CHAMADOS,
ESCOLHIDOS E ENVIADOS
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/10/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/10/1998
A
vida cristã
começa com
um convite.
Não há
intrometidos ou
abelhudos no
convívio autêntico
da igreja
de Jesus
Cristo. Todos
os participantes
da comunhão
dos santos
foram convidados.
Ninguém se
converte a
Cristo Jesus
porque deseja,
mas deseja
se converter
porque Deus
o chamou.
A convocação
da graça
antecede a
toda decisão
humana, contudo,
você está
começando de
modo errado
se discutir
primeiro acerca
de sua
eleição.
Prove sua
conversão e
nunca mais
duvide de
sua eleição,
insistia o
puritano Joseph
Alleine. Não
há salvação
genuína sem
a chamada
de Deus.
Os atrevidos
são dispensados,
postos fora
da festa
e todo
enxerido lançado
nas trevas
exteriores. Então,
ordenou
o
rei
aos
serventes:
Amarrai-o
de
pés
e
mãos
e
lançai-o
para
fora,
nas
trevas;
ali
haverá
choro
e
ranger
de
dentes.
Mateus
22:13.
Os salvos
são favorecidos
pela misericórdia
de Deus
e convocados
pelos méritos
graciosos do
Mediador, por
isso, o
homem deve
ir para
a escola
primária da
fé e
do
arrependimento
antes de
freqüentar a
universidade da
eleição e
da
predestinação,
gritava George
Whitefield. Nenhum
salvo pode
reivindicar seus
direitos ou
qualidades espirituais
para este
convite. A
chamada não
é conseqüência
da fé
ou do
arrependimento, mas
estes são
resultantes desta
convocação. Ide,
porém,
e
aprendei
o
que
significa:
Misericórdia
quero
e
não
holocaustos;
pois
não
vim
chamar
justo
e
sim
pecadores
ao
arrependimento.
Mateus
9:13.
Como cristãos,
devemos sempre
nos lembrar
de que
o Senhor
nos chamou
para si
mesmo, não
por causa
de nossas
virtudes, mas
a despeito
dos nossos
defeitos.
Somente
quando Deus
nos procura
é que
podemos ser
achados. Foi
Ele quem
nos buscou
em Cristo
Jesus e
nos selecionou
mediante a
sua graça
para sermos
santos diante
do seu
trono de
amor. C.
S. Lewis
pôde discernir
com clareza
esta posição:
Agnósticos amáveis
falarão
alegremente de
como o
homem procura
a Deus.
Para mim,
eles podem
também falar
sobre como
o rato
procura o
gato... Deus
encostou-me na
parede.
A vocação
de Deus
está fundamentada
na sua
graça e
nunca jamais
em nossas
qualidades ou
virtudes pessoais;
por isso,
o seu
convite está
dirigido àqueles
que já
fizeram tudo
o que
podiam, encontrando-se
exaustos, tiranizados,
violentados e
oprimidos. Vinde
a
mim,
todos
os
que
estais
cansados
e
sobrecarregados,
e
eu
vos
aliviarei.
Tomai
sobre
vós
o
meu
jugo
e
aprendei
de
mim,
porque
sou
manso
e
humilde
de
coração;
e
achareis
descanso
para
a
vossa
alma.
Porque
o
meu
jugo
é
suave,
e
o
meu
fardo
é
leve.
Mateus
11:28-30.
O convite
se destina
aos que
realizaram grandes
esforços e
ainda assim
foram desqualificados.
Aos atribulados
de todos
os sistemas
religiosos e
opressos de
todo o
peso do
pecado. John
Newton afirmou
certa vez:
Quando chegar
ao céu,
verei ali
três coisas
impressionantes:
a primeira
será encontrar
muita gente
que não
esperava ver
ali; a
segunda será
não encontrar
muita gente
que esperava
ali encontrar;
e a
terceira e
mais
maravilhosa de
todas será
encontrar a
mim mesmo
ali.
A salvação
não depende
de nossas
virtudes, mas
da soberana
graça de
Deus. Não
seremos impedidos
pelos nossos
defeitos, mas
pela soberba
de nossa
incredulidade, diante
do sacrifício
de Cristo.
E a
descrença não
é um
problema do
intelecto, mas
da vontade.
Então,
Jesus
disse
aos
seus
discípulos:
Se
alguém
quer
vir
após
mim,
a
si
mesmo
se
negue,
tome
a
sua
cruz
e
siga-me.
Mateus
16:24.
O querer
é humano;
querer o
que é
meu é
próprio da
natureza
decaída, mas
querer o
que é
bom é
próprio da
graça,
pontuava João
Calvino.
Jesus
convida ao
descanso, os
cansados, e
à pescaria
de homens,
os pescadores.
Ele viu
Simão e
André lançando
as redes
ao mar
e
disse-lhes:
Vinde
após
mim,
e
eu
vos
farei
pescadores
de
homens.
Mateus
4:19.
O primeiro
chamado visa
à salvação
da alma
exausta. É
preciso antes
gozar do
refrigério espiritual,
para depois
realizar o
ministério da
pregação do
Evangelho. Jesus
convida a
todos os
entediados e
esgotados para
repousar na
suficiência de
sua graça.
E uma
vez sossegados,
convida a
participar de
uma pescaria
desafiante. A
vocação cristã
é um
chamado comissionado.
Deus tira
o peso
do pecado
de nossos
corações e
coloca a
responsabilidade sobre
os nossos
ombros. Não
há lugar
para indolentes
no reino
de Deus.
Quando somos
convidados para
o bem-estar
e alívio
do coração,
somos também
convocados para
o desempenho
eficiente dos
encargos missionários.
No cristianismo
não existe
colônia de
férias. Não
há aposentados
nem desocupados.
A igreja
não é
um clube
de iates,
mas uma
frota de
barcos de
pesca.
Fomos chamados
para ser
pescadores de
homens e
isto envolve
determinação. Cada
cristão é
um agente
de evangelização
ordenado por
Deus. O
apostolo Paulo
vê muito
nitidamente esta
realidade: Se
anuncio
o
evangelho,
não
tenho
de
que
me
gloriar,
pois
sobre
mim
pesa
essa
obrigação;
porque
ai
de
mim
se
não
pregar
o
evangelho!
1
Coríntios
9:16.
Jesus
chamou, capacitou
e enviou
os seus
discípulos, para
uma missão
empolgante no
mundo. Para
os primeiros
cristãos, a
evangelização
não era
algo que
eles isolavam
das outras
áreas da
vida cristã
a fim
de nela
se
especializar,
para
analisá-la,
teorizá-la e
organizá-la.
Eles
simplesmente a
praticavam.
Jesus chama
os pecadores
entediados para
encontrar descanso
nEle. Chama
os discípulos
descansados para
se tornarem
pescadores com
Ele. E
depois os
envia para
sua missão
no mundo.
Disse
Jesus:
Ide
por
todo
o
mundo
e
pregai
o
evangelho
a
toda
criatura.
Marcos
16:15.
Quando Jesus
diz: Vinde!
É porque
Ele já
veio ao
nosso encontro.
Quando ele
diz: Ide!
É porque
Ele garante
o nosso
êxito. É
impossível ser
um verdadeiro
discípulo e
não se
empenhar com
a salvação
dos pecadores.
Tudo faz
crer que
a autenticidade
da experiência
cristã se
fundamenta no
desejo efetivo
da salvação
eterna dos
pecadores. Podemos
desconfiar de
um salvo
que não
se interessa
pela salvação
dos perdidos.
Aqueles que
amam se
preocupam com
a condição
permanente das
almas enganadas.
O amor
cristão é
a marca
registrada da
vida cristã.
É possível
pregar sem
amor, mas
é impossível
amar sem
evangelizar. Nisto
conhecererão
todos
que
sois
meus
discípulos:
Se
tiverdes
amor
uns
aos
outros.
João
13:35.
Não há
prova de
maior amor
do que
a importância
radical pela
salvação eterna
daqueles que
se encontram
perdidos. Se
não formos
intensamente fiéis
e profundamente
amorosos corremos
o risco
de estarmos
garimpando vidas
valiosas para
as chamas
do inferno.
Quantas almas
se têm
perdido por
falta de
seriedade,
solenidade,
amor do
pregador, mesmo
quando as
palavras
pronunciadas
eram preciosas
e verdadeiras.
Jesus
nos chamou
ao descanso
da alma,
mas não
para viver
uma vida
descuidosa. Fomos
convidados à
tranqüilidade do
espírito e
não à
apatia negligente.
Se Jesus
desceu do
seu trono
de glória
para realizar
a nossa
salvação, por
que não
nos dispomos
a ser
instrumentos de
pregação do
Evangelho em
favor daqueles
que se
encontram cansados?
Alguma coisa
está errada.
Ou não
fomos salvos
ou não
sabemos o
que é
a perdição
eterna. É
impossível
salvar uma
vida do
incêndio e
evitar o
ardor do
fogo.
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