O BERÇO,
NUM TÚMULO
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/11/1998
Por: Glenio Fonseca Paranaguá
01/11/1998
As
melhores
notícias que
o mundo
já ouviu
vieram de
um túmulo.
A história
da Páscoa
não termina
numa noite
de velório,
mas na
celebração de
uma madrugada
jubilosa. Mas,
no
primeiro
dia
da
semana,
alta
madrugada,
foram
elas
ao
túmulo,
levando
os
aromas
que
haviam
preparado.
E
encontraram
a
pedra
removida
do
sepulcro;
mas,
ao
entrarem,
não
acharam
o
corpo
do
Senhor
Jesus.
Aconteceu
que,
perplexas
a
esse
respeito,
apareceram-lhes
dois
varões
com
vestes
resplandecentes.
Estando
elas
possuídas
de
temor,
baixando
os
olhos
para
o
chão,
eles
lhes
falaram:
Por
que
buscais
entre
os
mortos
ao
que
vive?
Ele
não
está
aqui,
mas
ressuscitou.
Lembrai-vos
de
como
vos
preveniu,
estando
ainda
na
Galiléia.
Lucas
24:1-6.
Jesus nunca
oficiou um
funeral, nem
deixou margem
para que
os homens
fossem visitar
o seu
corpo na
sepultura. A
vida espiritual
autêntica do
Senhor Jesus
não estaciona
em cemitério
nem corteja
defunto. Não
há canto
fúnebre, réquiem,
nem visita
de finados.
As
religiões humanas
falam dos
seus líderes
como homens
que estiveram
vivos mas
estão mortos,
porém o
Evangelho anuncia
um Cristo
que esteve
morto e
está vivo.
Quando o
vi,
caí
a
seus
pés
como
morto.
Porém
ele
pôs
sobre
mim
a
mão
direita,
dizendo:
Não
temas;
eu
sou
o
primeiro
e
o
último
e
aquele
que
vive;
estive
morto,
mas
eis
que
estou
vivo
pelos
séculos
dos
séculos
e
tenho
as
chaves
da
morte
e
do
inferno.
Apocalipse
1:17-18.Certa
vez um
muçulmano interrompeu
um pregador
do Evangelho,
quando este
falava: Nós
temos uma
prova de
nossa religião
que vocês
não têm,
porque, quando
vamos à
Arábia, podemos
ver o
túmulo do
nosso Profeta.
Temos assim
a prova
de que
ele viveu
e morreu.
Quando, porém,
vocês vão
à Jerusalém
não podem
ter a
certeza do
lugar em
que foi
sepultado Jesus.
Vocês não
tem um
túmulo como
nós.
É
verdade, replicou
o pregador,
não temos
túmulo sagrado
em nosso
culto, porque
não temos
cadáver. Nosso
Evangelho não
termina na
morte, mas
em vitória;
não em
túmulos, mas
em triunfo.
O cristianismo
começa onde
a religião
termina – com
a ressurreição.
O Evangelho
não glorifica
o moribundo,
mas elogia
aquele que
vive.
O
cristianismo é
essencialmente a
pregação da
mensagem viva
da esperança
que brota
de um
túmulo vazio.
W. Robertson
Nicoli disse
que o
túmulo vazio
de Cristo
foi o
berço da
igreja.
Enquanto o
velho judaísmo
ocultava um
cadáver no
crepúsculo do
seu penúltimo
dia semanal,
a fim
de cumprir
um descanso
sabático engessado
no legalismo,
o novo
cristianismo despontava
na alvorada
do primeiro
dia, com
a notícia
radiante de
uma tumba
desabitada. O
símbolo de
nossa fé
é uma
cruz vazia
e uma
sepultura desocupada.
Ele não
está
aqui,
mas
ressuscitou.
A morte
de Jesus
e a
sua ressurreição
são as
verdades centrais
da história
da igreja.
Não podemos
explicar o
surgimento da
igreja sem
a cruz
onde Jesus
morreu, para
nos levar
a morrer
juntamente com
Ele, e
sem a
ressurreição de
onde recebemos
a nova
vida. Os
Evangelhos não
explicam a
ressurreição;
todavia, a
ressurreição
explica os
Evangelhos e
a nossa
experiência de
salvação. Bendito
o
Deus
e
Pai
de
nosso
Senhor
Jesus
Cristo,
que,
segundo
a
sua
muita
misericórdia,
nos
regenerou
para
uma
viva
esperança,
mediante
a
ressurreição
de
Jesus
Cristo
dentre
os
mortos.
1Pedro
1:3.
Nós somos
salvos pela
vida ressuscitada
de Cristo.
A
grande comunicação
da fé
cristã se
baseia no
fato singular
da ressurreição
de Cristo.
Fulton Sheen
disse certa
ocasião: Satanás
pode aparecer
com vários
disfarces como
Cristo, e,
no fim
do mundo,
apresentar-se-á
como benfeitor
e filantropo;
mas Satanás
jamais poderá
aparecer com
as cicatrizes
nas mãos.
Há muitas
fórmulas de
falsificação e
imitação no
cristianismo. O
amor dissimulado
e a
humildade fingida
são bons
exemplos. Há
fraudes tão
perfeitas que
são capazes
de enganar
os melhores
peritos. Mas
ninguém poderá
imprimir as
feridas da
cruz em
seu próprio
corpo ou
remendar as
marcas do
Calvário no
corpo vivo
do Cristo
ressuscitado.
Se...
confessares
a
Jesus
como
Senhor
e...
creres
que
Deus
o
ressuscitou...
serás
salvo.
A confissão
é um
ato da
boca, enquanto
a crença
é uma
atitude do
coração. A
confissão do
senhorio de
Cristo provém
da revelação
do Espírito
diante da
obra consumada
de Jesus
como Senhor.
Por isso,
vos
faço
compreender
que
ninguém
que
fala
pelo
Espírito
de
Deus
afirma:
Anátema,
Jesus!
Por
outro
lado,
ninguém
pode
dizer:
Senhor
Jesus!,
senão
pelo
Espírito
Santo.
1Coríntios
12:3.
Sem uma
revelação
especial e
salvadora – a
revelação que
se centraliza
no Senhor
Jesus Cristo
– não iremos
conhecer a
Deus nem
poderemos
conhecê-lo.
Só o
Espírito pode
nos revelar
o real
senhorio de
Cristo.
O
Senhor que
deixou vago
seu túmulo
não deixou
vago seu
trono.
Jesus não
pode ser
nosso Salvador,
a não
ser que
seja
primeiramente
nosso Senhor.
Esteja
absolutamente
certa,
pois,
toda
a
casa
de
Israel
de
que
este
Jesus,
que
vós
crucificastes,
Deus
o
fez
Senhor
e
Cristo.
Atos
2:36.
Todas as
bênçãos que
Deus tem
reservado para
o ser
humano encontram-se
depositadas na
pessoa do
Senhor Jesus
Cristo. Ora,
se Cristo
não é
o seu
Senhor, Ele
também não
é o
seu Salvador.
Senhores,
que
devo
fazer
para
que
seja
salvo?
Responderam-lhe:
Crê
no
Senhor
Jesus
e
serás
salvo,
tu
e
a
tua
casa.
Atos
16:30-31.
Não dá
nenhum valor
a Cristo
quem não
lhe dá
valor acima
de tudo,
como seu
Senhor.
Porque Deus
ressuscitou a
Jesus Cristo
dentre os
mortos, para
ser antes
de tudo,
Senhor. Enquanto
o Espírito
Santo não
sintonizar o
receptor no
coração do
homem, a
mensagem do
senhorio de
Cristo será
apenas um
ruído, não
uma comunicação,
que resulte
numa confissão.
Porque
nenhum
de
nós
vive
para
si
mesmo,
nem
morre
para
si.
Porque,
se
vivemos,
para
o
Senhor
vivemos;
se
morremos,
para
o
Senhor
morremos.
Quer,
pois,
vivamos
ou
morramos,
somos
do
Senhor.
Foi
precisamente
para
esse
fim
que
Cristo
morreu
e
ressurgiu:
para
ser
Senhor
tanto
de
mortos
como
de
vivos.
Romanos
14:7-9.
Se Cristo
é o
Senhor da
nossa vida,
no mínimo
podemos descansar.
Com os
lábios se
confessa o
senhorio de
Cristo mediante
a revelação
do Espírito,
mas com
o coração
se crê
que Deus
o ressuscitou
dentre os
mortos. Aqui
está a
pedra angular
da experiência
da salvação.
Não basta
acreditar na
possibilidade da
ressurreição ou
numa doutrina
que sustenta
esta idéia.
Precisamos descansar
na realidade
fundamental de
Cristo ressuscitado.
Se a
morte não
pode manter
a história
de Cristo
refém de
um cadáver
nem aprisioná-lo
no fundo
de um
túmulo, tão
pouco o
desânimo poderá
sepultar a
esperança daqueles
que se
apoiam no
poder de
Cristo ressuscitado.
Se a
nossa
esperança
em
Cristo
se
limita
apenas
a
esta
vida,
somos
os
mais
infelizes
de
todos
os
homens.
1Coríntios
15:19.
Se Deus
está interessado
em contabilizar
os fios
de cabelo
de seu
povo, certamente
ele preservará
suas cabeças
com uma
mentalidade de
esperança, capaz
de modificar
as duras
crises. Qualquer
pássaro pode
cantar em
um dia
ensolarado,
mas o
canto de
esperança pertence
a uma
espécie rara
de fé,
que sempre
surge em
meio às
nuvens negras
da tempestade.
Muitos costumam
dizer: Hoje
não tem
sol. Mas
isto não
é verdade.
Hoje o
sol está
encoberto; mesmo
assim, a
esperança vislumbra
a sua
luz, até
diante das
densas camadas.
No coração
do crente
nunca se
apaga a
esperança da
vitória, pois
ele sabe
que o
berço da
nova vida
foi um
túmulo frio
da morte.
Assim, não
há tempo
perdido em
esperar, quando
esperamos no
Senhor ressuscitado.
Os
apóstolos
davam,
com
grande
poder,
testemunho
da
ressurreição
do
Senhor
Jesus,
e
em
todos
eles
havia
abundante
graça.
Atos
4:33.
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