribulações –
só espero
que elas
variem. Pois
é necessário
curar o
orgulho do
meu coração;
para tanto,
elas precisam
ocorrer.
A Bíblia
mostra que
o povo
de Israel
necessitava peregrinar
os quarenta
anos no
deserto, para
ser tratado
por Deus
na sua
estrutura moral
e espiritual.
Aquele caminho
foi um
sistema educacional.
É necessário
um esquema
de treinamento,
a fim
de esculpir
os traços
que evidenciem
o caráter
de Cristo.
Recordar-te-ás
de
todo
o
caminho
pelo
qual
o
Senhor
,
teu
Deus,
te
guiou
no
deserto
estes
quarenta
anos,
para
te
humilhar,
para
te
provar,
para
saber
o
que
estava
no
teu
coração,
se
guardarias
ou
não
os
seus
mandamentos.
Deuteronômio
8:2.
Como vemos,
a metodologia
do deserto
tinha como
finalidade conduzir
à humildade,
à dependência
de Deus
e à
convicção do
coração; e
os quarenta
anos constituíam
o período
indis-pensável para
aprovação ou
reprovação do
povo.
O
deserto foi
sempre um
lugar de
privações e
provações. Um
lugar de
dúvidas e
decepções, mas
também um
lugar da
providência divina.
Falaram
contra
Deus,
dizendo:
Pode,
acaso,
Deus
preparar-nos
mesa
no
deserto?
Salmo
78:19.
Aqueles que
duvidam
invertem a
metáfora e
insistem em
que precisam
de fé
tão grande
quanto uma
montanha para
mover uma
semente de
mostarda.
É preciso
um deserto
para perceber
o Deus
Todo-Poderoso agindo
na falência
de nosso
entendimento. Zombar
de Deus
é a
coisa mais
impossível da
vida.
Mas os
erros da
fé são
melhores do
que os
melhores
pensamentos da
incredulidade.
Nada
obstante,
ordenou
às
alturas
e
abriu
as
portas
dos
céus;
fez
chover
maná
sobre
eles,
para
alimentá-los,
e
lhes
deu
cereal
do
céu.
Salmo
78:23-24.
Não há
burrice mais
brutal do
que esquecer
de Deus.
Não há
deserto que
possa anular
a fidelidade
da Palavra
de Deus.
Mesmo quando
estamos atravessando
os momentos
mais difíceis,
jamais podemos
esquecer as
suas promessas.
Tu és
meu
servo,
eu
te
escolhi
e
não
te
rejeitei,
não
temas,
porque
eu
sou
contigo;
não
te
assombres,
porque
eu
sou
o
teu
Deus,
eu
te
fortaleço,
e
te
ajudo,
e
te
sustento
com
a
minha
destra
fiel.
Isaías
41:9b-10.
Acredite em
suas crenças
e duvide
de suas
dúvidas; não
cometa o
erro de
duvidar de
suas crenças
e de
acreditar em
suas dúvidas.
A fidelidade
de Deus
será sempre
a nossa
proteção nas
tribulações do
deserto, e
como o
salmista temos
que reconhecer:
Fui moço
e
já,
agora,
sou
velho,
porém
jamais
vi
o
justo
desamparado,
nem
a
sua
descendência
a
mendigar
o
pão.
Salmo
37:25.
Nenhum deserto
é inútil
na vida
do filho
de Deus.
Tempos de
aflição são
geralmente
tempos de
vitória para
o povo
de Deus.
O coador
apertado de
hoje, amiudadamente
se constitui
no vestibular
à Universidade
da Vida
Abundante. Pois
tu,
ó
Deus,
nos
provaste;
acrisolaste-nos
como
se
acrisola
a
prata.
Tu
nos
deixaste
cair
na
armadilha;
oprimiste
as
nossas
costas;
fizeste
que
os
homens
cavalgassem
sobre
a
nossa
cabeça;
passamos
pelo
fogo
e
pela
água;
porém,
afinal,
nos
trouxeste
para
um
lugar
espaçoso.
Salmo
66:10-12.
Cada crise
pode
representar a
hora em
que Deus
dá início
a novas
dimensões em
nossas vidas.
Quanto mais
árido é
o deserto,
mais exuberante
será o
jardim em
que ele
se tornará.
O deserto
e
a
terra
se
alegrarão;
o
ermo
exultará
e
florescerá
como
o
narciso.
Isaías
35:1.
Se hoje
a sua
vida está
passando por
um deserto,
glorifique a
Deus pela
bênção de
ser escolhido
a peregrinar
na terra
da libertação,
pois quando
tiver passado
para Canaã,
os velhos
modelos do
Egito já
terão perdido
o seu
valor. O
verdadeiro
problema não
está na
razão por
que algumas
pessoas
piedosas,
humildes e
crentes sofrem,
mas por
que algumas
não sofrem.
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